Algumas velhas novidades estão na iminência de se confirmar: o DEM vai mudar de nome, ainda que se saiba, pelo menos publicamente, como vai se chamar. Da mesma forma, o PMDB, como sempre dividido em várias facções políticas, também deve ter um novo documento de identificação: vai perder o P – de partido, mas não de poder.

É de se imaginar que os caciques partidários acreditam que essa mudança possa atenuar o desgaste junto ao eleitorado mais crítico.

Bobagem.

E até por uma razão muito simples: com as exceções de praxe, o eleitorado brasileiro vota nos candidatos – e não nos partidos.
Os novos nomes, aliás, ficam ao gosto do freguês: Partido Novo, Livres, Podemos, Patriotas – quase todos eles tendo sido gestados no útero de velhas legendas.

Fato concreto é que nem as mais experientes raposas, conhecedoras dos descaminhos das disputas político-eleitorais, são capazes de apontar com convicção qual será o comportamento do eleitor do próximo ano.

E, cá pra nós: eles também precisam ter medo.

Eis um sentimento necessário para essa turma.

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  • Pedro

    Parabéns pelo excelente comentário!!! “o eleitorado brasileiro vota nos candidatos – e não nos partidos”

    Vejo velhos, velhos mesmo, ou séria velhas raposas, defendendo o nome do Partido DEM, Pense nisso PPS, e etc etc etc… todos defendendo seus próprios interesses.

  • um ALAGOANO

    Tudo farinha do mesmo saco, 6 por meia dúzia, raposas da política.

  • Lucas Farias

    Prezado Ricardo, é fato que a maior parte do eleitorado, especificamente nas eleições para o legislativo, vota em candidatos, isto é, nas pessoas, e não por se identificar com programas ou plataformas de governo. Essa lógica personalista não se reproduz com a mesma exatidão nas dispostas para os cargos do executivo, cujo período eleitoral implica o anúncio prévio das opções de políticas públicas e de prioridades de interesses que serão contemplados. Ou seja, nos embates para o executivo, as coligações, as alianças, as legendas, os movimentos sociais de apoio, os financiadores e o conjunto das lideranças que sustentam as candidaturas revelam posições políticas com alguma definição, de modo que o eleitor consegue aplicar critérios políticos mais claros de afinidade do que a simples identificação personalista com o candidato. Contribuem para isso dois fatos, que é, de um lado, a compreensão mais ou menos clara que o eleitor tem das atribuições e do papel do poder executivo e, de outro lado, a menor oferta de candidaturas para os cargos do executivo, o que permite ir um pouco mais a fundo na análise de candidatura, para além da aparência do guia eleitoral. Isso realmente não ocorre no âmbito legislativo. Não somente porque nosso eleitorado historicamente desvaloriza e negligencia as atribuições do legislativo, mas também porque a maior parte das próprias legendas partidárias se submetem ao domínio econômico privado, daí se nivelam por iguais em termos programáticos e políticos, salvo as resilientes legendas de esquerda, com programas e princípios identitários mais definidos, como PSOL, PCB e PSTU. O problema disso é que, como as eleições para o nosso legislativo se baseiam no critério da proporcionalidade, e não de modo majoritário. Isso significa que os eleitos para o legislativo não são necessariamente os mais votados, como ocorre para o executivo, mas aqueles que atingem um determinado quociente eleitoral, que correspondente ao número total de votos válidos dividido pelo número de cargos em disputa no legislativo. Definido o resultado dessa operação, cada partido ou coligação conseguirá eleger seus candidatos a partir da soma dos votos dados a seus candidatos (votos nominais) e aqueles obtidos pela própria legenda ou coligação. Ou seja, mesmo que o eleitor esteja pensando que vota no candidato para o legislativo, e não na coligação ou no partido, na prática a coligação e a vinculação partidária do candidato definirão se ele realmente será eleito, ou se será eleito um outro candidato, melhor votado que ele, beneficiado pelo voto do eleitor que acreditava que conseguiria eleger seu candidato, e não o outro. Isso explica porque o Judson Cabral, embora tenha sido muito bem votado na última eleição, não conseguiu se eleger, mesmo tendo obtidos mais votos que outros candidatos que atingiriam o quociente por meio da soma dos votos das legendas na coligação. Na prática, mesmo quando se vota numa personalidade em quem o eleitor acredita e confia, ao ignorar a filiação partidária e as coligações que sustentam aquela candidatura o eleitor corre o risco de ajudar a eleger um candidato que jamais apoiaria. Assim, por falta informação sobre o funcionamento do sistema eleitoral e por ignorar as nuanças das diferentes composições e alianças partidárias, o eleitor se engana duplamente, quer dizer, é enganado pelo sistema que não entende, e é enganado pela candidatura personalista que acreditou lhe representar, mas que pode resultar na eleição de outra. É por isso que oportunistas conseguem lucrar bastante com a compra e a venda de legendas, especializando-se nos cálculos para burlar a expressão da vontade popular. Essas questões todas precisam ser esclarecidas para a população, o que infelizmente não acontece.

