É inegável que a tentativa do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Tutmés Airan, de encontrar soluções negociadas para questões já judicializadas ajuda a distensionar alguns embates políticos e sociais, mas também precisa reconhecer as suas limitações.

Um caso bastante evidente é o que envolve as “negociações” sobre o pagamento de indenização dos danos materiais sofridos pelos moradores do Pinheiro, Bebedouro e Mutange.

Ressalte-se que o magistrado tem sido bastante ativo quanto à questão, desde que o problema tornou-se público. E ele dá sempre sinais que está do lado da população atingida – a mais necessitada, portanto, da Justiça.

Do outro lado, a Braskem já mostrou que vai até onde puder – o que é direito da empresa – na defesa da tese de que não é a responsável pelos fenômenos geológicos identificados pela CPRM.

Não dá, está claro, para acreditar que a empresa chegará a uma composição, por agora, com milhares de famílias atingidas por essa tragédia urbana, que esperam receber os valores correspondentes aos seus prejuízos (moradores ou empresários).

Isso demandará tempo e capacidade de decisão do Judiciário – muito mais do que boa vontade.

Fora dessa expectativa, cairemos todos numa grande ilusão.

Barbosa representará Alagoas em encontro hoje dos governadores "paraíbas"
Um homem condenado ao passado
  • JEu

    É preciso, no caso, reconhecer o papel que o presidente do TJ/AL, Tutmés Airan, vem desenvolvendo a favor da boa justiça defendendo os direitos dos mais fracos, os cidadãos atingidos pela tragédia provocada pela extração do sal-gema sem as necessárias medidas de segurança para o solo e meio ambiente, provocando o afundamento (subsidência) que ameaça derrubar casas e outros prédios no Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Lógico que a empresa Braskem não vai querer assumir sua responsabilidade, pois isso implicará em abrir mão de recursos e dividendos de acionistas, o que provocará na desvalorização das ações e, portanto, da própria empresa. E “perder dinheiro” é tudo o que não querem e não aceitam, mesmo que muitas famílias sofram perdas irreparáveis financeiras e psicológicas, que poderão ocasionar até atitudes desesperadas em algumas pessoas. Espero que o TJ/AL, se mantenha firme em suas decisões a favor do verdadeiro sentimento de justiça e, quem sabe, determine não só o bloqueio dos R$ 6,7 bilhões pedidos pelo MP/AL e DP/AL, mas também a liberação dessa verba para o pagamento das indenizações. E o que vier depois que fique para as futricas e apelações judiciais que sempre existem nesses casos… Afinal, em algum momento é preciso defender o que é direito com a necessária “força” contra o desmando, o desprezo e a má intensão de muitos…

  • Cidadão

    Ficar contra o povo cheio de traumas e seqüelas por conta da iresponsabilidade de uma empresa seria no mínimo assustador e completamente sem ética.

  • Carlos

    E o silêncio do governador porque, será, de um tema tão grave e o homem da china não sai de sua zona de conforto e fica só na moita.

  • Julius Robert Hoppenheimer

    Como confiar em um pessoa que dá aval à Gilberto Gonçalves???
    Diz aí, RM???