O novo decreto do governo do Estado, restringindo horários de funcionamento de alguns estabelecimentos, é o possível no momento.

Talvez não seja ainda o que se faz necessário, mas não se pode brigar com a realidade e por em risco a própria autoridade (o que a polícia não resolve).

O setor de serviços foi o que mais sofreu, por óbvio, na pandemia. Muitos pequenos e médios empresários quebraram, trabalhadores perderam os seus empregos (foram socorridos pelo auxílio emergencial), mas os excessos são notáveis, principalmente entre os jovens de classe média.

E é este segmento social, está claro, o alvo do decreto de agora. Estamos acompanhando, dia a dia, o aumento da ocupação de leitos na rede privada por pacientes de Covid-19, chegando ao limite do tolerável.

Lembremos, no entanto, que a pandemia chegou a Alagoas pela classe média – como aconteceu no Brasil, em geral – e se espalhou para as áreas mais vulneráveis, fazendo milhares de vítimas.

Tomara que agora a tragédia não se replique.

A estrutura montada pelo governo do Estado, no SUS, tem conseguido segurar bem a barra, e é possível crer que assim continuará.

A decisão de hoje tem, seguramente, a interferência do secretário Fábio Farias, a mais sensata e lúcida voz do governo nesses meses de pandemia. Entre outras coisas – embora ele não fale sobre isso -, Farias não participou da campanha eleitoral de rua, não fez aglomerações, demonstrando que “o respeito à ciência” era mais do que um discurso para ele (o governador e o secretário Ayres se esbaldaram a valer, como os jovens de classe média).

Repito: a hora é do convencimento, do persistente diálogo com os envolvidos nas iminentes situações de risco e de comunicação eficiente, sem glamour, com a população.

A boa nova?

A definição de uma data para a volta às aulas presenciais, preservando os profissionais de Educação que são dos grupos de risco.

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  • Sérgio Roberto de Menezes Siqueira

    Ninguém comenta sobre aglomerações durante as eleições, é impressionante, se coloca a culpa em quem vai a praia, frequenta restaurante e quem passeia com seu cachorro nas praças, mas eleições nada!

    • Fernando

      Isso foi há mais de um mês, se depois tivessem ficado em casa a COVID já tinha sumido, mas foram às compras, principalmente na semana do black friday e agora no final do ano às lojas estão cheias. É isso, há 30 dias foi a eleição, mas agora somos nós que estamos com o “bastão” passando para os outros.

  • Carlos

    As aglomerações eleitorais tem o seu percentual de culpa e antecedência da segunda onda!
    Mas do jeito que uma grande participação da população vinha e vem se comportando em relação ao vírus era só uma questão de tempo!
    Façamos uma reflexão e somos responsáveis sim pela segunda onda!

  • Albino

    Realmente as contaminações começaram a subir não por causa dos estabelecimentos que abriram, o que fez isso foi a teimosia do presidente do TSE em confirmar as eleições. Agora será será que empresários e trabalhadores vão também pagar essa conta?

    • Fernando

      Sim, ou paga ou morre! Se não for pela COVID será por falta de vaga quando precisar de um hospital, por ele estar cheio de gente com COVID.

  • Jabson, do SINDIMETAL.

    A reproliferação da COVID, no Brasil se deve, principalmente, ao presidente do TSE, que ao invés de haver recomendado o adiamento das eleições e consequente prorrogação dos respectivos mandatos para o segundo semestre de 2021, recomendou e os congressistas, irresponsavelmente, aprovaram o retardamento do pleito por, apenas, dois meses. Assim, se seu o crime contra a saúde e a vida dos brasileiros não bolsonaristas, que são os que acreditam na gravidade sanitária do momento.

  • Pedro

    Aglometar é da natureza animal do homem. É preciso ferrão para manter o gado em seu devido lugar. Se liberar geral, o gado vai à urna, ao restaurante, ao comércio, ao pasto e, por fim, ao cemitério. A culpa é de todos nós.

  • Francisco Jose Souza

    Hospitais fake com insumos insuficientes só um milagre para evitar a tragédia.

  • Rafael

    Restrição de horário não é eficaz.

  • Bernardo

    COVID MATA. CONCORDO COM RESTRIÇÕES!

  • Euzinha

    Enquanto isso, a playboyzada é quem sustenta o tráfico de drogas! As patricinhas e os filhinhos de papai são os q mais consomem drogas ilícitas e tb muitas vezes revendem!