Antes mesmo de a prefeitura de Maceió apresentar denúncia contra a Casal – por causa da absurda buraqueira na parte alta da cidade –, o Ministério Público Estadual já havia notificado a empresa responsável pelo saneamento de Maceió.

Foi o que informou ao blog o promotor de Urbanismo, Jorge Dória.

Ele disse que vinha acompanhando as notícias sobre o trabalho “lamentável” do Consórcio Sanema/Sanama, contrato pela Casal:

– As obras têm um lado extremamente positivo, que é o de ampliar o acesso da população à rede de esgoto, uma carência enorme que temos. Mas as empresas não podem deixar a cidade do jeito que está, e a Casal tem reponsabilidade por isso.

Ele contou que o diretor da empresa, Clécio Falcão, já entrou em contato, informalmente, com o MP e garantiu que está tomando as providências. “Nós aguardamos a resposta oficial à notificação, por escrito”, completou.

Responsabilidade da Seminfra

Por outro lado, Dória disse que a Secretaria de Infraestrutura de Maceió também tem obrigações legais neste caso:

– A Lei 7336, de 2014, estabelece que a prefeitura de Maceió, nesses casos, deve notificar a empresa que faz o serviço, cobrar multa e pode também realizar o trabalho de recapeamento, cobrando depois pelo serviço realizado.

O caso de agora é um aviso à população sobre o que vem por aí: a BRK vai assumir o monopólio dos serviços de água e esgoto da Região Metropolitana de Maceió – o Ministério Público pode ser o grande aliado da população, para que a empresa não considere – como o consórcio Sanema/Sanama – que a capital é terra de ninguém.

Nota de Esclarecimento da Casal – Obras de Esgotamento Sanitário em Maceió
A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) ressalta que está fazendo o maior investimento em esgotamento sanitário da história de Maceió: são quase R$ 500 milhões investidos na implantação de sistemas de coleta e tratamento de esgoto, que vão beneficiar 360 mil pessoas em bairros como Tabuleiro dos Martins, Benedito Bentes e redondezas, Farol, Pitanguinha, Gruta de Lourdes, Ouro Preto e adjacências. Somadas, as obras desses dois grandes sistemas, conduzidas em parceria com as empresas Sanama e Sanema, vão dobrar a cobertura de esgotamento sanitário da capital, chegando a 70% da cidade saneada até 2022. As duas obras também somam mais de 300 quilômetros de redes e coletores-troncos, o que garante benefícios não só para as pessoas, mas também para o meio ambiente. É um investimento maior do que os que já foram feitos ou que estão em andamento, nesse setor, por qualquer gestão municipal de Maceió.
A Companhia afirma, como já esclareceu em audiência pública promovida pela Comissão de Meio Ambiente e Proteção Animal da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), no dia 7 de junho deste ano (https://bit.ly/35lcg6h), que obras dessa magnitude em algum momento podem causar desconforto à população. “Não se implanta redes em tantas ruas e localidades sem que isso cause algum desconforto, afinal, são mais de 300 quilômetros de tubulação. Mas sabemos que o transtorno é temporário para um benefício permanente para os moradores e para o meio ambiente”, apontou, na ocasião, o presidente da Companhia, Clécio Falcão.
Em média, o tempo para recomposição total do pavimento em local que foi escavado para implantação de rede coletora é de 15 dias, pois é preciso fazer o reaterro e a compactação do solo para evitar afundamentos. Depois, se adiciona uma camada de brita corrida, pintura de ligação e em seguida o revestimento asfáltico. Esse é um procedimento técnico e padrão para recuperação de asfalto que foi escavado para implantação de redes. Portanto, qualquer obra com essa finalidade segue esse mesmo prazo por razões técnicas.
A Casal ressalta que, em algumas localidades na parte alta da cidade, como Santa Lúcia, Clima Bom e Eustáquio Gomes, existem obras de implantação de rede coletora de esgoto que são conduzidas pela Prefeitura de Maceió, o que muitas vezes causa desentendimento na população, que atribui à Casal obras que não são dela.
Quanto à qualidade do material usado para fazer a recuperação do asfalto, a Companhia lembra que as empresas fornecedoras desse tipo de material em Alagoas são as mesmas que fornecem para as obras de pavimentação da Prefeitura, portanto, a qualidade do material é a mesma usada em obras municipais.
A Casal está à disposição do Ministério Público Estadual (MPE), assim como esteve da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), e de outros órgãos de fiscalização e controle para fazer quaisquer explicações sobre as obras que são de sua competência na capital.
Por fim, a Companhia lembra que, em oito anos do atual governo estadual, está sendo investido no esgotamento de Maceió o mesmo que se investiu nos 50 anos anteriores, pois essas obras vão dobrar a cobertura, passando de 35% para 70% até 2022. Portanto, os desconfortos temporários por conta do pavimento têm como objetivo um bem duradouro, que é o esgotamento sanitário, refletindo em mais saúde para a população e em um meio ambiente melhor preservado.
Maceió, 16 de junho de 2021.
Deputados acham projeto do AL Previdência positivo, mas "inchado"
Cada aposentado já perdeu ao menos um salário para o AL Previdência
  • Flavio Gequita

    Como se não bastassem as calçadas despadronizadas que mais parecem com túmulos, umas mais altas, outras mais baixas, inclinadas, com piso liso e escorregadio, agora se somam as ruas que parecem ter sido importadas de Kosovo de outros tempos.
    Daí, o povo aproveita para fazer reformas e abandonam entulho, areia e pedregulho por tudo a calçada.
    Lamentável e inaceitável.

