Finalmente, a turma virtuosa e moderna chegou ao carnaval de rua. E já chegou chegando: ficam proibidas as marchinhas carnavalescas misóginas, homofóbicas, racistas e preconceituosas, de forma geral.

Nada mais de Cabeleira do ZezéQual é o pente que penteiaÍndio quer apito, o antológico (desculpem o descuido) Samba do Crioulo Doido, e por aí segue a relação de canções que marcaram as animações dos salões e ruas do país inteiro. E por décadas.

A proibição acontece depois de muitos estudos e debates profundos sobre os efeitos das marchinhas na construção da identidade nacional, com a perpetuação dos preconceitos – que existem e persistem – entre os brasileiros. Mas que, após a “folia de momo”, começarão a se dissipar no imaginário popular.

Eu, particularmente, já me sinto carregado de culpas por tê-las cantado e dançado em tantos carnavais. O que deve ter contribuído para a minha formação como cidadão e profissional, corrompendo-a, ainda que eu não consiga – por ignorância – identificar os inevitáveis males.

Para pagar meus pecados, sugiro que devamos seguir adiante, não restringindo nossas ações reparadoras apenas ao carnaval. Está na hora de banir dos sensíveis e influenciáveis ouvidos brasileiros alguns “clássicos” da misoginia e da homofobia na chamada MPB.

Chico Buarque de Hollanda que não se atreva mais a cantar Com açúcar e com afeto (até por causa do diabetes). Muito menos Geni, que pode muito bem ter contribuído diretamente para a violência de que o público GLBT tem sido vítima desde que a canção foi gravada.

O caso mais grave, assim me parece, é o da dupla Tom Jobim-Vinícius de Moraes. Que perpetrou Garota de Ipanema, a mais descarada manifestação de pedofilia já registrada na história da criação musical no Brasil. Helô Pinheiro, a menor assediada pelos dois, tinha quinze aninhos quando os coroas despudorados passaram a cantá-la. Difamando-a pelo mundo inteiro, ressalte-se.

Se vivos estivessem, está claro, seriam alvos de justificados processos judiciais.

Podemos ampliar para a literatura o novo e fecundo momento da civilização brasileira – e por que não? É hora do acerto de contas cultural com os pisoteados pela sociedade de consumo. Tudo bem: Monteiro Lobato já foi autuado em flagrante delito – humilhando Tia Nastácia -, ainda que sua pena tenha sido branda demais.

E Capitu? Tinha olhos de ressaca! Bebum! Além do que, não nos esqueçamos, foi acusada por Bentinho de traição sórdida. Por que não foi o Bentinho o indigitado? Que o Bruxo do Cosme Velho responda, ele próprio, pela sua pena machista.

(É melhor tratá-lo pelo nome próprio, Machado de Assis. Essa história de bruxo remete a outro preconceito, dos mais graves).

Mas não haverá carnaval?

E quem disse isso?

Dois blocos, em marcha a ré, “rebobinando o século/ Meus velhos carnavais”, vão tomar as ruas, se não cantando, pelo menos agitando bandeiras e gritando com o entusiasmo dos detentores da virtude:

– Fora, Temer!

– Fora, Dilma!

Depois de AA, Grupo dos Doze também ganhará mais espaço no governo
Christian Teixeira: "Dinheiro não é o maior problema da Saúde"
  • Há Lagoas

    A ideologia do “politicamente correto” não vai parar por aí!
    Qualquer ser humano que não capitular diante de seus ditames sofrerá toda a sua oposição. Minhas convicções, fé e princípios terão um preço muito caro, pois a liberdade cada vez mais será tolhida.
    Isso me faz lembrar do livro “Fahrenheit 451” do escritor americano Ray Bradbury que você já deve ter lido Ricardo.
    São tempos difíceis.

  • edson bezerra

    ….excelente Ricardo e de uma sutil ironia….

  • Frederico Farias

    De cana, eu estaria em cana, depois de chamar o falecido Vavá de “negro beiçola, fdp” , e com ele sentar embaixo de um poste na saudosa França Morel pra “rachar” um tubo de Pitú com “tira” de tatuí torrado, misturado a uma farofa pra lá de suspeita.
    Sobrevivi.

  • treal

    O que dizer então do compositor que descobriu suas cuecas se transformaram em panos de pratos. Um verdadeiro atentado ao pudor!
    Principalmente se as ditas cujas estiverem freiadas.