  • julio cezar de souza

    É, ilustre jornalista Ricardo Mota, é como dizia o Dr. Ulisses Guimarães de saudosa memória:”Só mudam as coleras, mas os cachorros continuam os mesmos”.E eu acredito piamente no que o velhinho à época dizia,que só mudam de coleras os dogs continuam os mesmos.

  • Joilson Gouveia Bel&Cel RR

    INALTERADAS MUDANÇAS PARA MANTER O STATUS QUO ANTE
    Joilson Gouveia*
    “Democracia, eleições e partidos”: a insidiosa tríade ardilosa, enganosa e ludibriadora senão destruidora de dinastias, reinados, impérios, monarquias, principados e Estados; que tem servido de base, caminho, estrada e oxigênio do arcaico, esfarrapado, surrado, ultrapassado e carcomido socialismo/comunismo de inescrupulosos, escabrosos, oprobriosos e criminosos Marxistas/Stalinistas/Leninistas/Trotskistas/Gramscistas/Fabianistas velhos e velhacos, usuários da velha Tesoura-Escarlate, que mantém os mesmos cleptocratas, aristocratas, argirocratas e plutocratas de sempre, desde os idos de 1500.
    – Ver mais sobre o tema in:
    • a) http://gouveiacel.blogspot.com.br/2011/06/aristodemocracia.html;
    • b) http://gouveiacel.blogspot.com.br/2013/06/democracia-sim-aristodemocracia-nao.html;
    • c) http://gouveiacel.blogspot.com.br/2017/03/nem-todo-eleitor-e-cumplice-desses.html;
    • d) http://gouveiacel.blogspot.com.br/2017/02/tudo-que-tem-preco-nao-tem-valor.html, e;
    • e) http://gouveiacel.blogspot.com.br/2016/11/democracia-tupiniquim-nao-serve-voce.html, dentre outros, em nosso blog;
    Note-se que são os mesmos renomados, notórios e notáveis da nossa república tabajaras ou tupiniquim, mantidos pelos idiotas, ingênuos e inocentes-úteis do “poderoso povo de araques”, que outorga todos os poderes (de que não dispõe) aos “seus representantes”, os quais somente representam e defendem aos seus mais umbilicais interesses pessoais e privados dos mesmos “partidos de matizes escarlates” – numa verdadeira sopa de letrinhas – que mudam de personagens, nomes e siglas, mas compostos dos mesmos alarifes, escroques, salafrários e canalhas usufrutuários das imunidades (leia-se: impunidades) parlamentares – mediante “democráticas-eleições” alternadas, sazonais e temporárias ou a cada dois anos, nas mesmas urnas eletrônicas-digitais, desde o “foro de São Paulo/1990, omitido, sonegado ou nunca comentado pelos “agentes-de-transformação-social” que apresentam, informam e noticiam suas “velhas novidades”, para lograr ao “poderoso povo de araques” a cumprir seu papel de sufragar e cumprir seu dever-cívico-patriota a votar nas “eleições democráticas”, para dar a falsa aparência de legalidade, transparência, moralidade e legitimidade aos impolutos “eleitos/representantes-do-povo” ou paladinos de fichas-sujas, no mais da vez; ou não?
    Temos dito, a saber:
    • Todo o busílis reside no “povo que não sabe escolher os seus representantes”: é o refrão retumbante de suas cantilenas, litanias e ladainhas retóricas quase sempre coadjuvados por integrantes da mídia ou imprensa-livre alçada ao crítico patamar de “agentes-de-transformação-social”, exímios condutores da opinião-pública, sobretudo dos opacos resultados obtidos nas “seguras, invioláveis e invulneráveis” (em nada transparentes) das urnas-eletrônicas-digitais, da venezuelana Smartmatic (máquina automática inteligente – rejeitada em mais de 50 países) de George Soros, perpetuando ao averbado por Stalin: “Voto não decide nada. Quem conta os votos decide tudo”. Atualizando-se o dito: “Voto nada decide; quem o programa decide tudo”.
    • E, assim foi, assim tem sido, assim é e assim será, a menos que haja impressão em três vias do voto sufragado pelo eleitor, nas referidas urnas, para aferição, impugnação, contestação e confirmação ou comprovação dos resultados, como sói acontecido na vizinha Argentina. Por que não?
    • Fora disso é tudo ilusão, engodo, logro, trelência sem solução, salvo uma intervenção marcial castrense federalizada, para endireitar e salvar nossas gerações e de filhos e netos. Ou não? – In http://gouveiacel.blogspot.com.br/2017/07/cociente-eleitoral-nao-reflete-o.html
    Malgrado saber disso tudo, nada obstante, até nos advirta e obtempere em tímidas admoestações, a saber: “E até por uma razão muito simples: com as exceções de praxe, o eleitorado brasileiro vota nos candidatos – e não nos partidos.
    Os novos nomes, aliás, ficam ao gosto do freguês: Partido Novo, Livres, Podemos, Patriotas – quase todos eles tendo sido gestados no útero de velhas legendas”. – Ora, se “gestados no útero de velhas legendas” serão espúrios paridos das mesmas progenitoras e de genituras desconhecidas tanto quanto os atuais – sucessão da mesma prole sucessora! É trocar seis por meia-dúzia ou mudar para deixar como está: “tudo como dantes no quartel de Abrantes”! Temos dito, a saber: http://gouveiacel.blogspot.com.br/2015/02/nossa-democracia-tupiniquim-esta-beira.html
    Enfim, em sendo assim (o eleitorado vota nos candidatos – e não nos partidos) por que há e para que há tantos “partidos” senão para abocanhar o famigerado Fundo Partidário*, custeado com a grana de nossos impostos, porquanto incluso na Lei de Diretrizes Orçamentária e Lei Orçamentária Anuais, para ser rateado com os mais de 35 “partidos”, que somente buscam ascender ao Poder e nele manter-se, sem dar a mínima aos desejos, vontades e anseios da imensa maioria da população brasileira, notadamente aos que têm se abstido e votado nulo ou em branco?
    *http://gouveiacel.blogspot.com.br/2017/05/os-fundos-sem-fundos-dos-fundos.html
    – Basta ver que a maioria do povo quer, apela, insta e exige a imediata senão urgente intervenção constitucional marcial castrense federalizada, com mais de 83% aprovação, na enquete global e redes sociais, mormente ante à fragorosa desaprovação ou impopularidade do Vice-Ideal deLLes, escolhido a nove dedos, que está no Poder, sobretudo diante das “flechadas do paladino Janot”, como noticiado pelas mídias nacional e local, cuja população é pelo fim do Estatuto do Desarmamento e, também, opta pela redução da maioridade penal – deixou de ser criança já deve responder pelos seus próprios atos!, – e, inclusive, opta pela aprovação da Lei da Escola Livre, só para citar esses quatro exemplos! Ou não?
    – Que democracia é essa que não respeita à vontade da imensa maioria de seu poderoso povo?
    – Para endireitar nosso Brasil: Intervenção marcial castrense federalizada, e já!
    Abr
    *JG

