O decreto anunciado ontem talvez tenha sido a decisão mais difícil, sobre o isolamento social, tomada pelo governador Renan Filho este ano.

Até por causa da crescente dificuldade enfrentada pelo comércio e pelo setor de serviços numa economia já tão frágil e de baixa perspectiva. Estes segmentos – comércio e serviços – representam mais de 70% da economia alagoana.

Recentemente, publicamos neste espaço um texto mostrando que o consumo em Alagoas vem caindo pelo terceiro ano seguido, de acordo com dados do IBGE.

É claro que o cenário este ano não é promissor – e por causa da pandemia, que não dá sinais de cessar. Além do que não teremos o auxílio emergencial no mesmo patamar (os R$ 600,00/mês deram a dimensão da nossa pobreza geral).

Eis que a proximidade do Dia das Mães, a segunda data mais importante para o comércio em todo o país, foi decisiva para que o governo promovesse uma maior abertura das atividades econômicas neste momento.

A pressão dos empresários, que não é nova e é crescente, dessa vez surtiu efeito.

Para o comércio, a oportunidade é de tirar um pouco do prejuízo; para bares e restaurantes, o próximo feriadão e o Dia das Mães podem atenuar a crise, que, infelizmente, vai continuar.

E como ficou a turma da Saúde no debate?

Deu o aval ao governo, mas com restrições e um pé atrás.

Eu sei que não há uma solução boa para esse tipo de situação – abrir ou fechar -, mas sempre há a melhor solução.

Pela coerência com que o governo vem atuando nessa área – erra muito em outras -, torço para que tenha escolhido agora o melhor caminho.

 

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  • Alex

    Se o que vale é a ciência e a economia vê depois, a decisão foi errada e contraditória ao discurso. Os números da Covid continuam altíssimos.

    • Douglas

      Isso mesmo caro colega. O governador está blefando dia após dia! Ele sempre deixou claro que iria ouvir a ciência… e isso ele nunca fez. Os decretos nunca funcionaram da forma correta. Daqui uns dias voltaremos para o estágio zero com números muito maiores! Salvem-se quem puder!

  • Tadeu

    Entendo que os números da COVID-19 permanecem altos, no entanto é necessário enxergar a situação econômica do estado. Não há, nessa situação, que se falar em priorizar a economia em detrimento da saúde. Saúde e educação devem procurar um denominador em comum, que traga o mínimo de perdas possíveis. Perdas haverá de qualquer forma! Como uma pessoa tem emprego, ou na iminência de perdê-lo irá manter a sanidade? A roda precisa continuar a girar, tomando-se, é claro, os máximos cuidados, como a utilização – CORRETA – da máscara; o distanciamento (possível à situação); além do esforço pela maior vacinação da população. Entendo como correta a decisão do governador, visto que mais um decreto mantendo tais restrições levaria a quebra de mais e mais empresas e solucionaria pouco a situação. A população segue se aglomerando, por muitas vezes, para coisas supérfluas, então porque responsabilizar somente os estabelecimentos comerciais? Outro ponto que devemos criticar é LEI MORTA da obrigatoriedade do uso de máscara! Percebe-se que não há aplicabilidade nenhuma.

  • Nado

    Abre logo 24h . Parece que a Covid acabou!

  • Paulo

    Tá aí, os homens que a alguns meses eram elogiados pela mídia, como aqueles que ouviam a ciência.numca me enganaram, a siencia desses caras é a grana e, quem é dono dela.