O PSL existe como partido nacional graças ao presidente Bolsonaro e à onda eleitoral comandada pelos bolsonaristas – que já existiam antes dele – no ano passado.

São 53 os deputados federais com mandato – ainda -, três governadores e três senadores (a senadora Juíza Selma já migrou para o Podemos).

O presidente já anunciou a sua saída do partido, o mais endinheirado do país – quase R$ 270 milhões de “fundos” – e pode fazê-lo sem nenhum prejuízo, eleitoral ou financeiro.

Quem fica, porém, perde em massa eleitoral; quem sai, vê reduzir bruscamente suas expectativas de fazer uma campanha, em cada estado, com a grana esperada e útil numa disputa municipal, que exige maior capilaridade.

Bolsonaro já passou por oito partidos, não marcando sua presença em nenhum. No caso do PSL era diferente.

Mas ele leva junto com ele, além do seu mandato, a escada e a tinta: os aliados ficam apenas com o pincel na mão – é o que dá para adquirir com o dinheiro no mercado eleitoral.

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