As pessoas não mudam o que são nas redes sociais – elas se revelam (parafraseando Frei Betto). Está ali o homem primordial que cada um de nós traz dentro de si e de quem não conseguimos nos livrar.

Só há uma forma de combatê-lo e vencê-lo: conhecendo-o intimamente, identificado o instante em que ele há de manifestar o mais puro e genuíno  instinto de destruição – do outro.

A idealização de que a internet haveria de aproximar as pessoas, possibilitando um contato que seria inimaginável nos tempos em que ela não existia, caiu por terra – exatamente pela nossa incapacidade de avançar rumo ao respeito às diferenças e ao contraditório. Pelo contrário, temos preferido, na média, transformar a rede no território da beligerância, em que “respeitamos” apenas aqueles que pensam – ou imaginam que pensam – igual a nós. Aos outros, o destino dos cemitérios: o silêncio. Depois de eliminados, é claro.

A rede, que fique claro, nunca foi nem nunca será um mal em si. Este habita, lamentavelmente, a alma humana tanto quanto a generosidade e o altruísmo. Acontece que estas qualidades, também tão humanas, exigem algum esforço para que se manifestem. Ao contrário, o ódio em escala industrial é achado com facilidade na linha de produção da infelicidade.

Haters (os que odeiam, na tradução mais comum) são os personagens centrais desses novos-velhos tempos. Eles confirmam uma premonição de Nélson Rodrigues: “Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos”. E buscam levar a todos para o mesmo barco em que navegam, já náufragos, movido apenas pelo mais primitivo sentimento humano: o medo, que tranformam em ódio, que clama por violência (de qualquer ordem), este o alimento que os mantêm respirando, ainda que mortos-vivos.

Para mim, sem a genialidade do literata e provocador tricolor, os odiadores, que até nos parecem majoritários por esses tempos, mostram tão somente que não há nada mais insuportável do que ser infeliz sozinho.

 

Incansável, Célia Rocha vai negociando em "nome de Collor"
Sobre a cegueira
  • Da CAETéLâNDIA até Miami, é Florida REINVENTAR o Brasil 2017!

    Ricardo, … uma BOA semana com AMOR e alegrias ao redor d’ELAS!
    zapeando o blog SIM, Genuflexos, http://simgenuflexos.blogspot.com.br
    COM Ciências Sociais, e EDUCAÇÃO [S d Anjos]
    [10fev15], http://lattes.cnpq.br/2097742468351101
    Uns tementes a DEUS, ecumênica comunhão de POR QUÊ tantas MAL AMADAS gentes:
    – Por que quase NUM há pastoras?
    – Cobram namoradOs de mim e não dos meninos?
    – Eu, MULHER tinha que ser RECATADA pra casar com homem de BEM?
    – FALAR sobre prazer, meu ou de outra mulher, é conversa PROIBIDA?
    – CRISTÃ desde que me entendo por gente: meus pais se conheceram na IGREJA.
    – Uma família convencional no meio PROTESTANTE: pai, mãe e [email protected] na mesma igreja há décadas.
    – ADOLESCENTE comecei a questionar parte do que via e vivia ali. [25out17]
    https://estilo.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2017/10/25/o-prazer-da-mulher-segundo-a-igreja-atraves-dos-olhos-de-uma-evangelica.htm

  • Vania

    Curto e objetivo. Perfeito.

