Já é um consenso universal: as redes sociais infantilizam os adultos, e muitos deles não encontram freios ou limites para suas as suas postagens.

Está evidente que este tem sido o comportamento do presidente Jair Bolsonaro, lamentavelmente, que indica que optou por ser um eterno atirador de impropérios.

Foi assim quando da acusação contra as ONGs, que teriam “tacado fogo” na floresta amazônica; assim também nos ataques ao presidente nacional da OAB; e assim ainda na sua mais recente criação cinematográfica (não nos esqueçamos do filme pornô do carnaval), em que o Supremo, a imprensa, a OAB, todos aparecem como “hienas” atacando o leão, rei dos animais (ele, claro).

Eis que o ministro Celso de Mello, decano do STF, resolveu abrir as baterias. Disse ele:

“A ser verdadeira a postagem feita pelo senhor presidente da República em sua conta pessoal no ‘Twitter’, torna-se evidente que o atrevimento presidencial parece não encontrar limites na compostura que um chefe de Estado deve demonstrar no exercício de suas altas funções”,

Apesar puxão de orelhas e do pedido de desculpas do presidente – mais um? -, há de discordar do ministro do Supremo: o “atrevimento presidencial” há de ter limites na lei e na Constituição.

Se assim não for, é melhor fechar o país para balanço.

Humor de Renan Filho afasta até os aliados mais próximos
Condenação de ex-prefeito de Porto Calvo mostra que corrupção não depende de quanto foi desviado