Prezado Ricardo,

Reconhecendo seu compromisso profissional com a verdade e a informação, sempre pautado por uma atuação ética e equilibrada, entendemos necessário esclarecer alguns pontos sobre o texto publicado em seu blog nesta quarta-feira (27/03), relacionado à Braskem.

O texto inicia com a afirmação de que “não dá mais para esperar o ‘laudo final’, definitivo e conclusivo sobre o que houve e o que pode vir a acontecer”. Do ponto de vista das ações emergenciais para mitigação dos riscos à segurança das pessoas e comunidade a afirmação não poderia ser mais verdadeira. A Braskem tem se colocado à disposição dos órgãos públicos competentes para ajudar a implementar um conjunto de medidas emergenciais a serem realizadas no bairro, medidas essas já apresentadas às autoridades públicas, contendo ações como projeto e instalação de um sistema de drenagem superficial provisório para mitigar os impactos do período chuvoso no bairro do Pinheiro; inspeção do sistema de drenagem existente por meio de robô, instalação de sensores pluviométricos, entre outras medidas.

Todo o esforço da Braskem e autoridades envolvidas, neste primeiro momento, é para implementar medidas de emergência e concluir os estudos que apontarão as causas dos eventos no bairro e, ato contínuo, as possíveis soluções. Definições sobre as responsabilidades e eventuais culpados, embora sejam de fato relevantes, deverão ser endereçadas a partir dos resultados dos estudos técnicos.

A Braskem tem estado presente e atuante nas discussões da situação desde seu início, sempre colaborando e atendendo às solicitações dos órgãos envolvidos, de maneira que não se pode inferir qualquer suspeita de que a Braskem queira ou irá se esquivar de eventuais responsabilidades.

Outro ponto a ressaltar é que as investigações das ocorrências no bairro do Pinheiro não têm nenhuma relação com a venda da Braskem. Esse é um assunto conduzido  por seus acionistas  e segue o processo padrão estabelecido para negociações deste porte.

Por fim, enfatizamos que continuamos acompanhando o andamento dos estudos e colaborando com os órgãos e autoridades públicas, e reforçamos nosso compromisso com a sociedade alagoana e com a atuação empresarial responsável, reafirmando que seremos parte da solução.

Braskem

 

Silvio Camelo e Ademir Cabral se juntam para fazer a defesa do governo na Assembleia
É a hora da Braskem começar a assumir sua responsabilidade no Pinheiro
  • Eduardo Lopes

    Querendo explicar o inexplicável!

  • JEu

    Se a Brasken quer ser parte da solução, então, por que não começa por drenar os poços, que foram preenchidos com água e substitui por concreto de alta impermeabilidade?!!! a empresa tem capacidade financeira e técnica para isso… porém, como todas as empresas, à exemplo da Vale ao construir as “barragens” de suas minas, sempre dão preferência a opção de “menor custo”… será que, como brasileiros, ainda não aprendemos algo com as tragédias de Mariana e Brumadinho?!!! será que vamos continuar assistindo, “deitados em berço esplêndido”, o desencadear de mais uma tragédia humana neste país, e agora em Maceió?… é preciso que as autoridades eleitas e da estrutura pública tomem as devidas providências… a Defensoria Pública e o MP/AL precisam assumir suas responsabilidades e tomar a iniciativa de questionar na justiça a situação e, de forma preventiva, demandar pelo bloqueio de verbas para a indenização financeira e moral dos moradores das possíveis áreas atingidas pelo previsível funesto acontecimento…

  • Luiz

    Caro Ricardo.
    A risível nota da Braskem, demonstra por si só, o deboche com os moradores dos bairros atingidos de que estaria ajudando em ações para minimizar os problemas, não se vê uma pá de areia ou qualquer equipamento da Braskem na região em ação visando diminuir os impactos do rastejamento do solo em direção a lagoa. Vejam que, na sobreposição de mapas das minas e a área vermelha, elas se coincidem.
    Os Ministérios Públicos Federal e Estadual tem que pedir urgentemente o bloqueio de todos os bens da Braskem, como forma de acautelar e garantir indenizações futuras. A Braskem já começou a dilapidar o seu patrimônio, colocou à venda do Clube Social dos Funcionários da empresa.

  • Santos

    Braskem ou qualquer outro que seja responsabilizado pelos problemas do Pinheiro, não irá ressarcir os moradores e comerciantes prejudicados com valores reais e justos, mas com migalhas. Tomara que exista solução para o problema, será menos penoso para a população do Pinheiro e adjacências.

