Com um tema tão emblemático como esse reservei algumas palavras necessárias para uma reflexão profunda sobre nosso comportamento e daqueles que estão a nossa volta. Ao longo da nossa vida senão ouvimos alguém falando mal do outro, com certeza ouviremos. Tal comportamento pode ser capaz de deturpar uma imagem, afastar corações, desfazer amizades e comprometer o equilíbrio emocional de alguns.

O que precisamos compreender e nos conscientizarmos é sobre o peso das nossas ações e escolhas. Por vezes somos rápidos no julgar e tardios no ouvir, fluxo esse que nos impede de praticarmos a empatia e respeitar os sentimentos dos outros. Acredito que você já tenha brincado de telefone sem fio, aquela brincadeira a qual falávamos algo para uma pessoa e essa mensagem ia sendo transportada até o último integrante da corrente humana e para nossa surpresa, a informação sempre chegava distorcida. Tal moral nos revela que compreendemos as situações de uma forma única e que ponto de vista é sempre individual, o que não me autoriza a tomar isso como verdade absoluta.

Com o advento das redes sociais e liberdade de expressão ganhamos coragem para nos posicionarmos e comunicar o que pensamos, sentimos e achamos. Atitude essa capaz de construir pontes e por vezes alguns muros. Se você pudesse engolir suas palavras, você seria nutrido ou envenenado? A depender da resposta, precisamos rever nossas escolhas, ciclos de amizade e quem sabe, ambientes que frequentamos.

Uma vez o discípulo perguntou ao sábio qual era o efeito da maledicência (fofoca) e o sábio disse, pegue um travesseiro de penas, rasgue-o e suba a montanha espalhando as penas e ao chegar ao topo, desça recolhendo pena a pena. Por meio desta reflexão podemos compreender que uma vez proferida as palavras não podemos resgata-las.

Portanto, antes de julgar as atitudes de alguém busque compreender suas razões, motivos e inspirações. Assim como não podemos compreender um livro pela capa, não podemos super que as pessoas são do jeito que pensamos.

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