    • Frederico Farias

      A minha, por exemplo, “tava” enxuta, foi um presente que ganhei da minha luta….

  • treal

    A propósito, a frase “Marcha a têm haver com homofobia?

  • Nelson

    Vamos tb responsabilizar Bezerra da Silva pela “epidemia das drogas”?

    Malandragem dá um tempo. Deixa essa pá de sujeira ir embora. É por isso que eu vou apertar. Mas não vou acender agora…ihhhhh! É que o …

  • Luiz Antônio

    Bom, muito bom, tá ficando chato demais isso por aqui, a única correção é que pedofilia só pode ser praticada com menor de 14 anos, a idade do consentimento no Brasil é maior de 14, portanto o poeta não pode ser acusado disso…De resto perfeita sua crônica do domingo.

  • Joao da TROÇA anarco-carnavalesca BACURAU da Rua NOVA do Sertão – em St’ANA!

    ôBa, FoliÃ/õS de litorais canaviados a sertões ensolarados, por uma ZOAÇÃO ampla geral e irrestrita … “nem o DDT/ vem ÔTA em meu lugar” [RAUL, Krig-há, Bandolo! 1973], https://www.vagalume.com.br/raul-seixas/mosca-na-sopa.html
    Em St’ANA semiárida pausa na QUARESMA, retomando as cinzas na PÁSCOA 7 Quinas R NOVA em folia MICAREME fora de ÉPOCA, http://www.alagoasnanet.com.br/v3/prefeitura-de-santana-do-ipanema-deve-realizar-festa-de-carnaval-neste-ano:
    Ao SABOR dos ventos da beira-MAR, a pipa do VOVÔ TV tentando mais uma EMPINADINHA: alguma SUBIDINHA? [A Pipa do VOVÔ, 8ª melhor Marchinha VEJA 2011], https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Pipa_do_Vovô
    Sem MEDO de ser FELIZ nas CANÇÕES eróticas de NINAR de Tom ZÉ (1936, 80 de idade) em SãPÁLIO: 495 blocos em 2017 em SãPÁLio, 306 em 2016, 200 em 2014) com a BANDA Charlie Brown Jr (1992-2013):
    * POLIGAMIA! Casei c tua IRMÃ, c tua PRIMA e t TIA! … – Vc nU meu lugar NUM vai dizê q NUM faria?
    * Barraca ARMADA! Com meu PETRÓLEO tua máquina funciona BEM: … – Vou te comprar pU meu HARÉM! [SHEIK], htttp://www.vagalume.com.br/charlie-brown-jr

  • Joilson Gouveia Bel&Cel RR

    Bem por isso que já havíamos dito, repetido e reiterado de que “éramos felizes”: http://gouveiacel.blogspot.com.br/2016/11/eramos-felizes-ah-como-eramos-felizes.html; e de que fora debalce a anelada redemocratização: “http://gouveiacel.blogspot.com.br/2016/10/redemocratizacao-fracassada-direita.html” e, de, enfim, urge endireitar nossa nação, a saber: “http://gouveiacel.blogspot.com.br/2017/02/urge-endireitar-nossa-patria-briosas.html”. Ou não?
    Eis, pois, muito bem esposado pelo nosso literata acetés o legado “progressista” cultuado por ignotos, ignaros, agnósticos e incultos adeptos do “pensamento-crítico” que, intolerantemente, risível, iracunda e irascível “pregam a tolerância, a diversidade, o multiculturalismos e a ignominiosa, ignóbil, incoerente e incongruente ideologia de gênero” de intelectuais desprovidos de bom-senso ou sensatez e o mais mínimo conhecimento!
    Abr
    *JG

    • Joao TT

      Êitcha @-MUNDO véi democrático e ENTEDIADO! … rsRs
      Danam-se litorais CANAviados: melhor engatar MARCHA à ré, ENTENDIDOS! … Kkkkk
      ENTENDIDO: homossexua quI nUm se considera TAL viado ou tchola, qualira ou chibungo, NEM invertido: com a “a mente aberta”, ENTENDI sim!
      Sim SinhÔ, CORONÉ democrôto!
      http://www.dicionarioinformal.com.br/entendido

