Numa iniciativa inédita, o Tribunal de Contas do Estado de Alagoas abriu um Processo Ético contra um dos seus conselheiros.

Trata-se de Anselmo Brito, que foi denunciado por assédio moral pela funcionária Cristiane Michele de Araújo Lima, que ocupa o cargo de diretora de Fiscalização e Movimentação de Pessoal.

Em depoimento ao conselheiro Rodrigo Cavalcante, ouvidor do TCE e que preside a comissão que analisa o caso, ela afirmou que em 16 de agosto de 2019 foi abordada no estacionamento do palácio de vidro da Fernandes Lima pelo conselheiro Anselmo Brito, que a teria tratado “de forma arrogante e intimidativa, acompanhado de um policial militar”, ao cobrar dela explicações funcionais.

Brito negou ao colega que tenha dispensado este tratamento à funcionária do TC, mas teve a defesa prévia rejeitada pelo ouvidor, que decidiu pela abertura do Processo Ético.

Não é sensato esperar grandes avanços nesse território, mas há de se ressaltar a coragem da servidora e o ineditismo da sua denúncia.

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  • Há Lagoas

    Os “deuses do Olimpo” sempre cercado por seu séquito, imaginam que todos os mortais devem ceder os seus caprichos!
    Parabéns a servidora pela coragem, independente dos desdobramentos e meandros do judiciário, valeu pela iniciativa!

  • Antonio Carlos Barbosa

    Cristiane você fez o correto. Tem um preço a pagar. Acredito que o Conselheiro a partir de hoje, pensará duas vezes antes de afrontar outros servidores. Espero que você Cristiane, sirva de exemplo para outras pessoas que são assediadas diariamente.
    Vida que segue.

  • Carlos

    Anselmo Brito , não mudou apenas se revelou o que sempre foi…

  • Tony

    O momento é desconfortante para o conselheiro Anselmo Brito, denunciado por assédio moral por uma funcionária que ocupa na área administrativa, um dos mais importantes cargos do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas, o de diretora de Fiscalização e Movimentação de Pessoal. A denunciante, Cristiane Michele de Araújo Lima, merece todos os elogios por sua coragem e que sirva de exemplo para outras mulheres que são assediadas a todo momento por seus superiores. Que aqui não aconteça o que aconteceu em Florianópolis-SC no caso Mariana Ferrer, onde a vitima foi humilhada e o réu inocentado. A sociedade precisa acompanhar passo a passo desse caso. Afinal, acusado e acusador são pagos com o dinheiro do povo.

  • Alan Bulhões

    Servidora corajosa, va em frente, esses senhores togados se acham a cima de tudo e de todos, e não é só no tribunal faz de contas não nos outros também. A propósito: pra que serve mesmo esse tribunal?.

  • Carlos

    Foi assédio culposo …

  • Kelvyn

    É louvável a atitude da servidora! Muita força nessa luta!

  • Leão de Souza

    Minha gente, não vamos condenar sem antes ouvir as partes, ouvir o Dr. Anselmo, o que ele a dizer. Sei que a mulher sofre muito com assédios e até coisas piores. Independentemente de qualquer coisa me solidarizo com todas as mulheres que passam por situações desagradáveis, e por que não dizer macabras. Mas, também, não posso deixar de falar sobre o Dr. Anselmo. Um homem decente, correto e corajoso no dever fiscalizador que exerce como conselheiro no TC-AL. Exercício que o torna um alvo de muitos que, ao contrário dele, vive a fazer coisas erradas com coisas públicas. Olha, até que se prove, nesse momento, também estou solidário ao Dr. Anselmo. E, no final disso tudo, que a justiça sem muita bem feita.

    • Santos

      Qual é mesmo o cargo que o senhor ocupa no Gabinete do conselheiro Anselmo Brito?

  • Valdemir Barreto

    Engraçado. Li apenas uma versão do ocorrido. Pelos comentários, o cidadão acusado, ja esta condenado.
    Digo apenas que há mais coisas entre o céu e a terra do que possamos supor.

  • FLORACY

    Engraçado é ver que apesar de todas as nossas conquistas os homens ainda querem se impor no grito, à força etc! Parabéns Cristiane, a jornada será árdua mas não desista, vc é nossa voz para mudar isso! Não se deixe intimidar com o que virá! Parabeéns!

  • Leão de Souza

    Santos, pode ter certeza de uma coisa: não faço parte de gabinete de ninguém. Opinei com toda sinceridade ponderando o que achei coerente considerar. Solidarizei-me com a denunciante quando me solidarizei com todas as mulheres que passam por situações desagradáveis. Mas, diante de qualquer denúncia, é sensato que escutemos as partes antes de condenar. Seja só duvidar da denúncia, seja condenar só por ela, é um erro. E neste caso especificamente, como conheço muito bem o Dr. Anselmo Brito, não podia deixar de me solidarizar com ele também porque sei o quanto é difícil exercer a função que ele exerce, sobretudo da forma como ele exerce. Mas para o fim de tudo isso espero que o processo seja conduzido de forma justa e imparcial, será que vai? Veremos! Quanto à sua leviandade ao me perguntar qual cargo ocupo no Gabinete do conselheiro Anselmo Brito, lamento profundamente você desperdiçar a chance de termos um debate decente aqui. E, como bem escreveu o Valdemir Barreto: “…há mais coisas entre o céu e a terra do que possamos supor”. Considere isso também, mas reflita bem antes de proferir irreflexões.