O Diário Oficial do Estado publicou em 6 de agosto de 2020 o ano passado o ato de aposentadoria do conselheiro Cícero Amélio, do Tribunal de Contas.

Na semana passada, o ato do governador Renan Filho, que provocou grande surpresa, completou um ano, e a cadeira de Amélio continua vaga, sem que haja qualquer pista sobre quem vai ocupá-la.

O desinteresse geral da população sobre o tema se deve, imagino, à inutilidade prática do Tribunal de Contas, mas é importante lembrar que o palácio de vidro da Fernandes Lima consome mais de R$ 100 milhões dos cofres públicos ao ano.

É muita grana para zero de retorno para a sociedade, que paga a conta salgada.

A disputa pela cadeira de Amélio parece mesmo só importar à Assembleia e ao Palácio República dos Palmares, ambos almejando nomear mais um conselheiro para chamar de seu.

E serve para quê o pomposo cargo?

Para dar vida boa ao conselheiro – os servidores não levam vantagem nessa história –, além de prestígio político. Um prefeito do interior pode muito bem temer a caneta de uma autoridade de “contas”- como já aconteceu em outros momentos.

Fato concreto é que a vaga vai fazer parte do pacote de negociação entre Marcelo Victor e Renan Filho.

O que a população pode fazer, no caso?

Na condição de plateia, há de fazer o que fazem as plateias: aplaudem ou vaiam, ainda que isso não tenha nenhum efeito prático para quem vai usufruir de casa, comida, roupa lavada e boa vida para si e para os seus (dele ou dela).

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  • Carlos

    É uma afronta ao povo. Um órgão fiscalizador de erário e no entanto anda no contramão aprovando a imoralidade e punindo os gestores públicos sérios que não entrar no jogo jogado das propinas. Já os prefeitos que não tem a proteção dos deputados ou não apoiar os candidatos dos conselheiros da família suas contas por mais certas que estejam eles encontram um jeito de que estão erradas.

  • Antonio Carlos Barbosa

    O cargo de conselheiro do tribunal de faz de conta, vago há mais de um ano, prova que não tem qualquer essencialidade para o serviço público. Poderia ser extinto, com seus custos indo para a saúde.