  • Joilson Gouveia Bel&Cel RR

    ERRATA
    Bem por isso que já havíamos dito, repetido e reiterado de que “éramos felizes”: http://gouveiacel.blogspot.com.br/2016/11/eramos-felizes-ah-como-eramos-felizes.html; e de que fora debalce a anelada redemocratização: http://gouveiacel.blogspot.com.br/2016/10/redemocratizacao-fracassada-direita.html e, de, enfim, urge endireitar nossa nação, a saber: http://gouveiacel.blogspot.com.br/2017/02/urge-endireitar-nossa-patria-briosas.html. Ou não?
    Eis, pois, muito bem esposado pelo nosso literata acetés o legado “progressista” cultuado por ignotos, ignaros, agnósticos e incultos adeptos do “pensamento-crítico” que, intolerantemente, risível, iracunda e irascível “pregam a tolerância, a diversidade, o multiculturalismos e a ignominiosa, ignóbil, incoerente e incongruente ideologia de gênero” de intelectuais desprovidos de bom-senso ou sensatez e o mais mínimo conhecimento!
    Abr
    *JG

  • JEu

    Creio que tudo está na “cabeça” de quem pensa a música ou a interpreta no dia a dia… Se a intenção é prejulgar quem quer quer seja, não será uma letra de música que vai provocar tal comportamento… é a pessoa que é assim mesmo… lógico que não se deve permitir letras intencionalmente incentivadoras dos preconceitos… dessa forma, também creio, que o mais importante é ensinar nossas crianças a não serem preconceituosas e a respeitar todas as pessoas como iguais… assim, em vez de se ficar perdendo energia, tempo e dinheiro com tais tolices, dever-se-ia empregar todos esses recursos na educação… e com certeza o país será bem melhor para todas pessoas…

  • JOAO

    Ricardo posso cantar pelo menos no banheiro ( SE GRITA PEGA LADRÃO ) EU VO PRESO , PERGUNTA e canta ei mindá o dinheiro que os gabiru levou eu levo guanto tempo de cadeia pego…….

  • carlos

    Pois,preconceito dos preconceitos vai das cotas nas universidades entre outros!

  • Joilson Gouveia Bel&Cel RR

    Reeditando para nunca esquecer, a saber:
    UNANIMIDADE DA IGNORÂNCIA E A IMPOSSÍVEL HEGEMONIA ESCARLATE DA ODIOSA ABSTRUSA “TEORIA DE GÊNERO”

