Pode ser até estratégia dos dois comitês eleitorais, mas o fato é que as campanhas de Alfredo Gaspar e Davi Davino Filho resolveram polarizar a disputa já agora.

E isso chegou ao ponto de eles brigarem por um slogan comum: “Chama” – as duas candidaturas têm usado o mesmo mote (no imperativo).

É verdade que em propaganda “nada se cria, tudo se copia”- foi sempre assim.

Quem copiou quem nesse caso, eu não sei, mas os dois copiaram Paulinho da Viola no belíssimo Bebadosamba, de 1996 – último disco de inéditas do maior sambista brasileiro.

Os marqueteiros, eu imagino, conhecem o Príncipe da MPB (o soberano é o Maestro) – não sei quanto aos candidatos.

 

Rui e Renan se revezam na campanha nas áreas em que são mais populares
Renan Filho dá o "troco" a Marcelo Victor com 13º a 5 dias da eleição
  • CARLOS EDUARDO

    Amigo Ricardo você sabe quê o Alfredo está copiando o Davi pois foi o primeiro a fazer propaganda com o tema CHAMA.

  • Xerox descarada

    Realmente, os dois candidatos ( ou os marqueteiros) copiaram a chama do Mestre Paulinho da Viola!

    E pensam que pagamos milhões para esse povo, e eles simplesmente colam e copiam!

  • XEROX DESCARADA

    XEROX DESCARADA
    Realmente, os dois candidatos (ou os marqueteiros) copiaram a chama do Mestre Paulinho da Viola!
    E pensar que pagamos milhões para esse povo, e eles simplesmente copiam e colam!

  • Lucas Farias

    Prezado Ricardo, a monotonia tediosa da eleição municipal se dá como consequência de uma série de coisas. Além do desgaste historicamente acumulado da política institucional, ainda sofremos os efeitos da pandemia (embora isso a cada dia pareça menos um fato digno de notícia) e de um desânimo generalizado com transformações substanciais de nossa realidade por meio da democracia representativa de baixa intensidade como é a nossa, em que a participação popular e o exercício da cidadania são artigos de luxo. Desse modo, são os fenômenos políticos apelativos, escandalizantes e antirracionais que mais se destacam na sociedade do espetáculo, que fetichiza o marketing das redes antissociais como a panaceia moderna que prende a atenção, arregimenta seguidores, despertas ódios e paixões. Essas neocavernas platônicas (as redes antissociais) projetam uma visão farsesca e distorcida da realidade “real”, mas iludem adultos infantilizados e jovens imaturos na realidade “virtual”. Foi sabendo disso que os movimentos de extrema direita repercutidos nos EUA (Bannon e Trump), Inglaterra (Brexit e Boris Johnson) e também no Brasil souberam explorar os mecanismos de “engenharia do caos” das plataformas de comunicação on line, com a disseminação de fake news, ameaças e ofensas à honra e à imagem dos adversários, discursos de ódio e intolerância, truculência etc. Como a conjuntura atual causou um relativo arrefecimento da volúpia das fake news nas redes antissociais e os extremistas no poder se mostraram tão desgraçadamente ordinários quanto os rostos conhecidos da “velha política”, restou essa ressaca com gosto de desapontamento na eleição deste ano. Até as cores da estação das campanhas que lideram a corrida eleitoral (tons de laranja, amarelo e branco, proibido o vermelho, é claro) são as mesmas, as camisas brancas arregaçadas, os dentes com película, a maquiagem do filtro do computador, enfim, é tudo tão igual, tão chato, tão falso. Nem as arengas jurídicas que empurram disputas para os tribunais me impressionam, porque se repetem a cada dois anos, como se o sistema se retroalimentasse, garantindo um nicho de mercado pra quem vive da irrigação do deserto de ideias. Que tempos! Um abraço.

  • Pedro

    Bom seria uma rasteira no Gaspar Calheiros, João Caldas Júnior, Divid Lyra e no Ciço forrozeiro. Qualquer outro será menos ruim.

  • Bel

    Bom é ver quem perde! Kkkkkkkkk