Está marcada para esta terça-feira, às 10 horas da manhã, uma reunião entre representantes da Braskem e a Defensoria Pública Estadual (confirmada pelo defensor-geral Ricardo Melro).

O encontro, que acontece a pedido da empresa, tem como objetivo definir o futuro de cerca de 1500 pessoas que moram no Mutange e Bebedouro – 400 imóveis – e que deverão ser “realocados” para outras áreas.

Segundo documento (fato relevante) publicado pela Braskem no último dia 14 – veja a íntegra abaixo –, “essas medidas são baseadas em estudo conduzido pelo Instituto de Geomecânica de Leipzig (IFG) da Alemanha, referência internacional em geomecânica de poços de sal, e deverão ser realizadas em coordenação com a Defesa Civil e demais autoridades”.

Ainda de acordo com o documento, “as medidas propostas são relativas ao encerramento definitivo das atividades de extração de sal e fechamento dos seus poços. Em relação ao fenômeno geológico ocorrido em Maceió, a Braskem seguirá colaborando com as autoridades, com apoio de especialistas independentes, na identificação das causas e na implementação das ações necessárias”.

O que estará em debate, nesta terça-feira, é o caminho proposto pela empresa, que pretende – pelo menos inicialmente – pagar o aluguel social para os moradores das 400 casas a serem desocupadas.

O documento


FATO RELEVANTE


A Braskem S.A. (“Braskem” ou “Companhia”), em atendimento ao disposto na Instrução CVM nº 358/02 e em continuidade ao Fato Relevante divulgado no dia 09 de maio de 2019, comunica que apresentou à Agência Nacional de Mineração (“ANM”) medidas para encerramento definitivo das atividades de extração de sal em Maceió, com o fechamento dos seus poços.

Nesse sentido, a Companhia propôs à ANM a criação de uma área de resguardo no entorno de determinados poços, o que envolverá realocação de pessoas, desocupação de imóveis e a adoção de medidas adicionais de monitoramento. Essas medidas são baseadas em estudo conduzido pelo Instituto de Geomecânica de Leipzig (IFG) da Alemanha, referência internacional em geomecânica de poços de sal, e deverão ser realizadas em coordenação com a Defesa Civil e demais autoridades. A estimativa preliminar da Companhia, a ser confirmada em diálogos com as autoridades, é que esta área de resguardo envolva aproximadamente 400 imóveis e 1.500 pessoas. Nos demais poços, a recomendação é de que sejam adotadas medidas complementares de monitoramento, sem necessidade de desocupação de imóveis e realocação de moradores.

As medidas propostas são relativas ao encerramento definitivo das atividades de extração de sal e fechamento dos seus poços. Em relação ao fenômeno geológico ocorrido em Maceió, a Braskem seguirá colaborando com as autoridades, com apoio de especialistas independentes, na identificação das causas e na implementação das ações necessárias.


Informações adicionais podem ser obtidas junto ao Departamento de Relações com Investidores da Braskem, através do telefone +55 11 3576-9531 ou do e-mail [email protected]


São Paulo, 14 de novembro de 2019.

Pedro van Langendonck Teixeira de Freitas
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores
Braskem S.A.

 

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  • Indo dormir

    E o bairro do Pinheiro?

  • Morador de Bebedouro

    Como bem falado aqui por muita gente. A tal da comissão externa realmente foi uma grande piada. Morreu ante de começar. Tal prova é essa agora. A Braskem vai ao público confessa que realmente causou toda a tragedia nos 3 bairros. E agora quer mais uma vez enganar o povo. Sempre correu do ministério público e da defensoria publica. Agora chama a Defensoria Pública para ajudar a tirar o povo do mutange, bebedouro e pinheiro. Sendo que a mesma não quer pagar nada de indenização e sim aluguel social. Como tem feito o governo federal. Com garantia zero de indenização. BESTA É AQUELE QUE IRÁ ACEITAR TAL PROPOSTA. AS CASAS DE QUEM SAIU DE BEBEDOURO A MAIORIA JÁ ESTÁ TOTALMENTE DEPENADA. AGORA É A HORA DA CEI PEDIR A PRISÃO DESSES DIRETORES DA BRASKEM POR CAUSAR TODA A TRAGEDIA NOS BAIRROS.

  • JEu

    Isso é mesmo uma vergonha… tanto para a tal da Comissão da câmara federal, quanto para a justiça estadual… a Braskem vai fazer exatamente como quer e da maneira que quer, ou seja, não pagar nenhuma indenização aos moradores e pessoas que perderam seus negócios nas áreas atingidas… aluguel social é coisa de tempo limitado… ninguém acena com residenciais específicos para os moradores que perderam suas casas, que deveriam ser entregues totalmente liquidados, ou seja, sem que ninguém tenha que pagar mais nada… e aí,mais uma vez, o que se vê é um total silêncio dos tais “representantes do povo”, integrantes do MP, da justiça e dos governos locais… e o povo é quem vai perder tudo, de novo… é uma tristeza tudo isso… mas ainda dá tempo para o povo ir para a porta da Braskem fazer uma “manifestação”… afinal, todo poder emana do povo…

  • Fala a verdade!!

    Um piada, a Braskem mostrando que quem manda e desmanda no ESTADO é ela, pois sem a mamata o ESTADO e Município não tem dinheiro para manter os servidores públicos, nem muito menos sustentar os altos salários do judiciário. Mas quem vai se ser contra, pra morrer de fome? Chega ser hilário o vice presidente com todas letras afirmar que não vai sai do estado, apenas mudará de cidade para continuar a exploração, tão firme nas palavras. Eu não saio da minha casa pra aluguel social nenhum, isso não é garantia de eu ter minha dignidade respeitada, a não ser que ” O GRANDE ACORDO” seja mais forte que nós pequenos sofredores.

  • Oswaldo Rogge

    Considerando a grande dependência financeira do Estado e o município de Maceió àquela empresa, acho muito difícil haver isenção nesse entrevero para com os prejudicados do Pinheiro. Irritadíssimo, vejo que os desalojados do Pinheiro não terão muita chance de verem ressarcidos os seus prejuízos com as fortes rachaduras de suas casas. Que faremos para evitar uma longa disputa jurídica para ver reconhecidos os nossos direitos?