    Joilson Gouveia*

    Toda “a ignorância é atrevida”: seria um aforismo popular ou a teria dito o nosso polêmico sagaz, sarcástico e satírico escritor, jornalista, cronista e autor Nelson Rodrigues, que assestara “toda unanimidade é burra”?
    Com efeito, inclusive, houve quem pesquisasse, duvidasse, contestasse e explicasse sobre ela não ser de sua autoria, e sim do famigerado sanguinário nazista ou de um escritor alemão, e citada por Hitler, mas vejamos aqui, a saber:
    · Melhor resposta: Muitas pessoas, sem pensar, usam a terrível afirmação de Nelson Rodrigues: “Toda unanimidade é burra”.
    · Trata-se de uma frase de efeito. Como aquela outra: “Nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais”. Ou esta: “Um suicida já nasce suicida”. Expressões que Nelson colecionava para nos fazer refletir, provocar polêmica, e não para encerrar discussões ou aumentar o número de lugares-comuns.
    · Frase de efeito que é também armadilha de Nelson. Quando todo mundo concordar que toda a unanimidade é burra ficará comprovado que toda a unanimidade é burra mesmo!
    · A palavra “unanimidade” vem do latim unanimis. Significa, simplesmente, que duas ou mais pessoas vivem com um (unus) só ânimo (animus). Um time de futebol bem treinado, uma equipe de trabalho bem articulada, dois amigos leais, um casal que pensa e age em harmonia são exemplos de unanimidade inteligente.
    · Em dados contextos, sim, a unanimidade pode ser burra. É burrice todos obedecerem cegamente a uma ordem que vem não se sabe de onde com finalidades obscuras ou inconfessáveis. É burrice, por exemplo, comprarmos um livro pelo único fato de ele constar da lista dos mais vendidos. Unanimidade inteligente começa na alma de cada um. Começa na individualidade. Na luta pessoal contra as nossas intolerâncias, contra essa tendência a só sentir as próprias dores, a observar o mundo pelo buraco de um canudinho.
    · Unanimidade inteligente requer a liberdade de distinguir entre o direito nosso de questionar e o dever nosso de comprometer-nos. Requer, mais ainda, a capacidade de reconhecer que podemos estar errados e a maioria estar certa…
    · Existem unanimidades excepcionais. Os especialistas da educação são unânimes, por exemplo, ao afirmar que todo aluno pode descobrir o prazer de aprender. Esta verdade ajudará os professores a trabalharem com ânimo e esperança.
    · Espero que sejamos unânimes, também, quanto a certas idéias e valores que nos obrigam a repensar nossa conduta, pedir perdão, desdizer o que dissemos, enfim, melhorarmos como pessoas.
    · O ser humano é perfectível. Seremos mais humanos se formos unânimes naquilo que valha a pena. A melhor forma de vencer a unanimidade burra é participar da unanimidade inteligente.” – in https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080908130156AA1CcN3 by Priscilla Winchester. (Sic.)
    Entrementes, independentemente de quem seja seu autor ou a tenha dito, toda unanimidade burra ou “inteligente” conduz, seduz ou induz à alegação de que todos seríamos iguais in genere e não semelhantes enquanto seres humanos distintos, díspares, diversos e diferentes de saberes, conhecimento, cultura, razão, intelecto e inteligência e não somente quanto ao aspecto sexual (sexo masculino e sexo feminino) que querem, desejam e tentam impor uma unânime dominante ideologia hegemônica do tertius genes, abominando, desconhecendo e ignorando os hereditários pares de cromossomos, gametas, zigotos (homozigotos e heterozigotos ou os pares “xx” e “xy”); coisas típicas da anelada, sórdida, descabida, impossível e improvável dissimulada hegemonia escarlate em seus mais de cinquenta tons!
    A lógica ilógica ou falta desta (lógica) é a mesma insana sandice de quando se imagina ou se supõe que todos chineses ou japoneses são iguais ainda que semelhantes, similares e parecidos uns com os outros ou tal e qual tailandeses e coreanos. Imagine-se aqui, num Brasil multirracial, multiculturalista ou multiétnico, misturado e miscigenado com cultos aos “dias de consciência” disso ou daquilo ou quejandos, por exemplo?
    Melhor seria se tivéssemos dias de consciência humana enquanto seres humanos que demonstramos não Ser. Na prática, não temos sido humanos! Faltam-nos cultuar os princípios, valores, ânimos e ideais ou ideias sem ideologias carcomidas, fracassadas e ultrapassadas que nunca deram certo por serem o próprio erro!
    Doutro lado, a ignorância (unânime ou não) campeia atrevidamente solta numa ousadia intrépida, ridícula e desafiadora, mormente aos borbotões de bordões de algumas centenas de jovens ignaros, agnósticos e inocentes úteis lobotomizados ou manietados e manipulados pelos “grandes pensadores críticos” esquerdistaPATAS que se dizem “educadores” – que saudades dos verdadeiros professores que ensinavam-nos a aprender e não só a apreender e decorar seus ditos e dizeres – ou pensam ser pensantes pedagogos ou psicopedagogos, que bombardeiam nossas crianças e não mais somente à juventude (adolescentes secundaristas e universitários) literalmente usados para defesa indefensável de interesses partidários, jamais educacionais ou culturais ou intelectuais!
    De mais a mais, no Brasil, ignorância ou ignorar (agnosia) é sabedoria ou como bem o disse Olavo de Carvalho: “o Brasil é o único país do mundo onde a ignorância é fonte de autoridade intelectual”. Daí estarmos em odiosa estagflação ou degradação generalizada e quase total!
    “Por que” – como bem indagado e dito por Morgan Freeman – “não há um dia da consciência branca, amarela, porquê há de ter um dia ou um mês da consciência negra?”. Disse mais, a saber: “O dia em que pararmos de nos preocupar com a consciência negra, amarela ou branca e nos preocuparmos com a consciência humana o racismo desaparece” – veja sua entrevista aqui, a saber: https://www.facebook.com/229282227416635/videos/364290577249132/
    Além do mais, a mídia televisa aberta ou fechada tem dado mostras cabais nessa campanha aniquiladora dos princípios, valores e ideais ou ideias constitutivos e constituidores da célula mater da nossa Sociedade: família. – Vejam ao ignominioso iníquo e sórdido programa “Encontros”, de Fátima Bernardes, que sugestiona, influencia, dissemina e apregoa novos valores, nas cabecinhas de crianças entre seis e doze anos, ao mostrar vídeos “voluntários”, “espontâneos”, “inusitados” ou “inesperados” de casais gays se declarando e se beijando à luz do dia, e com comentários de pedagogos, psicólogos e atores gays tentando “normalizar suas condutas ou preferências sexuais”, aviltando, denegrindo e degradando os valores da família ou, no mínimo, confundindo suas cabecinhas ingênuas, inocentes e ainda ignorantes dessas tais “preferências” e “opções”. Onde o MP, Juizados da Infância e respectivos Conselhos Tutelares?
    Uma coisa é ser contra a homofobia outra é ser apólogo do gayzismo ou do homossexualismo masculino ou feminino ou bissexualismo ou mesmo o feminismo ou o machismo, para nossas crianças. Ou não?
    Nada contra aos que têm essas ou aquelas preferências, mas deixem nossos inocentes em paz e tranquilos com sua inocência ingênua infantil e próprias de crianças. Por que essa açodada pressa sobre tais temas?
    Como pregar a tolerância e a aceitação ou compreensão às diversidades se tentam impor a unanimidade, unicidade ou uniformidade ou hegemonizar o tertius genes dessa absurda, abjeta e abstrusa teoria de gênero? Passaremos a ser seres comuns de dois ou mais gêneros, doravante? Extinguiremos os seres machos e fêmeas ou extirparemos os héteros: homens e mulheres?
    Enfim, em se tratando de preferência, escolha ou opção, deixai-os, pois, selecionar ao seu livre alvedrio, nuto, talante e gosto pessoal, individual, privativo e íntimo de cada Ser ou de per si; ou não? – Gustibus et coloribus non se disputatur: gosto e cor não se discute, nem devem ser impostos ou impostas; ou não? Qual o propósito e a quem interessa essa gana ou moda e modismo?
    Isso sem falar na ignominiosa, iníqua e ignomínia ou oprobriosa enquete de escolher a salvação da vida entre um policial e um traficante? É um descalabro! Uma apologia transversa ao crime senão aos criminosos! Ou não?
    Bem por isso, digo, repito e reitero: urge endireitarmos nosso Brasil!
    Abr
    *JG

