Uma crise termina por evidenciar velhos e invisíveis – permanentes – problemas.

É o caso das Secretarias de Assistência/Ação Social, que, em regra, são exclusivamente objeto de transações políticas, disponibilizando alguns cargos em comissão e orçamentos insignificantes.

Este é um mal nacional, quero crer, mas ganha dimensão quando surge a necessidade de uma atuação mais expressivas das secretarias – o que deveria ser uma ação permanente, não fossem as condições acima expostas.

A Secretaria Estadual de Assistência Social tem seguido o mesmo caminho de sempre: só no mandato atual de Renan Filho, a pasta já recebeu dois comandos. Até fevereiro era de Marx Beltrão; agora é de Isnaldo Bulhões.

Em Maceió, o vice-prefeito Marcelo Palmeira é também secretário de Ação Social do Município desde abril do ano passado.

Não importa o “tamanho” do nome que comanda a pasta – no estado e/ou no município. O problema é o mesmo: falta de estrutura, de programas efetivos e, por óbvio, de dinheiro.

Improviso, que fique claro, não ajuda a resolver um problema da dimensão que hoje enfrentamos.

Então, tudo o que acontecer nessa área tão sensível, agora, será sob o comando do governador e do prefeito – e ninguém há de lembrar da secretaria que deveria assumir algum protagonismo neste momento.

Deputados se preocupam com a distribuição de cestas básicas, mas e a fome?
Centrão do deputado Arthur Lira debate adiamento das eleições municipais
  • JEu

    Creio que mais importante do que ter secretarias de assistencialismo (distribuição de cestas básicas) é ter um grupo de trabalho que monte um centro de treinamento (poderia até ocupar o espaço inútil do centro de convenções) para preparar adolescentes, jovens e adultos para o exercício de determinadas profissões, a nível médio… e investir em infra-estrutura que possa gerar empregos e renda… se é para distribuir cestas básicas, que se use a estrutura da defesa civil, tanto estadual quanto municipal… o resto é só cabide de emprego e fisiologismo…

  • Mário

    Infelizmente é um mau que assola o pais há muito tempo e continuará a séculos sem fim. Essa pandemia será esquecida (lamentavelmente a curto prazo) como tantas outras foram. Nosso Brasil não tem uma política permanente em quase todos os segmentos da sociedade visto que, a eleição é o fator primordial de grande parte dos homens públicos.

  • Antonio Moreira

    Cheguei em casa depois da minha atividade física e já tinha um recado para saber a quantidade de aluno cadastrado que recebe o Bolsa Família onde eu trabalho.
    Ah, Sr. Antonio são muitos alunos, a “comida” é insuficiente para tanta gente! E agora?

    Uma vez, fiz uma declaração para o Bolsa Família e a mãe do aluno jogou o papel e me esculhambou porque não coloquei a data da emissão para um mês depois… Fiquei sem entender e sem ação, apenas disse: volte sempre! Depois de um mês ela retornou e lhe dei uma nova declaração com a data do dia. Enfim, pensei no direito do filho e não na atitude da mãe.

  • Carlos

    Quiseram comer o figado presidente e no entanto me parece ,que o efeito está sendo ou contrário. Acho que o isolamento até 4 de abril é necessário em relação o período de encubação do vírus.

  • Pedro Antônio

    Esse desgoverno do mininim desmontou tudo acabou com o programa da sopa, não paga aos produtores do programa do leite, acabou com as cestas nutricionais, usa o dinheiro do fecoep pra tudo, menos pra combater e erradicar a pobreza.
    Um caos, um desastre total. Usa essas secretarias para cabides de emprego. E só.

  • QUITÉRIA PEREIRA

    Bom dia!!!! O povo alagoano sempre esquecido!!! Alguns males são para o bem!!! Nestes tempos de pandemia estamos vendo o descaso que sempre teve na saúde, educação, segurança… O povo não sabe como cobrar, só reclamam quando a desgraça já está feita!!!

  • Luiz R S Filho

    Estamos TODOS, sem exceção – e é difícil até imaginar quem seriam(?) os menos afetados por essa pandemia – diante sw uma situação diferente e profunda na história da humanidade desse planeta, cujos os efeitos futuros só o tempo e a razão mostrarão.

    Temos de chegar pra ver.

    Do Presidente da República ao Gari, é dúvida e certeza, sendo passadas num multiprocessador. Que sabor teremos quando o suco estiver pronto?

    Tem uma expressão que nossos irmãos brasileiros do Centro Sul do País usam, quando enveredam por um caminho desconhecido:
    “Vamos ver onde essa estrada vai dar”

    Muita paz e muita luz à TODOS.

  • ROBERTO PAIVA

    Em 2018 foram aplicados 52 milhões em cestas nutricionais.
    Em 2019 aplicado 000 reais no mesmo programa.
    Não da para entender quais são os critérios utilizados
    pelo GOVERNO DO ESTADO na tomada dessas decisões.
    O mesmo ocorreu com o programa das SEMENTES.

  • povo fala

    o que marcelo palmeira ta fazendo na secretaria de assistencia social de maceio e colocar lideres comunitarios de todas as regioes na secretaria e filhos desse lideres comunitario.