  • PAGAR É A SOLUÇÃO

    Indenização aos prejudicados é a forma mais sensata para o drama vivido atualmente pelos donos dos imóveis situados no bairro do pinheiro, mutanje e bebedouro. As fendas devem ser enormes e , caso houvesse a possibilidade de serem tapadas, as pessoas jamais voltariam a viver em suas destruídas moradias, como é óbvio, porque jamais iriam confiar num trabalho que pudesse repor a quantidade de minério que foi extraído do subsolo há mais de quarenta anos. Pensar em tal solução é uma utopia. Indenizar a todos é a medida mais cabível, sendo comprovada a culpabilidade da empresa.

  • Livoa Lobo

    Parece um pesadelo! Um filme de terror….

  • helenista Calheiros Maia Gomes

    E muito desrespeito! Ainda tem a ousadia de dizer que esta vendendo a causadora da distruicao da nossa terra! Devemos nos unir e fecharmos com bloqueio a entrada dessa maldita mineradora . Nos somos muito acomodados! Temos um governo ausente e um prefeito covarde, ainda contamos com um ex deputado que expõe sua opinião Onde e um verdadeiro tapa na cara de todos nós. ( o governo não pode abrir mão de 20% da sua arrecadação ). Precisamos reagir com urgência.

  • Carlos

    Palavras são palavras o que realmente de concreto está sendo feito? Notas bem redigidas não é a solução para o problema. Se tem tecnologia e dinheiro para solucionar o caso… Então mãos a obra.

  • ANDRE

    Essa nota só mostra o deboche com as vítimas, concordo com os demais que afirmam isso!!!
    Quantos Bairros mais essa Odebrecht vai destruir em Maceió??? Quantos??? Que dinheiro é essa que ela produz pro Estado que justifique destruir a vida de milhares de famílias???
    Pq não é ela que paga os alugueis daqueles que sairam de suas casas???Foge da responsabilidade!!!! Essa empresa é nojenta!!! Quem lembra que ela foi a protagonista da lava jato??? Quanto essa Odebrecht já roubou nos brasileiros???
    Se o Brasil fosse um lugar sério a Odebrecht não existiria mais, já teria sido vendida para repor o erário (lava jato).
    Se a Odebrecht vai pagar aos danos causados a população de Maceió??? Espero muito que SIM!!! Mas temos que ter cuidado com o poder de corromper por meio de proprina autoridades públicas, sejam elas do poder executivo ou judiciário!!!

  • Varys

    A Braskem , se for realmente culpada, deve sim arcar com a sua responsabilidade. Porém pedir o fechamento da empresa, é pedir que centenas de mães e pais de família fiquem desempregados e que o Estado tenha uma queda brusca em sua arrecadação. É preciso conduzir este momento com sabedoria e cautela: os moradores do Pinheiro, Mutange e Farol merecem toda a assistência possível neste momento angustiante, mas pedir o fechamento de uma empresa que gera empregos e arrecadação em nosso Estado é algo do qual podemos nos arrepender lá na frente.

  • Luiz Fernando Chaves

    Ricardo, nao sei se vc ja ouviu falar do caso da cidade de Berezniki na Russia, mas é um caso que me parece se assemelhar bastante com o fenomeno que está ocorrendo em Maceió. Pesquisa a respeito.

  • Carvalho

    Já está mais que na hora da Polícia Federal investigar como se deu as autorizações de funcionamento da Braskem nos âmbitos municipal e estadual, além das licenças ambientais. Como foi decretado estado de calamidade espero que o poder público Federal tome essa atitude, pois nada de bom podemos esperar dos municipal e estadual.

  • André

    Conversa para boi dormir.
    O histórico da Braskem (Salgema) é de destruição de sonhos. “Acabou” com o então bairro nobre do Trapiche no passado. Agora acabou com o belíssimo bairro do Pinheiro, além do Mutange, Bebedouro, e Cambona. Não podemos esquecer da comunidade do Alto do Céu.
    Sobre o histórico da Odebrecht nem preciso falar, né?

  • flavia

    Essa porcaria de empresa é irresponsável e criminosa desde sua implantação em área urbana. Começou destruindo o desenvolvimento do Prado, Trapiche, Pontal e seguiu até o caos no caso Pinheiro, agora estendido pra Bebedouro, Mutange, Levada, Lagoa Mundaú e que afetará a vida de TODA A CIDADE. Vir falar em “responsabilidade empresarial” é cuspir na cara do cidadão maceioense. Indenize suas vítimas e FORA BRASKEM!