Há mais em disputa em Alagoas no próximo ano do que “sonha a nossa vã filosofia”.

O óbvio: a vaga de governador em dose dupla – direta e indireta –, além dos cargos oferecidos na corrida eleitoral para o Legislativo.

Entretanto, duas outras cadeiras no poder local estão à espera dos futuros donos, tendo como padrinho o governador do Estado – seja quem estiver no comando do Palácio República dos Palmares.

Se a vaga de Cícero Amélio no TC está aberta desde agosto do ano passado, no TJ vão ser criado mais um posto de desembargador com escolha do chefe do Executivo Estadual – a do 5º constitucional da OAB.

E que ninguém se iluda: as cadeiras nos dois tribunais estão na mesa de negociação política entre o governador Renan Filho e o deputado Marcelo Victor.

Podendo facilitar o acordo entre os dois grupos políticos, desde que um dos lados esteja disposto a ceder.

Hoje quem tem a caneta é Renan Filho; amanhã vai ser outro dia.

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  • Cásar Mariano

    Eu achava que a lista com seis nomes da advocacia era escolhida pelos advogados. Mas, pelo andar da carruagem, vai passar por acordos políticos entre os figurões da província.

  • Carlos

    O Tribunal de Contas e suas cadeiras vazias é porém mais útil do que ocupadas. É um ninho da vergonha e a premiação pela passagem nada recomendável pelo poder Legislativo ….

  • Gomes

    Cada vez mais me convenço que judiciário e política partidária andam de mãos dadas em defesa dos interesses particulares e contra os interesses da sociedade. O caso Braskem X População do Pinheiro é uma prova concreta da injustiça desenfreada em nosso Estado.

    • Cau

      É verdade!
      No caso Pinheiro, a Braskem tem sido beneficiada nesses “acordos” homologados pelo Poder Judiciário. Sem falar na demora no tramite processual dos processos relacionados a Braskem e quando o morador ganha na primeira instância, a decisão é derrubada pelos desembargadores do Tribunal de Justiça, muitas vezes em decisões monocráticas. É assim nos processos contra a Braskem, Seguradoras e Bancos.

    • Luiz R S Filho

      O TJAL…. representado por alguns de seus Membros, trabalha na contra mão dos interesses da Sociedade Comum. Além dessa morosidade na resolução do caso Pinheiro x Braskem, temos o processo de Falência da Laginha Agro Industrial (Grupo JL). Depois de muito esperar, os Credores Trabalhistas começaram a receber em parcelas os Créditos à que fazem jus, em 2018. Abruptamente em outubro de 2019 foram interrompidos os pagamentos por motivo injustificável, contrariando inclusive uma recomendação do CNJ de abril de 2020. Existem ainda os Credores de Outras Classes que são os fornecedores de cana, de materiais, de serviços – quem não sabem quando e se receberão igualmente seus créditos. Existem recursos disponíveis na conta judicial, oriundos da vendas e recebimento de valores dos bens da Massa Falida. Não é por falta de dinheiro que não se possa realizar os pagamentos.

      Justiça, real e verdadeira, privilégio de poucos em Alagoas

  • Sofia Barreto

    Espero que os advogados tenham juízo e coloquem um nome técnico. Se a escolha for por “advogado de Instagram” , que não sabe o que é tocar um processo, que não sabe o que é uma sustenção oral, ou o que é a advocacia na vida real, será um desastre permanente.

  • Sérgio Eduardo

    A cadeira no Tc será do deputado Olavo Calheiros no acordo com Marcelo vito.

  • Paulo Silva Santos

    Esse 5° constitucional é uma excrescência. Herança de tempos imemoriais que permanece para beneficiar os amigos do “rei”. Acesso ao serviço público único e exclusivamente por concurso! O STF é o maior exemplo de má-versação com dinheiro do pagador de impostos. Todos indicados sem mérito algum.