  • Joilson Gouveia Bel&Cel RR

    SERIAM TAIS HATERS OS SOCIALISTAS SINCEROS “DE NELSON”?
    Joilson Gouveia*
    A Internet e as chamadas redes sociais são duas modernas, céleres e poderosíssimas ferramentas ou eficientes e eficazes instrumentos cibernéticos potencializados à disposição do civilizado sujeito, indivíduo, pessoa e Ser Humano – no mais da vez nem tanto humano e menos urbano ainda – para usufruto, uso e gozo disponível de seu inalienável, impostergável, indiscutível, intransigente e sacrossanto direito de expressão e à livre liberdade de manifestação de seu pensamento enquanto cidadão e cidadã, que alguns tentam controlar, limitar e disciplinar a pretexto de regulamentar: http://gouveiacel.blogspot.com.br/2017/10/uma-cinica-apologia-censura-e-silencio.html.
    Preclaro “Peninha”, ao ensejo, insto edição de alguns excertos de nosso modesto Blog, a saber:
    1) “Finalizando a transcrição, ainda citando palavras de Goldberg:
    “Toda essa preocupação não é sobre injustiça e riscos reais, mas sobre se sentir melhor para nós mesmos, fazendo o menor sacrifício pessoal possível. Nada como a sensação de ser um bom samaritano sem sair do lugar.
    Basta checar as redes sociais para verificar como essa tendência foi potencializada na modernidade. Com um simples clique no ‘curtir’, o sujeito propaga as mais belas utopias e bandeiras, conquista a imagem de sensível e altruísta, e sem gastar sequer duas calorias.
    Vivemos no mundo do politicamente correto. A grande imprensa mais que todos, precisa seguir as regras do corretismo, para sobreviver. A linguagem politicamente correta é a marca registrada da esquerda caviar. Alguém, portanto, ainda fica surpreso com o viés da mídia?
    Temos dito, repetido e reiterado, além de postado, comentado e publicado em nosso Blog ou rechaçado, repelido, objurgado e contestado noutros blogs à hegemonização do politicamente correto de uma ideologia escarlate ultrapassada, arcaica, fracassada, além de nefasta, nefanda e funesta senão inescrupulosa, oprobriosa e criminosa de adeptos de orgias e surubas com Erário, Tesouro, Divisas e Riquezas nacionais desde a debacle redemocratização mantida pelos samaritanos “defensores dos pobres” analfabetos em currais famélicos mantidos por programas sociais: a esquerda adora os pobres, daí ser preciso mantê-los pobres para garantir sua permanência do Poder, onde está desde 1985, e Brasil descendo ladeira abaixo com seus mais de 13 milhões de desempregados.
    Chega! É hora de uma guinada à Direita, anda que não tenhamos Republicanos só Democratas! – Na íntegra in http://gouveiacel.blogspot.com.br/2017/02/politicamente-correto-e-ser.html
    2) Pode-se, pois, concluir que Nelson Rodrigues sempre esteve corretíssimo sobre o “socialista sincero”** e sobre a grande tragédia ou desgraça da democracia: “A maior desgraça da democracia, é que ela traz à tona a força numérica dos idiotas, que são a maioria da humanidade”.
    **-“Não há ninguém mais bobo que um socialista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer”. Na íntegra in http://gouveiacel.blogspot.com.br/2017/10/seria-o-socialista-sincero-imensa.html
    3) Entrementes, de Nelson Rodrigues, prefiro a sentença que resume a tudo isso por que passamos, mormente nas chamadas redes sociais, a saber: “É fácil amar a humanidade; difícil é amar o próximo” – Ver, na íntegra, in http://gouveiacel.blogspot.com.br/2017/08/a-sempiternidade-excelsa-e-divina-do.html
    Enfim, a Internet, as redes sociais e, sobretudo, os mais visitados Blogues/Interativos, que permitem comentários, críticas, sugestões e indagações de seus leitores, têm em seus editores, mediadores, controladores ou até censores, os quais deveriam, por exemplo, minimizar, reduzir, evitar e até CENSURAR aos comentários postados por “intrépidos” anônimos, que se ocultam em apelidos falsos, pseudônimos e perfis de “nicks-names-fakes”, que destilam seus venenosos e iracundos ódios aos que pensam de modo diverso, díspar e diferente dos “politicamente corretos amantes da humanidade e salvadores do planeta”; ou não?
    Abr
    *JG
    P.S.: No mais da vez, as vítimas desses tais “haters” somos a classe-média, consoante aquela “pensadora-crítica” escarlate Chauí; ou não? Lembram dela? A ver: https://www.youtube.com/watch?v=svsMNFkQCHY e https://www.youtube.com/watch?v=9RbBPVPybpY

  • Tita

    Recomendado para todos,sem restrição de idade, gênero ou credo. É ler e guardar.

  • JEu

    Ao que me parece, há “haters” de todos os lados… porém teve um na história que foi capaz de “amar” àqueles que se diziam seus “inimigos”… isso aconteceu há pouco mais de 2.000 anos… e, creio, que sua mensagem é a única capaz de acabar com o ódio: “amai ao próximo como a si mesmo”… porém isso impõe a cada um deveres inadiáveis de respeito e responsabilidade perante a própria consciência, o que não aceitamos, pois implicaria em vencermos a nós mesmos… como implícito no texto… é preciso que vençamos o orgulho e o egoísmo que ainda imperam em nosso caráter… em nossa alma… li alhures que, sem o homem se evangelizar (e não importa a religião ou crença) não alcançaremos a tal segurança social que tanto procuramos e buscamos… pois estaremos sempre em conflito um com o outro, tentando simplesmente “vencer” o outro e não vencermos a nós mesmos, aos nossos conflitos internos, que nos impedem de nos tornarmos pessoas generosas e altruístas, base para a justiça social, a paz, a ordem e o progresso geral… no entanto, ainda acredito que somos capazes de tal façanha… e que, um dia, a humanidade alcançará o verdadeiro “estado de civilização”… que não se deve confundir com o simples avanço tecnológico…

  • Eduardo Lopes

    Do insuportável surge um indivíduo insuportável, ignorante e preguiçoso. Valentes em matilha ou no anonimato. Ou seja, valentia de covardes.

  • José A de Oliveira

    Essa linha de raciocínio bate de frente com outra que vêm bem antes da Internet mas continua atual. Os bandidos dominam a cena política e eles são poucos. Será que os bandidos não estão utilizando os idiotas úteis, incomodados com os muitos idiotas que tem por onde se expressar? Pensar nunca é demais.

  • Daniel

    No Brasil existem muitos idiotas e esses pela quantidade já tomaram conta do país desde 2002. E se repetirá em 2018 lá pra outubro!