Até o presidente Jair Bolsonaro, que está lhe dando uma sobrevida, já criticou publicamente a “gestão” do ministro Ricardo Vélez Rodríguez, da Educação.

“Realmente não estão dando certo as coisas lá”, afirmou o presidente, apontando na direção do afilhado do guru Olavo de Carvalho.

Aliás, o próprio padrinho do ministro tem dado aulas de péssima educação nas redes sociais, inclusive com palavrões e palavras ofensivas ao atrapalhado professor.

Ele assume, assim, a condição de patrono da criação do Ministério da Má educação no Brasil.

Vélez Rodríguez, dizem os contrários e os aliados do governo, já não apita mais nada na pasta em que ainda aparece como o titular.

Mas de se reconhecer o quanto ele contribuiu e vem contribuindo para o folclore político do Brasil, com seu discurso que nos remete ao século XIX, baseado exclusivamente na agenda de costumes.

Ele já foi obrigado a recuar em várias iniciativas: o slogan de campanha do presidente, a filmagem dos estudantes cantando o Hino Nacional, a suspensão do exame sobre alfabetização, o anúncio de nomes para o ministério.

Esta semana, porém, no Congresso Nacional, ele foi transformado em ex-ministro.

O vídeo da deputada federal Tabata Amaral (está no Congresso em Foco), de 25 anos, enquadrando o “professor” constrange a quem assiste – quanto mais a ele.

Se o brasileiro é “ladrão” quando viaja (afirmativa dele), o ministro deve esperar para breve que alguém roube a cadeira dele, em Brasília.

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  • JEu

    Não posso deixar de concordar com vc, RM, em uma vários pontos, como dito acima… e o ministro tem errado muito ao tentar ser “agradável” ao Presidente e, por isso, sofre as consequências… faça o seu trabalho de apontar direções e objetivos para a educação verdadeira no país que deve ser norteada principalmente para a formação do caráter de nossas crianças e jovens, pari passu com a ilustração da inteligência… pois depende da formação de uma mentalidade correta e equilibrada o futuro do país, com ordem, paz e justiça social… somente no equilíbrio desses fatores é que poderemos esperar algo melhor para as próximas gerações… e sobre isso, li alhures: “esse equilíbrio, dado seja possível estabelecer-se,
    sofrerá sempre intermitências. Há um elemento, que se não costuma fazer pesar na balança e sem o qual a
    ciência econômica não passa de simples teoria. Esse elemento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. Considerando-se a aluvião de indivíduos que
    todos os dias são lançados na torrente da população, sem princípios, sem freio e entregues a seus próprios instintos, serão de espantar as conseqüências desastrosas que daí decorrem?”… que sejam, então, reavaliados os princípios, as metas e os objetivos do sistema educacional atual, pois o resultado não tem sido o melhor para nossa sociedade e se busquem, então, o que é preciso fazer para que cultivemos os verdadeiros valores para que alcancemos patamares que nos direcionem para um verdadeiro sentimento civilizatório onde todos devam ser respeitados e protegidos e onde todos entendam a importância da da contribuição de cada um no contexto da paz, da harmonia e da justiça social… pois, sem a transformação do homem, moralmente, para melhor, jamais poderemos ter uma sociedade verdadeiramente avançada…

  • Joilson Gouveia Bel&Cel RR

    Por falar em MÁ Educação ou inexistência total desta, convém trazer a lume o seguinte, a saber:
    O Brasil, desde Paulo Freire e, notada e especialmente, após Haddad, Mercadante e a tal “pátria educadora”, ocupa a 119ª posição dentre os 139 países “avaliados”, no Ranking de qualidade na Educação, segundo o World Economic Forum! Fato!
    Abr
    *JG

  • Adilio Faustini

    Eu fosse o Presidente, escolheria um Professor Administrador ,CEO,para comandar o Ministério da Educação, pode ser Civil ou Militar desde que já tenha experiência comprovada em Gestão Pública, José Serra sempre demonstrou ser um bom Gestor Publico, nao era médico e foi um dos melhores Ministros da Saúde do Brasil.Não basta um cidadão ser exímio na sua área de atuação e não ter o tino de Gestor.

  • Hélio

    E a imprensa que perdeu milhões em verba publicitária ataca o governo noticiando a demissão do ministro ao vivo, sendo mais uma notícia falsa! Pode isso?

  • Antonio Carlos Barbosa

    O problema não é o Ministro da Educação, indicação do astrólogo Olavo, os filhos presidentes juniores, ou os outros ministros, e sim o Presidente eleito Jair Bolsonoro, que é um incapaz. Na próxima semana teremos novas trapalhadas do Bozo, um verdadeiro palhaço de circo, um biruta. Tudo que o presidente fala ou escreve, no outro dia ele mesmo desdiz, inseguro, sem conhecimento de nada, um atraso.
    O povo não tinha escolha e ainda não temos um político para conduzir a nação. Estamos acéfalos.

  • Antonio Carlos Barbosa

    O Bolsonaro tem como herói o torturador Brilhante Ustra. Afirma que em 31 de março de 1964 não foi um golpe contra a democracia, e não passamos por um regime militar e não existiu tortura. Bolsonaro delira e devaneia na sua própria loucura de negação e atraso, vive no passado. O que Bolsonaro fala, sequer serve como mentira, de tão absurdo. Precisamos sim, de medidas econômicas para vencermos o desemprego, de medidas de segurança e punição contra a corrupção. Entretanto o incapaz, vive sem querer ver o presente e retornar ao passado. Mais quatro anos no atraso.
    Infelizmente.