• Carlos

    O blog mais bem informado e equilibrado do estado. Tem os seus erros inerentes ao ser humano e acima de tudo de reconhecer quando erra.Espero que tenha aproveitado bem as férias.

  • Bruno Gama

    Vamos trabalhar meu amigo!!! Alagoas precisa de vc!!!

  • Há Lagoas

    É bom ter você de volta.

  • Claudevan Veloso

    Não se deve idealizar qualquer homem. Mas diariamente acompanho o blog e também o 12:10 notícias! Por que? Sua condução sóbria e equilibrada!

  • Lara Tapety

    Olá, Ricardo!
    Seja bem-vindo de volta! Envio abaixo release sobre fechamento de uma escola em assentamento em Maragogi.
    Att.,
    Lara Tapety

    Prefeitura de Maragogi fecha escola em assentamento
    Decisão da administração pública vai à contramão da necessidade de priorizar a educação no Brasil
    A Prefeitura de Maragogi, litoral norte de Alagoas, decidiu fechar a escola o assentamento Margarida Alves, acompanhado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) no município. A escola existe desde 1988, quando a área ainda era uma fazenda, e continuou a funcionar depois que os camponeses conquistaram a terra, há 12 anos.
    De acordo com a assentada Clemilda Lins da Silva (39), conhecida como Nêga, os gestores alegam que o número de alunos na escola do assentamento é insuficiente para mantê-la em funcionamento. O educandário possui 20 alunos devidamente matriculados para o ano letivo de 2018, divididos em duas turmas de 10, sendo uma pela manhã e outra à tarde.
    Pela decisão da administração pública municipal, todas as crianças serão transferidas para uma escola no povoado de Barra de Piabas, à pelo menos uma hora de caminhada da referida área de reforma agrária. O transporte escolar oferecido, porém, é de uma escola em outro povoado, chamado Costa Dourada.
    Mãe de duas meninas, respectivamente, de 4 e 9 anos de idade, Nêga afirma que quando não há aula neste outro povoado, os alunos também ficam sem aula. A situação é ainda pior em época de chuvas, pois os ônibus – geralmente velhos – não conseguem chegar ao assentamento por causa da lama no caminho. “Se tem escola no assentamento, por quê mandar nossos filhos para outra escola?”, questiona a camponesa.
    Esta situação não é isolada do contexto nacional, conforme noticiado por diversos veículos de comunicação. Brasil a afora, o fechamento de escolas rurais obriga crianças a passar mais tempo na estrada que em aula, sem contar o aumento de riscos de acidentes e a perda de aulas quando está chovendo. Neste último caso, ou os alunos precisam andar horas em estrada de barro até a escola ou abandonam os estudos, ficando em desvantagem de oportunidades no campo ou na cidade.
    Pelos dados do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Educação no Campo (Gepec), de 2002 para cá foram fechadas mais de 30 mil escolas rurais do norte ao sul brasileiro, levando muito mais crianças em todo o país a viver uma dura realidade, marcada por viagens arriscadas em estradas e veículos mal conversados, sem a presença de um monitor para cuidar da segurança, especialmente das menores, durante o trajeto, com poucas horas e sono e muito cansaço.
    É importante refletir que o fechamento de escolas em área de reformas agrária faz parte dos conflitos agrários e é uma forma de expulsar as famílias de suas terras para outros locais na medida que buscam dar educação aos seus filhos.
    Entretanto, se há escola dentro do assentamento, a lei está a favor de que as crianças possam estudar perto de onde moram. Desde janeiro de 2009, todas as crianças com mais de 4 anos de idade têm o direito de estudar na escola mais próxima de casa. A Lei nº 11.700, publicada em 16 de janeiro no Diário Oficial da União, acrescentou a norma ao texto da lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no capítulo quatro.
    Conscientes da realidade em que vivem, as mães das crianças do assentamento Margarida Alves, reunidas na manhã deste dia 31 de janeiro, decidiram que não vão aceitar o fechamento da escola existente há 20 anos na área e irão à Câmara dos Vereadores do município, às 20h de 1º de fevereiro, denunciar o caso e reivindicar que a Prefeitura mude de atitude.

    Por Lara Tapety (MTb/AL nº1340) – Assessora de comunicação da CPT/AL

    Mais informações:
    Carlos Lima – 82 9 9137-6112
    Clemilda Lins (Nêga) – 82 9 8894-8961

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