  • Giuseppe Gomes

    Discordo, caro escriba. A inteligência ou a sutil ironia do seu texto, não me convencem de que as marchinhas de carnaval ou a garota de ipanema sejam discriminatórias ou contribuam para a disseminação do preconceito de que todos (sem exceção e eu sou negro)sofremos a cada dia. Daqui a pouco, não poderemos nem falar. Já pensou se a inspiração do poeta passar a excluir palavras que possam “significar” preconceito? Helô Pinheiro sem Vinícius e Tom Jobim, teria sido uma notória desconhecida!Afirmar que arqueias as sobrancelhas demasiado é preconceito? E o quê dizer dos textos sagrados, que condenam os pecadores para ao final lhes conceder o céu, bastando para isso um simples pedido de perdão? Preconceitos existem, estão arraigados – infelizmente – no nosso sangue e nas mentes de um povo que vive fingindo ser educado, quando a educação lhes convém.

    Resposta

    Meu caro Giuseppe:

    Acho que dizemos a mesma coisa por caminhos literários (?) diferentes.
    Sugiro uma nova leitura do texto.

    Forte abraço,

    Ricardo Mota

    • Giuseppe Gomes

      É verdade, caro escriba. Não discordo de você, evidente! Discordo de, como pessoas outras, tentam agigantar-se diante de questões tão pequenas. O racismo e o preconceito não deixarão de existir pelas marchinhas de carnaval excluídas do cancioneiro popular.Continuo teu fã, mesmo às vezes discordando, relendo e arquivando os seus textos quando estes – literariamente – não estão ao meu alcance.

      • Joilson Gouveia Bel&Cel RR

        Além do mais, como bem destacado por Morgan Freeman, um dos negros mais destacado nas artes-cênincas dos isteites, a saber:
        “Por que” – como bem indagado e dito por Morgan Freeman – “não há um dia da consciência branca, amarela, porquê há de ter um dia ou um mês da consciência negra?”. Disse mais, a saber: “O dia em que pararmos de nos preocupar com a consciência negra, amarela ou branca e nos preocuparmos com a consciência humana o racismo desaparece” – veja sua entrevista aqui, a saber: https://www.facebook.com/229282227416635/videos/364290577249132/

        Será o fim do odioso, iracundo e odiento racismo!
        Abr
        *JG