O advogado José Costa tem autoridade para falar sobre a Constituição Federal.

Não apenas pela sua condição profissional, atividade em que é respeitado por todos os operadores do Direito que o conhecem. Mas também porque ele estava entre os constituintes de 1988, sendo um dos responsáveis pela elaboração do artigo que trata da imunidade parlamentar.

Portanto, ninguém melhor do que ele para discutir a prisão do senador Delcídio do Amaral, a primeira desde que a Carta Magna foi promulgada.

Convidado do Ricardo Mota Entrevista desta semana, Zé Costa, como é conhecido, aborda o tema em profundidade e arrematada:

– A Constituição é o que o STF diz que é.

Conformismo?

De jeito nenhum. Ele reconhece que a ideia original da Constituinte era dar proteção aos parlamentares na sua insubstituível atividade política, mas o que acontece agora leva a uma “interpretação criativa” do STF:

– Um terço do Senado responde a processos no STF.

Unindo, como poucos, o seu conhecimento jurídico à experiência adquirida como parlamentar – inclusive, constituinte –, José Costa passeia pelos temas da história e da atualidade.

Vale a pena conferir.

Ricardo Mota Entrevista
Domingo, 8h30, TV Pajuçara
Convidado: advogado José Costa

O que é da palavra
Decisão do STF sobre voto aberto no Senado seguiu MP de Alagoas
  • SEVERINO FEIJÓ DE MENDONÇA

    TEMOS UM HOMEM DE BEM NA POLÍTICA ALAGOANA QUE É O ADVOGADO JOSÉ COSTA. SEMPRE RECEBEU MEU VOTO DURANTE A DITADURA MILITAR,ERA MUITO COMBATIVO E DEIXOU UMA LACUNA ENORME AO SE AFASTAR DA VIDA PARLAMENTAR DESTA NAÇÃO.

  • Jorge

    Seria bom, ele com grande saber jurídico, não ter concordado com essa famigerada imunidade parlamentar, só tem levado a impunidade. José Costa, um autêntico MDB, poderia travar uma campanha levando ao fim essa vergonha, a Imunidade Parlamentar!
    É um sonho, pois, serve para os advogados ganharem dinheiro fácil!
    Porquê a OAB não se pronuncia?
    Boa pergunta para um bom texto, caro Ricardo Mota.
    Bom final de semana!

  • ARTUR

    O Dep. JOSÉ COSTA não deveria se afastar da política mesmo sabendo das dificuldades que os eleitores vendedores de voto tem em reconhecer seu nome. Prefiro perder meu voto com um político sério e honesto, que triunfar com os atuais políticos que nos envergonham. Dr. ZÉ COSTA, vamos a luta junto com os políticos que merecem o respeito a exemplo de HELOÍSA HELENA. VOCÊS NÃO PODEM ABONDONAR OS ALAGOANOS DO BEM.

  • Luiz António Maciel de Araujo

    José Costa, intelectual honesto e político decente, Alagoas perde enormemente com sua ausência na Câmara, fazer o que? , seria um tribuno que ouviriamos com prazer, já que nossa bancada é tão silenciosa… E ainda por cima fabricou o melhor sorvete do Nordeste!! Longa vida para você deputado que Deus te abençoe.

  • Edson Filho

    Os outros 2/3 ainda não foram investigados ou denunciados. É por isto que pessoas de bem teem ojeriza da política brasileira!
    Alagoas é o berçário da corrupção brasileira, estamos sempre em primeiro lugar, em tudo de ruim que a política pode produzir! A OAB, precisa encampar a extinção da famigerada imunidade parlamentar que estimula o crime no meio político.

  • Marcelo

    Selma, Moura Rocha, Mendonça Neto, Nilson Miranda, Djalma Falcão, Camucé, Eduardo Bonfim, Teotônio Pai… Zé Costa e Renan eram nossas esperanças naqueles tempos duros. Quem não teve a vida ceifada foi escanteado pelo Eleitor Alagoano. Restou este último, que é o que é hoje.
    Fosse o contrário, certamente a minha Alagoas seria outra hoje.
    Parabéns Zé Costa! Você fez a sua parte, e eu com muita honra participei.
    É isso.

  • JOBSON, DO SINDIMETAL

    Ricardo, primeiramente, comungo com suas palavras em relação ao merecido destaque ao político e jurista “Zé Costa”.

    Quanto ao dizer que “Um terço do Senado responde a processo no STF”, acho que esse número é, proporcionalmente, inferior à quantidade de eleitores corruptos, que são aqueles que só votam por dinheiro e derrotam quase todos os candidatos que não lhes dão suborno.

  • Luiz Carlos Godoy

    Bela história de vida! É entrevista para ficar para a História…belo texto!

  • JEu

    Percentual dos senadores alagoanos é de 100%. Mais uma vez somos recordistas dos maus-feitos….!!!!!

  • observador

    Zé Costa homem de bem e expoente jurídico das alagoas. Fui e sou eleitor de carteirinha do mesmo.

  • Williams Roger

    Imunidade parlamentar, uma aberração contrária ao Estado Democrático de Direito.

    E uma Constituição que ñ é cidadã. E sim um sistema de poder criado para manter as capitanias hereditárias, os clãs e as oligarquias e seus familiares no poder.

    Essa Constituição já nasceu morta, pois valida a corrupção. Ela tem q ser enxuta. Ou seja, só outra!

    Sem “quinto Constitucional”, sem esse número absurdo de deputados e vereadores em efeito cascata, sem 3 vagas de senador por Estado, um só resolvia, sem mordomias, sem verba de gabinete, sem altos salários, pois é uma aberração um parlamentar receber mais q um médico ou um professor, este último que forma a todos, sem verba partidária, sem carros blindados, sem segurança e plano de saúde pago por nós, sem código penal arcaico com brechas de propósito, sem que nada seja feito contra os corruptos. No qual em outro país, um corrupto já tinha renunciado, ou já estava na cadeia.

    E toda essa aberração, foi o senhor q “ajudou” a concretizar.

    E ñ se pode se esquecer do sujo falando do mal lavado. Pois vários nomes de ministros do STF foram citados!

    E juiz ñ pode ter inclinação, tem q ser imparcial!

    E ñ nos esquecemos também da cleptosentença!

    Àquelas das decisões “monocráticas”!

    Defenda o fim da imunidade parlamentar?!

  • Zé do Povo

    Querer colocar a culpa pela classe política que nós temos nos analfabetos é muito fácil e conveniente, esquecendo por exemplo que na eleição da própria OAB-AL (e em outros estados também, e não somente nessa instituição) os escolarizados de nível superior vendem seu voto, em troca dos mais diversos favores, esquece que quem financia a compra de votos, é nossa escolarizada elite, responsável também em sua maioria pelo analfabetismo (inclusive político).