O ninho tucano em Alagoas está cada vez mais vazio, ainda que mantenha alguns bicudos de penas bem vistosas.

No cenário atual da disputa em Maceió, onde o prefeito era – não é mais – do PSDB, só um nome da legenda teria condições de brigar para ficar com a cadeira de Rui Palmeira: a deputada Tereza Nelma (considerando Rodrigo Cunha, por óbvio, fora do jogo).

O problema é que a parlamentar federal, conhecida pela disposição ao trabalho e pela combatividade, enfrentou um seriíssimo tratamento de saúde, recentemente, e não demonstra vontade de encarar uma campanha majoritária este ano.

O nome da filha dela – também Tereza Nelma – surgiu como uma possibilidade de ser vice de JHC, mas não parece ser uma solução para o problema que se apresenta.

Resultado: o silêncio de Rodrigo Cunha deixa claro quais são as pretensões do partido que ele preside nas eleições da capital.

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  • Há Lagoas

    Fico aqui, imaginado se o desmonte do PSDB foi orquestrado apenas por Téo Vilela?
    Ou se figuras enigmáticas, como a esfinge Rodrigo Cunha, não seria um dos colaboradores mais ativos nesta empreitada?
    Uma das coisas que aprendi na vida, é que ninguém consegue caminhar sozinho, principalmente em uma área tão inóspita quanto a política. Ao se fazer exclusivista, o nobre senador demonstra que é a única figura de conduta ilibada entre os senadores alagoanos, mas que, em relação a emendas e verbas federais para a pobre Alagoas, tem um desempenho pífio.
    O bom moço escanteou Biu de Lira, poi sua imagem não poderia ser desgastada pela velha política, e sua manobra – por tabela – auxiliou na eleição de Renan – o pai.
    A vida é feita de escolhas, e percebo que Rodrigo Cunha é pra lá de pragmático, no que diz respeito a ele mesmo.
    Parafraseando Luis XIV: “O PSDB sou eu”.

  • Antonio Carlos Barbosa

    O Senador Turista Rodrigo Cunha, vive o luxo do cargo de senador. Curtirá oito longos anos sabáticos, na maior mordomia possível que os políticos se dão ao direito. Não defende nenhum tema caro aos brasileiros, como a democracia e as injustiças que assolam o país. Somente sombra e água fresca. A omissão do Senador sobre tudo e qualquer coisa, é e será seu legado. É um senador de calça-curta. Vida que segue.

  • Contierres

    Nada mudou com o que se diz a nova política em Alagoas, Rodrigo Cunha é aquele que abandona quem trabalhou pra ele e sempre se esconde nas tomadas de decisões, o rei do silêncio! A nova política é a política de enrolação com estratégias de disfarçar que é mais sujo que os velhos..

  • joao V

    Todos querem o novo, mas exigem que o novo jogue com o os antigos. Não, Rodrigo Cunha não vai se comportar como um líder político tradicional se comportaria. A imprensa e o nosso mundo dos assessores político precisam aceitar isso!

  • Karl N. Marx

    Com os voto de cabresto dos que são atendidos pela instituição pseudo-sem-fins-lucrativos, pseudo pois seu lucro vem dos votos, tenho colegas que trabalham lá e dizem que são obrigadas a votar nela… então… imagina os que são atendidos, sentem-se compelidos direta ou indiretamente a votar nela, logo, mais um período parasitando os contribuintes…

  • STAC

    É difícil achar um senador que está fazendo mais para Alagoas do que o Rodrigo. Em um ano e meio como senador, trouxe para Alagoas mais de R$ 30 milhões. Só durante a pandemia conseguiu dinheiro para quase metade dos municípios combaterem o vírus. Enquanto o governo de Alagoas entrou numa compra fraudada de respiradores, foi ele que foi a Brasília bater na porta do ministro da saúde e conseguiu trazer para o estado 40 aparelhos. Tem gente com saudade de gente que fez muito pouco e deixando de olhar para quem está fazendo mais do qualquer um em tão pouco tempo.

  • Gustavo Maia

    Não julgo imparcial esse post. Honestamente, acredito que as articulações políticas devem estar sendo feito em prol da coletividade, ou seja, sem se seguir uma linha da “velha política”. Acompanho e voto no Rodrigo e sempre observei uma postura muita além de “silêncios” – como a matéria diz. Ao contrário: vejo ele como um seguidor do “tudo posso, mas nem tudo me convém.” As alianças, os encaminhamentos e os direcionamentos dele sempre têm sido com muita independência. Forçar condutas num momento pré-eleitoral ou sugestionar que algo precisa acontecer conforme as expectativas, não é, logicamente, refletir sobre politica como ela deve ser…