Sugerir a possibilidade de lockdown em Alagoas, neste momento, é desconhecer a realidade, o mundo real: não há a possibilidade de isso vir acontecer – com resultados práticos objetivos, de redução do contágio e de mortes pela covid-19.

Os dados de ontem apontam que Alagoas chegou – e já ultrapassou – os 74% de ocupação dos leitos destinados a pacientes com o “mal do século” (?).

Ontem, o índice de isolamento social em Alagoas caiu mais um pouco, para 42,8% – foi de 56,2% no domingo -, um índice que confirma a tendência persistente e inalterável.

Hoje, com o afastamento de centenas de policiais por causa da covid-19, o governo do Estado perde o seu principal instrumento de fiscalização do cumprimento das medidas de isolamento social.

Aventar a possibilidade de adoção do lockdown no cenário posto será apenas uma bravata, mesmo que esteja dentro do padrão de compreensão da psicologia coletiva em vigor – e em todo o país.

É possível, olhando para os números, concluir que já houve um momento, recente, em que o isolamento mais rigoroso – o lockdown – poderia ter tido algum sucesso.

Só lembrando: ao final da primeira semana de medidas restritivas, em 29 de março, o índice de isolamento social chegou a 60,2%, o mais alto verificado desde então.

É mais fácil, porém, ser profeta do passado.

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira, já disse que é contra o lockdown, e não era até recentemente. Por óbvio, ele não faria tal afirmação de fosse de encontro às pretensões do Palácio República dos Palmares, com quem ele está claramente alinhado.

Existe um timing para uma medida radical como o lockdown, que há de ser duro e de curta direção.

Esse tempo já passou – dizem especialistas da área.

Cabe ao governo do estado, agora, montar uma estratégia para manter os atuais níveis de isolamento, que impedem a explosão da doença em Alagoas.

Se conseguir isso, ainda que por algum tempo, estaremos no lucro (no campo da saúde).

Em tempo:

O Amapá, que vive os últimos dias do seu lockdown, apresenta o maior índice de isolamento social do país: 51,9%.

No período – dez dias -, o governo estadual realizou um grande número de testes de covid-19 com a população (mais de 700 só em Macapá).

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  • wal

    Para ser mais preciso, o governo alagoano, RENAN FILHO do PAI, desconhece a realidade do mundo faz, tempo. Para ele ter conhecimento, ele RENAN FILHO do PAI, deveria tomar essas providências, antes do carnaval; todas as autoridades do mundo, ficaram sabendo desse virus, em 3 de Fevereiro, 2020. Quem lembra que o RENAN FILHO do PAI, UMA SEMANA ANTES DE DECRETAR ISOLAMENTO, TINHA UM NAVIO AQUI NO PORTO EM MACEIÓ, E O SR. RENAN FILHO, falou em público que os turistas, iiriam desembarcar porque ALagoas,ESTAVA PREPARADA.
    obs: Na ocasião PERNAMBUCO, JÁ TINHA UM NAVIO RETIDO HA 2 SEMANA. Como o sr. RENAN, TEM A CARA DE PAU, EM DIZER QUE ESTÁ PREOCULPADO COM A SAÚDE DOS ALAGOANOS ???????????????????????????
    .
    IAI, RENAN FILHO DO PAI, o que o SR. DIZ AGORA ??????????????????????????????

  • Interiorano

    O fato é que há uma incerteza e ninguém sabe mais o que dizer/fazer! Diziam que o pico era em abril! Depois, o pico passou para maio! Agora, se diz que o pico é em junho! E aí, como não há um planejamento de retorno as atividades, vai terminar acontecendo de se voltar tudo de uma vez! Desde o início que “esse matuto velho” vêm comentando que após uma longa quarentena, as Empresas em geral, o Comércio em geral, as Indústrias em geral e os Trabalhadores em geral, deveriam voltar ao trabalho em escala de revezamento (uns, continuariam trabalhando em forma de teletrabalho se for o caso; uns, trabalhando dia sim, dia não; outros, trabalhando só pela manhã; outros, trabalhando só pela tarde; outros, trabalhando em horário corrido, etc.), até enquanto perdurasse a possibilidade de transmissão do vírus! E isso, perduraria até o final do ano se fosse preciso! Vamos orar/rezar para que DEUS dê um sopro e acabe de vez com esse vírus miserável!

  • Consigliere Alagoano

    Aqui será um COPIAR/COLAR de São Paulo.
    Nem LockDown, nem LockLight

    Mas deve-se apostar em campanhas educativas para se evitar o RELAXAMENTO ou o batido: “ Eu não peguei antes, foi pegar agora”, tem de ser mais vigilantes, e principalmente na periferia.

  • Patrícia

    Apartir de agora é aguardar a abertura”gradual” dos estabelecimentos e se pegar a deus . Se hoje já esta nessa situação imagine se afrouxar…