O afastamento do desembargador Washington Luiz das atividades judicantes obriga o Tribunal de Justiça a uma recomposição das forças internas.

Isto vai acontecer, me garantiu um especialista em TJ, sem que o público externo se dê conta. Será tudo discretamente e sem embates ruidosos.

O presidente afastado é um personagem único na casa, com laços políticos – e até partidários – externos como não tem, por exemplo, o seu vice, que agora assume a direção do TJ: o desembargador João Luiz de Azevedo Lessa.

Ele se mantém completamente afastado de quaisquer lideranças políticas, a quem não costume receber nem mesmo nos casos em que os personagens estão envolvidos – o que também não é lá muito comum entre os seus pares.

Os grupos dentro do TJ não são muito nítidos ou estáveis, e as composições acontecem de acordo com as circunstâncias.

A saber: o mais próximo a Washington Luiz é o desembargador Kléver Loureiro. Uma relação – de proximidade – que também existe entre os desembargadores Otávio Praxedes e Pedro Augusto, que já “renunciou” à condição de futuro presidente do TJ por duas vezes (Praxedes assumirá o posto em fevereiro de 2016).

Dois outros desembargadores que são bastante próximos: Fernando Tourinho e Domingos Neto.

Os demais, ainda que mantenham boas relações, não formam exatamente em composições mais evidentes.

O desembargador Washington Luiz, lembremos, conta com forte apoio da Almagis e até da AMB – Associação dos Magistrados do Brasil – nos processos que responde no CNJ.

O que acontece, bem sabemos, pelo trato político diferenciado – não exatamente por ser um magistrado exaltado pelos conhecimentos jurídicos.

Fato concreto: durante o seu afastamento, o TJ deve ter uma atuação mais distanciada dos demais poderes – e de seus integrantes, principalmente.

Almeida vira coadjuvante da própria campanha a prefeito
Fenaj e Sindicato dos Jornalistas se solidarizam com o colega Odilon Rios
  • Solon Levi

    Quando será possível termos a liberdade de imprensa, pois o medo de falar a verdade aceca do Judiciário, se torna tão difícil neste País, ou mesmo nestas paragens.
    Corruptos e corruptores apostam na leniências e morosidade dos judiciários Brasil afora para continuar com os crimes contra a população, numa certeza vil de Impunidades e oportunidade de crimes contínuos.

    • Márcio Farias

      Ricardão, seu texto ficou tão cuidadoso quanto ininteligível…Mas, entendo perfeitamente suas razões…

  • JEu

    Eu acho é que, depois da decisão Toffoliana, fica cada vez mais difícil acreditar em alguns tribunais… Ainda bem que temos um Sérgio Moro no Brasil ou estaríamos completamente sem esperança…

  • REGINALDO

    Senhor Jornalista: Seria de bom alvitre que os magistrados do Estado de Alagoas, incluindo os srs. Desembargadores, seguissem o exemplo do honrado e digno Magistrado MORO, que vem dando um bom ensino a magistratura brasileira.

  • A VEZ DO EXEMPLO NA SECRETARIA DE CULTURA

    Ricardo,será que o Renan Filho vai seguir o exemplo do CNJ, afastando a nobre secretaria de cultura, Melina Freitas, pelos semelhantes motivos do afastamento do Pai. Afinal são nada mais nada menos que, 400 indiciamentos por improbidade, quando esta era Prefeita da pobre e bela cidade de Piranhas. RENAN FILHO TÔ DE OLHO !

  • carlos

    A vez do exemplo.Tudo tem o seu tempo e no caso de desembargador,o governador está dando tempo o tempo.É aquela velha história rolete chupado vira pagaço.Melina,já tem o seus dias contados se o pai,não serve mais então…