A sociedade Alagoana de Infectologia divulgou hoje mais um documento sobre a covid-19, agora modificando a recomendação sobre o uso das drogas cloroquina/hdoxicloroquina.

Segundo a nota (publicada abaixo), “considerando as últimas pesquisas científicas publicadas, passamos a NÃO RECOMENDAR o uso rotineiro de Cloroquina ou Hidroxicloroquina para tratamento da COVID-19, mesmo para pacientes com fatores de risco para complicação, assim como o fez a Sociedade Brasileira de Infectologia, uma vez que ainda não foi demonstrado o benefício de tais medicações para tratar esta doença, e ainda houve associação a um risco maior de letalidade”.

A SAI também apresenta várias recomendações aos serviços de saúde destinados ao atendimento de paciente da covid-19.

Modificação da recomendação de uso da Cloroquina/Hidroxicloroquina

  Recomendação SAI – 05    

Divulgada em 25 de maio de 2020

Em sua ultima publicação, A SOCIEDADE ALAGOANA DE INFECTOLOGIA (SAI) apresentou uma proposta de Protocolo de Manejo Ambulatorial das Síndromes Gripais (Recomendação SAI -04).

Naquele documento, a SAI assumiu o compromisso de manter as recomendações atualizadas à luz das melhores evidencias científicas disponíveis. Mantendo este compromisso, a SAI vem a público informar que, considerando as últimas pesquisas científicas publicadas, passamos a NÃO RECOMENDAR o uso rotineiro de Cloroquina ou Hidroxicloroquina para tratamento da COVID-19, mesmo para pacientes com fatores de risco para complicação, assim como o fez a Sociedade Brasileira de Infectologia, uma vez que ainda não foi demonstrado o benefício de tais medicações para tratar esta doença, e ainda houve associação a um risco maior de letalidade.

Os demais pontos da Recomendação-04 estão mantidos, assim como as recomendações para o atendimento urgente de pacientes com sinais de gravidade. Ressaltamos algumas, pelo impacto que existe na letalidade de qualquer doença aguda, por interferir no tempo entre a identificação dos primeiros sinais de complicação e o início do manejo adequado:

– Ofertar pronto-atendimento hospitalar em hospitais que disponham de leitos de enfermaria e UTI destinados à COVID-19, para atendimento urgente dos pacientes com sinais de gravidade, identificados em unidades de saúde de menor complexidade ou no atendimento pré-hospitalar no Serviço Móvel de Urgência, medida essencial por ser a dependência total de transporte em ambulância entre os vários níveis de complexidade na assistência, um ponto crítico em situações de surto/epidemia.

– O tempo de permanência dos pacientes nas unidades de pronto-atendimento e demais ambientes destinados ao atendimento emergencial, deve ser reduzido ao máximo, idealmente não ultrapassando seis (6) horas, com tempo máximo de 24 horas, garantindo assim o acesso de novos pacientes que necessitam de pronto-atendimento e medidas de estabilização imediata; Por se tratar de uma doença recente, com inúmeras pesquisas em andamento, certamente as recomendações de melhor tratamento serão modificadas inúmeras vezes.

Continuamos atentos e sempre norteados pelo princípio hipocrático da ética médica de “primeiro não causar dano”.

                        Atenciosamente,

                Fernando Luiz de Andrade Maia

           Presidente da Sociedade Alagoana de Infectologia

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  • Djalma

    Eis que fez-se luz onda havia trevas. Achismo não salva vidas, ao contrário do que pensam alguns, é necessário respaldo cient´ífico.

  • Vitor

    Só não vale pedir para tomar! A Big Pharma agradece

  • Patricia

    Eu só queria saber quais os resultados alcançados do uso desse medicamento aqui no estado. Era 1 pra 1(um vive e um morre) da mesma família? ou estão com medo de faltar? Precisamos de vidas salvas e não de holofotes.

  • José Albuquerque

    O PT é o Lula estão por trás desse estudo que tenta desmoralizar a cloroquina, remédio indicado por Bolsonaro que iria curar a todos e acabar com a pandemia com pouco dinheiro.

  • Ricardo

    Quero ver quando um desses infectologista contrair o vírus o que vai tomar. Era bom que todos assinassem uma declaração que caso contraiam o vírus se recusam a tomar a hidroxicloroquina

  • Eduardo Paes

    Quem não quer usar a cloroquina não usa, simples assim.
    Eu vou usar se for preciso!

  • Fernando

    A população está se auto medicando por conta própria porque não acreditam em mais ninguém e não querem morrer a míngua nas upas. O que adianta “dizer” que é contra e testar nos “amigos” e “familiares” . E essa matéria do extra postada por JULIA. Será que a população tem acesso a todo esses procedimentos e medicações? E os leitos é só na amizade?

  • O menino mais velho

    Pra quem segue o discurso que aqueles que não querem devem assinar um documento, vamos lembrar que é exatamente o oposto.
    Todos aqueles que querem tomar, tem de assinar um termo de responsabilidade que dizem ter ciência que o referido medicamento possui efeitos colaterais.

    https://saude.gov.br/images/pdf/2020/May/20/Termo-de-Cie–ncia-e-Consentimento-Hidroxicloroquina-Cloroquina-COVID-19.pdf

    Termo esse disponibilizado pelo Ministério da Saúde.

    Podem negar a doença, dizer que é uma gripezinha, ou que a taxa de letalidade de 7% é baixa, mas em uma cidade como maceió com 1 milhão de habitantes significa que a doença pode potencialmente matar ate 70 mil pessoas. O que equivale a toda população bairro do Tabuleiro dos Martins 64.755 hab. (Censo 2010).

  • wal

    Vai aqui uma verdade… Todos a serviço da falcatrua no meio político. Então faço o seguinte: Me protejo como posso, tomo meus chás caseiros recomendados pela Vovó, continuo as minhas higienes pessoal e em casa, e por fim REZO MUITO e com MUITA FÉ.
    DEUS SEJA LOUVADO…
    .
    Conversa Balela a parte.