A Braskem, segundo uma fonte da empresa informou a este blog, vai concluir até o final deste ano os testes de sonar dos 35 poços de sal-gema explorados pela empresa.

Por enquanto, eis a posição já conhecida da mineradora, não há (para ela) comprovação de que a atividade da Braskem é responsável pelas alterações geológicas já  identificadas no Pinheiro, Mutange e Bebedouro.

É importante destacar que o laudo apresentado pela CPRM considerou apenas os testes de sonar realizados em oito poços.

Desde a divulgação do relatório assinado pelo geólogo Thales Sampaio, mais dois testes foram realizados, faltando ainda 25, do total explorado pela Braskem.

Há a expectativa de esse trabalho seja concluído até o final de setembro, mas por enquanto esta é apenas uma expectativa.

De acordo com o representante da Braskem ouvido pelo blog, os testes de sonar serão definitivos para definir o que, de fato, aconteceu – e acontece – nos três bairros atingidos.

No fundamental, ele garante que “a empresa assumirá tudo aquilo que for, comprovadamente, de sua responsabilidade”.

Outro dado relevante: as obras emergenciais terão continuidade e devem ser ampliadas, independentemente dos resultados dos testes – que serão encaminhados à CPRM.

Por ordem da Justiça, José Carlos Lyra reassume presidência da FIEA
Assembleia quer lançar nome de Davi Davino Filho a prefeito de Maceió
  • S.O.S – MUTANGE

    BRASKEM “Por enquanto, eis a posição já conhecida da mineradora, não há (para ela) comprovação de que a atividade da Braskem é responsável pelas alterações geológicas já identificadas no Pinheiro, Mutange e Bebedouro” Meu DEUS. Após essa afirmação da Braskem a culpa só pode da LAGOA MUNDAÚ, por está muito perto das minas da empresa. Isso é um tapa na cara de todas as autoridades do estado de alagoas e dos 45 mil habitantes dos bairros atingidos. ALAGOAS X MARIANA infelizmente é a realidade. Bloqueio imediato dos 6,7 bilhões e manter suspenso os 2,7 bilhões dos lucros da terra dos “ZUMBIS”

  • JEu

    Eu não sei o que os moradores e ex-negociantes desses bairros estão esperando para fazerem manifestações em frente da sede da empresa e dos locais de extração do sal-gema, com bloqueios que impeçam o acesso a esses locais… sem pressão popular, nenhuma atitude será adotada pela empresa Brasken (leia-se Odebrecht…) para, pelo menos, iniciar as negociações para as devidas indenizações…

  • Luiz

    Caro Ricardo.
    Esses testes realizados pela Braskem ao longo dos anos, em nada serviu, como os testes de hoje em nada serve e, os futuros testes em nada servirá.
    Resumindo: Ninguem acredita mais na Braskem, isso é ponto Final.

  • José Carlos

    JEu, permita-me discordar do seu ponto de vista.
    Supondo que a população bloqueie o acesso a empresa e impeça os trabalhos. A fabrica fecha de vez, demite todos os funcionários, pede Recuperação Judicial das unidades afetadas, e joga a questão para resolver judicialmente. Porém, com as unidades paralisadas não se gera lucro e sem dinheiro não tem pagamento de nada.
    Meu ponto de vista seria resolver de forma que a empresa continue operando com segurança (poços em áreas inabitadas por exemplo) e ser encontrado uma forma justa de indenização caso ela seja 100% culpada, pois o relatório apresenta culpa a Braskem e os órgãos públicos responsáveis pela drenagem das águas pluviais e até mesmo o órgão que deu a licença de operação das minas de sal até acontecer o problema.

    • JEu

      Discordo porque, se ela não quer assumir sua responsabilidade agora, mesmo alegando que a culpa não seja só dela, e se continuar empurrando com a barriga dentro da justiça, com, presumivelmente, apelações intermináveis, as pessoas nunca terão acesso aos seus direitos… e o mais importante é garantir os direitos dos cidadãos, vítimas de toda essa irresponsabilidade… então, que feche as portas e deem o fora do Estado… pois a justiça continuará com sua ação e,mais dia, menos dia, os seus diretores serão chamados à responsabilidade civil e criminal (se for o caso…)… agora, o que eu acho justo é que empresa chame as pessoas atingidas e comece a negociar com elas, e, durante a negociação, então que se chegue à um acordo entre as partes… não precisa, portanto, que a empresa assuma toda a culpabilidade, mas que assuma, de imediato, sua parte, e, pelo que aparece no laudo, a maior parcela de culpa é da empresa…

  • Luiz

    Caro Ricardo

    Veja a matéria publicada hoje na Infomoney.com.br

    “O Estadão destaca que a situação do Grupo Odebrecht, um dos pivôs da Operação Lava Jato, deve complicar a venda da Braskem, que está sendo negociada com a holandesa LyondellBasell. Segundo a publicação, as negociações, que podem trazer cerca de R$ 20 bilhões ao grupo, esfriaram na esteira de uma série de más notícias envolvendo a Braskem. O fator número um para a reticência da Lyondell em comprar a Braskem seria a incerteza gerada pelo projeto de extração de sal-gema em Alagoas.

    O Ministério Público de Alagoas pediu bloqueio de R$ 6,7 bilhões da empresa. A Justiça Estadual contingenciou R$ 100 milhões e impediu a distribuição de R$ 2,7 bilhões aos acionistas da Braskem – o que tirou mais de R$ 1 bilhão da holding Odebrecht em momento de dificuldade de caixa. O Estadão diz que a Lyondell não quer se arriscar em comprar a Braskem enquanto essa conta não for definida. O caso seguiu para a Justiça Federal.

    O Estadão destaca ainda que outro fator que pesou para o esfriamento da venda foi a suspensão das negociações dos papéis da Braskem na Bolsa de Nova York (Nyse) pela não entrega do formulário 20-F de 2017. A empresa diz que trabalha para resolver a situação, mas precisa que a consultoria PwC avalize as mudanças em processos que está tentando implementar.

    Além destes fatores, houve uma piora global no setor, gerando um desempenho mais fraco do que o esperado da Braskem no primeiro trimestre. A consequência foi a perda de quase um terço de seu valor de mercado em relação ao “pico” de outubro do ano passado.”

    Fonte: http://www.infomoney. com.br