O governador Renan Filho não vai alterar o Decreto Estadual Nº 71.467/20, que estabeleceu o limite de 300 pessoas em eventos privados e públicos em todo o estado, o que atinge em cheio as empresas que realizam as festas de réveillon, no final do ano.

O secretário da Saúde, Alexandre Ayres, disse ao blog, hoje pela manhã, que não há condições de flexibilizar ainda mais a decisão governamental de 30 de setembro último, liberando a realização de eventos públicos e privados no limite de até 300 participantes – desde que cumpridos os protocolos sanitários (cá para nós: um casal dançando por vez é hilário).

Há uma natural pressão de empresários do setor de eventos para a ampliação do número permitido de participantes em cada festa, até porque muitas das empresas interessadas sobrevivem, basicamente, das grandes e badaladas celebrações de final de ano.

Com 300 participantes, no máximo, a realização das festas de réveillon – públicas e privadas – fica inviabilizada. O secretário pondera nesse sentido, mesmo admitindo a ocorrências de excessos nas campanhas eleitorais – inclusive por parte de autoridades públicas (governador e prefeito, como exemplos mais evidentes).

O que não justificaria, entende ele, uma maior abertura agora:

– A decisão sobre o réveillon foi tomada com base na posição dos nossos técnicos, profissionais respeitados e que vêm se debruçando sobre esse tema desde o início da pandemia.

Alexandre Ayres ressalta a estrutura montada pelo governo do Estado para o atendimento dos casos de Covid-19, destacando que os “médicos e demais profissionais de saúde  aprenderam muito sobre a doença e como lidar com ela, mas isso não permite que nós subestimemos um vírus que já matou tanta gente em Alagoas e no resto do país”.

Quando fevereiro chegar

O secretário da Saúde faz um alerta importante sobre “o futuro” da Covid-19 em Alagoas:

– O nosso pessoal técnico aponta para o final de fevereiro, começo de março, com grande preocupação. Passado o verão, chegarão as primeiras chuvas, e ainda sem a vacina, o risco de contágio vai se ampliar.

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  • Edemar Luís Henckes

    Com o aumento diário de casos de Covid-19 manter festejos de final do ano é uma temeridade. Infelizmente a vida e a saúde das pessoas não tem valor algum.

  • Ex. Morador de Bebedouro

    VERGONHA, VERGONHA E VERGONHA. Desse governador, e desse prefeitinho de Maceió. Todos eles na campanha eleitoral, apareciam dançando igual maionetes agarrados com os eleitores, praticamente todos os dias. Como perderam a eleição, por vingança, decidiram bloquear as festas. Ocasionando ainda mas desemprego em nosso estado. 2022 vem aí viu Renanzinho e Ruim Palmeira.

  • Bel

    DEVERIA FECHAR TUDO , ESTÁ CERTÍSSIMO! PARABENS!!! COVID MATA!!!!

  • Wellington

    Correto! Só faltou o mesmo senso de responsabilidade durante a campanha eleitoral, onde os candidatos, inclusive, o apoiado pelo governo estadual e municipal saudava, abraçava e aglomerava multidões e isso, até mesmo, na propaganda eleitoral…ta aí pra todo mundo ver…

  • ZIL

    Deveria ter fechado tudo nas eleições, como o candidato dele esta atrás nas pesquisa, foi para o tudo ou nada! O preguiçoso do secretario de Saúde de Alagoas não falou nada! Passadas as eleições tome chumbo grosso! 2022 está chegando, vamos dá outra lapada nesse governador e em 2026 no pia dele! Espero que os Alagoanos não esqueçam.

  • OBSERVADOR

    DEVERIAM TAMBÉM TEREM SUSPENSO A CAMPANHA ELEITORAL PRESENCIAL. FICARIAM OS DISCURSOS NO VIRTUAL. MAS ISTO NÃO OCORREU. A VONTADE DE GANHAR TIRA O MEDO DE PERDER. OLHA AÍ O RESULTADO. BEM FEITO! NOSSOS POLÍTICOS SÃO DEMAGOGOS MESMO!!!!! UMA VERGONHA. SE TIVESSEM TOMADO MEDIDAS QUANTO A CAMPANHA ELEITORAL, ATÉ QUE QUALQUER MEDIDA TOMADA SOBRE O COVID TERIA RESPALDO.

  • Maria José

    O que estamos vendo hoje é consequencia da irresponsabilidade das pessoas que se aglomeraram mesmo sabendo dos riscos. A suspensão das festas mesmo que indesejável para todos é necessário pois o sistema de saúde está sendo sobrecarregado e os leitos fake e sem efetividade “aberto” pela secretaria de saude do estado não serão suficientes. O discurso dos governantes e principalmente o exemplo dado a população incentivou a aglomeração, até os dados oficiais que antes se apresentavam com tanta eficiencia, agora passa a impressão que Alagoas achou a cura pois todos os Estados aumentam e aqui é uma ilha sempre em queda, embora os hospitais privados estejam quase lotados de pacientes. Antes os casos em investigação logo eram contabilizados como covid agora são, paulatinamente convertidos e por isso o número não sobe como deveria. Por que a demora ? Por que não continuar utilizando a mesma estratégia para confirmar os casos? Os únicos casos que cresce são os de casos em investigação com mais de 100% nas ultimas semanas mesmo os hospitais lotados. Penso que os dados estão sendo manipulados para apresentar aquilo que o governo quer na hora que precisa. A impressa precisa investigar e quesrionar isso aos governantes já que as “autoridades” não fazem.

  • Laura Azevedo

    https://www.facebook.com/493531727430276/posts/3460868427363243/

    ESSE SHOW PODE NEH, SECRETÁRIO DE SAÚDE? QUANDO O SENHOR ESTEVE NO MEIO DO SHOW SEM MÁSCARA NA CAMPANHA DE SEU IRMÃO AQUI EM MARECHAL DEODORO PODE, NAO PEGA COVID?