A surpreendente declaração foi feita no Ricardo Mota Entrevista, da TV Pajuçara, que vai ao ar no próximo domingo.

O prefeito Rui Palmeira diz que não há mais tempo para esperar que a burocracia continue pondo em risco a vida de centenas de pessoas que moram no Mutange, considerada a área de maior risco de tragédia em Maceió, segundo a CPRM:

– Não podemos ficar esperando que alguém morra para tomar essa providência. Já fomos várias vezes a Brasília, confirmamos que as moradias do Minha Casa, Minha Vida, no Beneditos Bentes, serão destinadas aos moradores do Mutange, mas a ação concreta não acontece. Agora, com ou sem autorização da União, nós vamos fazer a remoção dessas famílias.

Serão 740, inicialmente.

Para Palmeira, a referência das ações da prefeitura de Maceió é o relatório já divulgado pela CPRM: “O documento oficial, no qual eu me baseio, aponta para a responsabilidade da Braskem e da União, que não fez como deveria a fiscalização da mineração de sal-gema em Alagoas”.

Vem mais por aí.

É claro que tratamos da administração municipal, do projeto Nova Maceió e de política/ eleição. O prefeito diz que acredita que vai eleger um aliado para o seu lugar no próximo ano, apesar de ainda não ter definido um nome.

E quanto ao futuro político dele, Rui Palmeira?

“Eu serei candidato a governador de Alagoas em 2022”.

É conferir.

Ricardo Mota Entrevista

Domingo, às 10h30, na TV Pajuçara

Convidado: Rui Palmeira – prefeito de Maceió

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A oposição no Brasil aparece e solta o verbo no ventilador
  • Maria

    Maravilha! O prefeito aos poucos está começando a acertar e espero que siga a diante no que seja melhor para a população. Quanto as eleições em 2022 acho pouco provável uma vitória, dependendo logicamente dos adversários. Tudo pode acontecer…ainda é cedo.

  • JEu

    Finalmente surge alguma luz no final do túnel… e fica esclarecida a criação, intempestiva, da tal da comissão presidida pelo JHC… tudo com fim eleitoreiro… e isso, ao que parece, acordou o Rui para falar de maneira clara ao povo maceioense e alagoano sobre o que está acontecendo (em termos políticos) em torno do caso dos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro… e, lógico, tudo isso só traz mas suspeitas sobre o comportamento (principalmente do silêncio) dos nossos governantes, a se destacar o governador mininim, e dos nossos representantes nas três esferas da administração pública (senadores, deputados federais e estaduais e vereadores)… afinal, as vozes que falaram foram tão poucas e fracas que se tornaram imperceptíveis e o sentimento que impera no cidadão atingido pela tragédia da Braskem é de abandono e desesperança… vamos ver se, daqui para a frente, alguma coisa se modifica…

  • José antunes

    Prefeito, venha aqui no loteamento Ipiopolis, em Ipioca, para ver o descaso de seus auxiliares com a manutenção das ruas. Lama, buracos e lixo predominam. Na rua Hilda de melo Acioly existem pousadas de luxo e 2 hotéis (Wave e waterfront), onde fica a imagem de descaso de sua administração, deixando péssima impressão para seus eleitores e turistas. A rua fica logo após o hotel salinas de Ipioca, terceira entrada à direita e logo a seguir entra à esquerda. Uma miséria.

  • Morador de Bebedouro

    Como já falado nos comentários anteriores. Daqui para outubro de 2020. Irá aparecer vários “PADRINHOS” Para resolver os problemas dos 3 (três) bairros afetados pela Braskem. Na realidade o que estamos vendo é um grande “CIRCO” e o palhaço somos nós.
    Ninguém será obrigado a sair de suas residências, apenas porque o PREFEITO quer!!. E sem garantias nenhuma. Se o pessoal do MUTANGE, sair de suas casas para um residencial da caixa, como o prefeito quer?. Os mesmos terão que encarar um financiamiento, no qual, se não não pagar as prestações. O mesmo será tomado pela caixa. Então quem em sã consciência irá deixar suas habitações nessas condições.
    Temos sim uma classe politica alagoana totalmente, OMISSA E COVARDE. essa é a verdade.
    Um conselho: SENHORES POLÍTICOS. ESQUEÇAM OS 3 BAIRROS. Porque com certeza, votos vocês não terão.

    • Há Lagoas

      Estranho, prefere a possibilidade de uma tragédia do que encarar um financiamento?!
      É sempre preferível a vida, mesmo que tenhamos que deixar aquilo que com suor e lágrimas conquistamos.
      E se não me engano, existe negociação para que o cidadão que for deslocado para estas novas moradias não pague por elas.

  • Roger

    Apesar de tantos contratos assinados com instituições para a melhoria da saúde do nosso estado como “diz” a carência continua inexplicavelmente. Aguardo um retorno de um nefrologista e outras especialidades a seis meses. Resolve isso aí prefeito que o secretário já está de cabelos brancos e nada.

  • Interiorano

    Sinceramente, até agora, eu não entendi esse problema do Pinheiro, Mutange e Bebedouro! O caso é realmente grave? Se é, por que tanta demora em se retirar a população? E quando a população for retirada, os bairros vão ficar intransitáveis? Se a coisa é grave, então, têm que ficar desabitáveis e intransitáveis! E aí, não deve transitar nenhum pedestre, não deve trafegar nenhuma carroça, nenhum deve trafegar nenhum veículo de passeio, não deve trafegar nenhum veículo de carga, não deve trafegar nenhum ônibus e nem deve trafegar inclusive, o VLT)! Não é isso mesmo? Com a palavra, as autoridades! Outra coisa : Se muitos moradores têm casa própria e não pagam aluguel, então, esses teriam direito a um apartamento do “Minha Casa, Minha Vida”, devidamente quitado!

  • Edna VasconcelosO

    O problema vai ser as pessoas querer sair das suas residências.

  • Alex Ferro

    Espero que depois outras familias não voltem a a ocupar o local, será que esqueceram da virgem dos pobres? em meados dos anos 80/90 a orla lagunar foi desoocupada e pouco tempo depois ja tinha novas favelas.

  • Ricardo ferreira

    Rui palmeira não se elege nem para síndico

  • Joao J Neto

    Não sei se esta pergunta já foi feita e se houve resposta: tecnicamente não há como corrigir o problema no solo, causado pela ambiciosa Braskem!? É mais “simples” remover os habitantes e tornar os três bairros fantasmas, ou disponíveis para invasões por pessoas sem moradia? Como serão feitas as indenizações? Qual o planejamento para tudo isso!?