Se a vingança é um prato para se servir frio, para o prefeito Luciano Barbosa, a hora do chef chegou.

Ex-vice-governador, ele fez questão de dizer publicamente que não tem qualquer relação com as nomeações para o gabinete que ele já chamou de seu (será que alguém imaginava o contrário?) e que continua existindo mesmo sem um titular.

Barbosa está em outra, com novos amigos de infância, agora distante dos seus “irmãos” – como eles se tratam – Renan pai e Renan Filho.

Sejamos justos: o senador sempre foi a sua voz de comando.

Graças a ele, o atual prefeito de Arapiraca tornou-se vice-governador, até contra a vontade de Filho (no segundo governo, o caldo quase entorna).

A relação entre ele e Renan Filho foi se desgastando ao longo dos anos, terminando na crise que resultou na sua renúncia à condição de sucessor imediato da principal cadeira de Renan Filho.

Da família Calheiros, ressalte-se, Luciano só não guarda mágoas do primeiro-tio Olavo, que defendeu uma saída pacífica da crise gerada pela sua candidatura em Arapiraca.

Agora, após a denúncia sobre a nomeação de sete pessoas na vice-governadoria, Barbosa tirou do freezer o prato que já estava pronto.

E nem levou ao forno.

(Há quem diga que é só a entrada.)

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O gabinete do vice-governador é fantasma, mas os nomeados são de carne e osso
  • Mário

    “Os políticos não conhecem nem o ódio, nem o amor. São conduzidos pelo interesse e não pelo sentimento” (Philip Chesterfield).