A Braskem busca, através dos advogados da empresa, convencer à Defensoria Pública e ao Ministério Público Estado que há vantagem para a população do Pinheiro na nova proposta financeira – como medida cautelar – que ela apresentou agora (ver matéria neste blog).

O que quer a mineradora? Que a Justiça libere a distribuição com os acionistas da Braskem de mais de R$ 2,6 bilhões, os lucros obtidos em 2018 – o que o TJ de Alagoas proibiu. Uma grana preta, sobre a qual não incide impostos. Ou seja: é dinheiro limpinho, para guardar ou gastar. Tudo dentro da legalidade – é importante que se saiba.

E, em troca, a Braskem apresenta como garantia uma apólice de seguro no mesmo valor, que ficaria à disposição do Judiciário alagoano.

Tudo bem que não há nada, por enquanto, que assegure que os dividendos que a antiga Salgema pretende distribuir com os acionistas sejam destinados, no futuro próximo, aos moradores do Pinheiro, do Mutange e de Bebedouro.

Mas a apólice do seguro, é o que está previsto, só será paga quando a decisão judicial sobre a questão transitar em julgado. Ou se houver um acordo entre as partes, caso a Braskem perca, e decida não  recorrer às últimas instâncias do Poder Judiciário.

Um cálculo realista aponta para dez longos anos até que uma ação desse tamanho, dessa magnitude, transite em julgado.

Não parece, portanto, que a proposta possa vir a ser considerada pelo Ministério Público e pela Defensoria, por causa, é óbvio, das condicionantes de qualquer seguro, principalmente se bilionário.

E, cá pra nós, daqui a dez anos a Braskem, muito provavelmente, não pertencerá mais à Odebrecht, que está negociando a empresa com uma mineradora holandesa – uma das maiores do mundo.

Deputados esperam destravar as 20 nomeações a que têm "direito" no governo
Frustração com CPRM não pode se transformar em teoria da conspiração
  • Joao da TROÇA anarco-carnavalesca BACURAU da Rua NOVA do Sertão – em St’ANA!

    Por essas e outras, caro Ricardo … nóix quebra a GUABIROBA dsd 1930 no Bacurau da Rua NOVA!
    > Ind’agora HOJE in brasíLHA 2019 às 13 h pelados in Çanto$ e em St’ANA no Sertão o CUNHA óh, crédo!
    – Vanessa da M, Od José, Israel e Rodolfo + atrações locais no TAGUA-parque fedorento: é Nóix perfumado!
    > A EX-planada dos MINI CínicU$ está interditado nÚ PlanaLLto há 15 dias Circo à BoZZo:
    – inté hj e + 15 de quebra-quebra GUABIROBA cum Plínio Brito nos carnavais de ruas e quadras … pQp!
    https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/04/centrais-se-preparam-para-chamar-greve-geral-contra-previdencia-em-atos-do-1o-de-maio-veja-locais.shtml
    > É no Ri-d’JanÊrU$: terra do amor, SEM dinheiro nóix goza cUm calor em 2 minutos e ½!
    – KérU só t’amÁ: Ó quebra-quebra gabiroba: brincar de quebra ki & lá, re-quebrá:ói o Jato!
    https://youtu.be/CjE0AcLamPs

  • Zé MCZ

    Essa postergação sobre o relatório…
    Tomara que esteja contido o que realmente causou o estrago, algo que toda a população já sabe e que se ficar dúbio será porque houve interferência da mão pesada do interesse econômico em detrimento da vítimas. Que não venha com essa de perfuração de poços artesianos! Aliás, todos nós alagoanos somos vítimas, não apenas os habitantes do Pinheiro e adjacências!
    Sobre a proposta da empresa causadora da tragédia, não pode se restringir à justiça! Tem a parte mais prejudicada que tem que ser a mais compensada! Se haverá justiça, que ela penda para um lado! Esperemos!