  • JEu

    Apesar de concordar com o Lucas Farias, de que o eleitor é enganado pelo sistema eleitoral quando vota em candidato não majoritário, ou seja, o sistema é podre mesmo, ainda acho que o voto popular é para o candidato, pois visa o candidato e não a legenda… assim, infelizmente, a legenda (ou coligação) que consegue bons candidatos (a lembrar, em São Paulo Enéas e Tiririca), consegue eleger os mais votados e vários outros menos votados… e outras com bons candidatos, porém com menos votos somados na legenda ou coligação não consegue os mesmos resultados (conforme citado com o Judson Cabral)… é por isso, creio, que os sistemas de Distrital e/ou Distritão Misto foram recentemente rejeitados na câmara federal… pois as tais “velhas raposas” ou “os cachorros de coleira” têm medo dos novos nomes que poderão aparecer em 2018, pois sabem que o eleitor não vota no partido e sim em candidatos, e, por isso, também, começaram a mudar os nomes dos partidos, principalmente retirando a palavra “partido”, que está encontrando grande rejeição entre os eleitores… No entanto, o que eles ainda não conseguem (ou não querem enxergar) é que o cidadão, já mais esclarecido (não importando o seu nível de escolaridade), não aguenta mais tanta corrupção, tanta desídia com o erário público…

  • José Adelfo Dantas Chaves

    Pode perder qualquer letra, mas deveria acrescentar a letra L.

  • Joao da TROÇA anarco-carnavalesca BACURAU da Rua NOVA do Sertão – em St’ANA!

    Pois, JULIO! … CASTRA o véio golpista no COLO alheio! … rsRs
    > Menininha MOÇA cheirando a leite, shortizinho e blusinha sem corpete
    – Um coroa p’urtir forró: agarradinho é bem mió – CASTRENSE? … Kkkkk
    [Mata o VEIO], https://www.vagalume.com.br/genival-lacerda/mate-o-veio.html