A reforma administrativa e de equipe que o governador Renan Filho pretende para o segundo mandato só deve se efetivar completamente em fevereiro. Haverá, sabe-se, um corte de gastos, de órgãos, fusões de secretarias, alterações de titulares de pastas estratégicas.

Desde o fim das eleições locais, no primeiro turno, que o governador e equipe estudam os melhores caminhos para enxugar a máquina pública, melhorando os serviços oferecidos à população. Ele quer, no mínimo, repetir na Saúde – só citando um exemplo – o que alcançou na Segurança Pública. E se o problema está longe de ser resolvido nessa área, houve sim progressos consideráveis. Mas Renan Filho sabe que ninguém governa sozinho.

Como compor uma equipe mais enxuta sem perder aliados políticos ou ter de enfrentar entraves na Assembleia Legislativa – este é o desafio de agora, para o governador. E o tempo, desde a votação de outubro, não foi suficiente para resolver uma equação tão complexa.

A complicar mais a situação, o governo federal eleito, de Jair Bolsonaro, além de não ser do mesmo grupo dos Calheiros, tem sinalizado que vai passar a faca – nas palavras de Paulo Guedes – onde lhe parecer necessário (?).

É verdade que no primeiro mandato Renan Filho fez o dever de casa, o tal e proclamado ajuste fiscal. Mas as demandas da população são de um tamanho brutal, principalmente para quem mira como prioridade tirar Alagoas da condição de pior IDH do país.

Não há falta de candidatos aos postos-chave da máquina estadual. Há até demais. Escolher entre os que têm perfil técnico, sensibilidade social e habilidade política – também necessária – esta é a dificuldade maior.

E demorar, nesse caso, não é perder tempo – pode ser ganhá-lo mais à frente.

Maurício Quintella está perto da Secretaria Estadual de Infraestrutura
As intermitências da vida
  • JEu

    O problema da saúde no Estado não pode ser solucionado somente com a “construção” de novos hospitais, como fez ver o governador mininin no período eleitoreiro… e muito menos com a entrega dessas novas unidades de saúde (quando concluídas… seja lá quando for…) às OSS (Organizações Sociais de Saúde), pois experiências em outros Estados (até no Paraná…) demonstram que não dá certo… pois essas tais OSS só pensam em “lucros financeiros”, e o serviço público deve buscar o “lucro social”… assim, como sempre disse, o mais importante não era construir novos prédios, mas recuperar os existentes e colocá-´los em pleno funcionamento, com todos os meios necessários, além de um melhor incentivo aos funcionários da saúde no Estado… e nisso, o governo tem falhado clamorosamente… ninguém o pode negar… e quanto ao novo secretariado, se tudo for sempre decidido pela lavra do politiquismo então difícil será que a máquina pública consiga atingir os níveis mínimos de eficácia e efetividade nos serviços oferecidos ao povo alagoano… infelizmente, tem “interesses” pessoais, familiares, politiqueiros e de puro “empreguismo” nesse meio para atrapalhar todas as missões da administração pública estadual (o mesmo se aplica às demais esferas públicas…) então, enquanto durar essa maneira “perversa” de fazer “política” e de ser “político” neste país, ainda vamos ver muito pouca coisa avançar em benefício do bem público… e isso é mesmo uma lástima…

  • Januário

    Em tempos da série “SOB PRESSÃO”…Melhor escolher direito,pois o povo e os servidores já estão cansados de tanto FAKE na saúde pública de Alagoas. Estamos de olhos bem abertos…

  • Leonel

    Realmente deve ter inúmeros candidatos às vagas, mas tudo vai depender do tamanho da ambição de cada um. Tem que dar a cara a bater e ainda dizer sim senhor está tudo caminhando na perfeita ordem. Para alguns vale a pena fazer o que? Para esse governo até a mudança na cor de uma tinha de parede já é motivo de uma mudança significativa #Só que não. Enquanto o povo morre à míngua.