  • JEu

    Creio que, melhor, seria a Brasken admitir a “culpa no cartório” e começar a negociar, individualmente, os valores das indenizações, com a supervisão da Defensoria Pública e/ou do MP/AL… pois tem muita gente que não tem mais nada… principalmente uma casa para morar… esses são, em sua maioria, as pessoas que moram nas encostas e ladeiras da região, ou imediatamente adjacentes a esses locais… são, em sua grande maioria, famílias pobres e compostas por pessoas sem quase nenhuma qualificação escolar, incapazes, dessa maneira, de encontrar um caminho alternativo por si mesmas… a prefeitura e/ou o governo do estado poderiam minimizar a situação tomando providências para o início imediato da construção de moradias para essas pessoas de baixa ou nenhuma renda, entregando-lhes, no mais curto espaço de tempo e sem custos para elas, uma unidade de moradia… e os custos seriam cobrados, posteriormente, da Brasken (entenda-se Odebrecht…), pois ficar esperando por laudos e decisões judiciais será condenar essas famílias à mais extrema penúria… e que se lembrem: Deus está vendo…

  • Ricardo

    Ricardo, mesmo a Braskem sendo vendida, quem comprar arca com a responsabilidade. Quando uma empresa compra a outra, compra os direitos e as obrigações. O bônus e ônus. Acho que insinuar que a venda pode atrapalhar algo não está informando corretamente. Abraço.

    Resposta

    Não é insinuação, é constatação, mesmo. A empresa holandesa, é fato, carregará com ela a responsabilização sucessória, mas pode querer estender – se o laudo da CPRM não for favorável à Braskem – a ação judicial. Apenas isso – simples como a água.

  • Jose Eduardo Barros Correia

    Passa a ideia que a venda da Braskem para a multinacional holandesa isentará essa de culpa e responsabilidade por eventual desastre. Gosto muito dos seus comentários mas, juridicamente, é um tiro fora. Sendo morador do Pinheiro, a holandesa dará mais segurança do que o controle atual pela Oderbrecht e Petrobrás. Parece que a compradora vai botar a Braskem local num navio e levar para a Holanda. Putz. E quanto ao tempo para resolver, demonstra outra falha, a questão é para mais de 20 anos de justiça, no mínimo. É o modus operandis da Braskem.

  • Luiz

    Caro Ricardo.

    Volto a afirmar, esse seguro é um golpe, a Odebrechet e Braskem jogam sujo, não é pra menos que 77 (setenta e sete) executivos da Odebrechet estão indiciados na Operação Lava Jato por corrupção.

  • Fernando

    Tô sabendo que já houve vazamento do conteúdo do relatório. Segundo o vazamento, está provado a culpa dos moradores. Foram eles que causaram todo o problema na região, devido a anos e anos de vazamentos nas suas tubulações hidráulicas. Se não fosse a Braskem a situação até estaria pior, mas infelizmente ela também foi prejudicada. Agora ela vai entrar na justiça pra tentar ser indenizada pelos culpados, os moradores do Pinheiro. Está sensível a causa a maioria dos membros do STF.

  • Lógico

    Boa resposta

  • Wilson nascimento

    SERVIDOR PÚBLICO

    Sr. Ricardo Mota, de início o parabenizo por esse BLOG e sua participação jornalística nos comentários do PONTO CRÍTICO do jornal da Record.
    Se possível, gostaria que o Sr. comentasse a seguinte reflexão:
    DEMONIZAÇÃO DO DO SERVIDOR PÚBLICO
    Trabalhei no serviço público federal durante quase 40 anos. Me aposentei recentemente.
    Durante esse tempo sempre foi aleardado para a sociedade os altos salários dos servidores públicos como fator de desiquilíbrio das contas públicas, porém, não se explica quem ganha esses super salários.
    Um servidor federal do executivo no final de carreira, segundo minhas pesquisas, ganha em média R$ 10.000,00 brutos. Descontados previdência, imposto de renda e plano de saúde, no final ele fica com menos da metade desse valor. Sem esquecer que devido a anos e anos sem nenhum reajuste real dos vencimentos, 70% deles vivem encalacrados com empréstimos consignados para tentar cumprir os compromissos (escola de filhos, prestação de casa etc.) .
    Os super salários ditos pelo governo, não só esse, mas desde a época que ingressei no serviço público, sempre foram para os apaniguados (cargos em comissão), cuja a única exigência e ser parente ou amigo de quem está no poder.
    É preciso que a sociedade saiba que, embora o artigo 157 da Constituição Federal, preceitue a isonomia entre os mesmos cargos no governo, há uma enorme disparidade entre os vencimentos dos servidores do executivo, judiciário e legislativo, onde os dois últimos podem fazer suas próprias políticas salariais.
    Enfim, como seu admirador, gostaria que o senhor levantasse esse debate na mídia.
    Desde já agradeço.
    wilson abade do nascimento
    [email protected]