Já imaginou como seriam as relações humanas se o perdão não existisse?

Mensagens para os passantes do Jardim Japonês em Buenos Aires

Os dias vão passando e junto com eles as frustrações, desilusões e as situações mal resolvidas que tendemos a acumular. Mas não acumulamos pelo mero prazer em ressenti-las, mas pela nossa falta de habilidade em gerir nossas emoções e consequências geradas por nossas escolhas.

Seja qual for a fase da vida estejamos passando a necessidade do perdão sempre nos acompanha, já vivenciamos situações as quais necessitamos perdoar, outras que requereram pedirmos perdão e por vezes hesitamos em nos perdoar. Em qualquer um destes momentos um conflito interno sempre surge, nos exigindo resiliência, força, renúncia e acima de tudo, amor próprio.

Já imaginou como seriam as relações humanas se o perdão não existisse? No mínimo a vida seria menos colorida, mais pesada e certamente mais angustiante. O perdão possui a capacidade de nos libertar de sentimentos passados, lembranças amargas e sensações desprazerosas. Ele nos ajuda a encarar a ansiedade de frente, dizer ao estresse quem manda e a declinar do convite que a depressão sempre nos oferece em momentos como esses.

Sim, as pessoas erram, sim elas não são perfeitas e sim, elas tem um motivo para agir como agiram e se comportar como se comportam. Quando ampliamos nossa visão e buscamos entender o porquê ou o para que das coisas, saímos do papel de sermos os donos da razão e nos colocamos no lugar de onde nunca deveríamos ter saído, de seres humanos dotados de compaixão e amor.

Mas ai a gente pensa, “mas meu companheiro só vive meu traindo”, “meu colega de trabalho sempre me passa para trás” e “meus familiares nunca cumprem suas palavras”, ok, calma, respira fundo! Vale olhar para dentro e entrar em contato com as sessões que isso nos causam, perdoar não é esquecer, muito menos permitir com que as histórias se repitam. Em situações como essas vale refletir sobre o que nos desejamos para o nosso presente e futuro. Quando insistimos em não perdoar alguém isso nos revela que não desapegamos do passado e daquelas situações as quais não podem ser mais resolvidas, em sua grande parte.

Cemitério Ricoleta – Buenos Aires

Que tal experimentar se libertar de lembranças que causam dor e sofrimento? A vida é o hoje, o agora e nosso tempo aqui está acabando. Vivemos como se fôssemos viver para sempre, mas na verdade não sabemos se chegaremos no amanhã.

Cemitério Ricoleta – Buenos Aires

Não perca tempo, escolha viver a vida que sempre sonhou e se necessário for, perdoe o que precisa ser perdoado. Ah e lembre-se, quando perdoar, não se permita mais a voltar nas lembranças e ressentir todas as emoções geradas por determinados acontecimentos, não vale a pena, acredite!

 

 

 

  • Maria de Fátima Coêlho Batista Ferreira dos Santos

    Reconheço que perdoar não é fácil. Porém, não é impossivel e nos torna mais “leves”, com uma sensação de estar bem resolvido consigo mesmo.

    Perdoar amplia a nossa “visão”, para entender e conviver com tudo e todos que nos rodeiam.

    • vitorluz

      Isso mesmo, perdoar além de nos tornar mais leves, permite que possamos evoluir.