Só em Maceió são quase 40 mil estudantes na rede pública municipal.

A secretária Ana Dayse Dórea, ontem, lamentou o encerramento do ano letivo com as escolas fechadas.

Ela sempre achou que poderia haver um planejamento de retorno presencial, com execução cautelosa, iniciando com os últimos anos e depois, paulatinamente voltando as demais séries (quando se mostrasse seguro fazê-lo).

O prejuízo social é muito grande. Sabe-se que essa garotada está na rua, na grande maioria, correndo os riscos já conhecidos.

A gente sabe que o Brasil não é um país apaixonado pela Educação.  E aí, neste caso, “democraticamente”, os governantes seguem à risca o gosto da população em geral.

É mais fácil e mais barato.

Renan Filho já prepara dois secretários estaduais para sucedê-lo
A volta às aulas de adultos havia sido decidida em setembro
  • José Costa

    Dois colégios de ricos de Pernambuco, em Recife, abriu uma semana e já fecharam com casos de COVID-19, imagine em nossa pobre Alagoas.

  • José Costa

    quem precisa voltar para o colégio urgente sou eu !! : ) : ) ; )

  • Professor

    Ricardo Mota acha razoável fazer o que não está dando certo em lugar algum do mundo: retornar às aulas em plena pandemia. As experiências estão fracassando praticamente em todos os lugares, dos mais ou menos estruturados, e o colunista propõe que educadores se exponham a um risco de morte como se fosse possível negociar com a vida de trabalhadores já tão desrespeitados por governo e sociedade como um todo. Os professores não pararam um dia sequer na pandemia, Sr. Ricardo Mota. Escolas não são depósitos de crianças ociosas. Educadores estão fazendo sua parte, adaptando-se diariamente ao contexto e precisam de apoio da sociedade ao invés de serem mandados de volta para as salas arriscar suas vidas.

  • Bel

    Está correto!

  • Marcos Francisco Santos

    Os professores não são parte do debate sobre o retorno. As pesquisas, entrevistas, sempre com a fala de gestores e quase todos priorizando a questão financeira. O problema não é o retorno, mas como retornar. Não estamos voltando em segurança. O parâmetro tem sido o erro: “Bar pode aglomerar, escola não pode?”. Aglomeração é erro. E como pode uma das partes mais importantes, os professores, não ter voz em uma discussão sobre educação? Infelizmente, esta é a realidade. Não é sobre não retornar, mas como retornar.

  • ALAGOANA

    Será que ñ pararam?! As redes sociais revelam um contexto bem diferente do quê é falado aqui. Acredito que tem alguns que são exemplos a serem copiados. No entanto, não retrata a verdade da grande maioria. Mas, ainda assim,também são vítimas de um sistema que não estar nem aí para educação. Falar de risco é fechar os olhos para o modo que a grande maioria continua se expondo fora da escola, isso inclui toda comunidade escolar.