    • Daniel

      Para alguém que nos ler, para ter uma ideia: imagine você sair para trabalhar, e quando volta não consegue mais entrar na sua rua com seu carro, não consegue mais ter a rua para brincar com seu filho, não consegue mais entrar na sua casa com o carro, ou sair de casa com o carro sem ficar enganchado. Além disso, nas ruas que passam ônibus coletivo, as pessoas ficam levando aqueles baques, porque nem sempre os ônibus passam de devagar, ou seja, é o samba da roda de doido, não dá para ficar assim !

  • Daniel

    Prezado Ricardo, é uma boa notícia essa, quero aqui reconhecer o seu bom trabalho no tema, merece um prêmio, pois é de grande utilidade pública, pois vejo que você está buscando dá continuidade e indo buscar o fio da meada, mas na prática é necessário eu comentar aqui alguns pontos de quem está sofrendo na pele:
    1º Pelo que eu vejo, não vai ser pouco dinheiro se for realmente para realizar uma restauração descente e como eles estão detonando tudo e deixando para lá, não sei se eles provisionaram verba para isso, e quando irão resolver, e com as chuvas, o que era ruim, ficou ainda pior.
    2º Eles continuam detonando tudo, mudam de rua e deixam do mesmo jeito, ou seja, uma empresa que é séria, e uma vez notificada, o que deveria fazer? Pelo menos nessas ultimas escavações, antes de ir embora para outra rua, enviar uma equipe e fazer um trabalho de restauração descente, repito, não é fingir que fechou o buraco e vem uma pessoal com bicicleta já afunda, imagine um carro, caminhão.
    3º Desejo que dê tudo certo, mas como disse acima, pelo o que eu já vi de quantidade de ruas, vai ter que ser muita grana, e aí do jeito estava e está, tem que ser uma ação civil pública e fiscalização desde de já, pois o que já muito de problemas e buracos, tende a ficar infinito.
    E para encerrar, você fez essa a observação a seguir, outros leitores também: O Estado precisa explicar o porquê que o túnel do viaduto da PRF está ficando alagado quando chove, além do prejuízo financeiro o que já grave, poderá haver perca de vidas ali, o que é um absurdo.

  • Oliveira

    Benedito Bentes ta nas mãos desse grupo que só sugam nosso dinheiro ninguém aguenta mais andar de carro nessas ruas (e agora quem poderar nos defender)

  • Valdenir Martiliano da Silva

    A casal tem sido umas das piores empresas a prestar serviços a população, todos os dias várias reclamações e nunca resolve o nosso problema, eu mesmo estou na minha casa há mais de 15 dias sem Água fazendo reclamações e não aparece um funcionário sequer pra resolver.

  • Marcos Barbosa

    A Gruta de Lourdes é só buraco e o serviço mal feito , alguém tem que ser responsabilizado por esse caos que a casal está fazendo em Maceió

  • ARMANDO

    Piores dias virão!
    Deixa chegar a conta do fornecimento de água e tratamento do esgoto, cuja, o Governador Renan Filho já cuidou em azeitar com belos reajustes, pra entregar ao consórcio.

  • Mauricio

    A pista nova que liga o Benedito Bentes e o Graciliano Ramos. Eles quebraram um asfalto que foi feito a pouco mais de um ano. A pista está com crateras enormes e um lugar onde cruza uma tubulação está afundando. Detalhe e que a pista nova tem pouco mais de um ano que foi inaugurada. Muita falta de planejamento. Inclusive perdi um pneu novo do meu carro . Em um buraco que deixaram. Muita falta de respeito com os cidadãos ..

  • Gruta de Lourdes

    Flávio Gequita, Vc falou sobre as calçadas fora de padrão, isso é algo que me incomoda muito, cada proprietário de imóvel faz a sua do jeito que bem entente, vários monstro que impende o pedestre de caminhar por elas com segurança. O bairro da gruta é cheio de calçadas monstruosas, a rua Tereza de Azevedo é uma com muitas calçadas que para andar nelas tem que ter preparo físico e estar pronto para uma escalada.
    Quanto a buraqueira que essa empresa de saneamento tá fazendo é um absurdo, escava as ruas e não deixa do jeito que encontrou, faz uma gambiarra nojenta.

  • Carlos

    Vamos privatizar tudo os empresários só pensam no social e o melhor para o povo. O lucro exorbitante é uma epenas uma fantasia do povo.

  • Gruta de Lourdes

    … vários monstros….

  • Sebastão Iguatemyr Cadena Cordeiro

    FIZ O COMENTÁRIO PORÉM FUI BLOQUEADO PELO OBSTÁCULO CHAMADO CAPTCHA . ATÉ A PRÓXIMA !

  • Bruno

    A Gruta de Lourdes está um caos. É muita falta de respeito. Embora sabemos que este estado de coisas é resultado de gente que é acobertada. Por isso faz o que faz.

  • Daniel

    Essa Nota de Esclarecimento da Casal – Obras de Esgotamento Sanitário em Maceió, explica, mas não justifica que para poder fazer obras de saneamento, tenha que criar um problema igual ou de maior impacto, quanto o que se “busca” resolver. Não dá para engolir isso.

  • Zé das couves

    O que fizeram nas ruas do Tabuleiro Novo (parte alta) deveria ser tratado como crime hediondo. A prefeitura, ao efetivar o retorno de quadra na região do Bomba do Gonzaga, deixou todas aquelas ruas internas “um brinco”. Veio a dona Casal e simplesmente promoveu um inferno que perdura até hoje, há mais de um ano. A principal da Santa Lúcia mesmo, está de chorar!