Por dever de ofício, acompanho o cotidiano no governo do Estado – até onde é possível, pelo menos.

Da nova equipe de governo, poucos se mostram tão comprometidos com o trabalho quanto o secretário George Santoro.

Considerado “mão de ferro” no controle das finanças, com reclamações de vários setores – e não sem razão -, ainda assim, ele tem se destacado pela capacidade de conversar e negociar com todos os segmentos que se julgam prejudicados, o que inclui o funcionalismo público.

Isso já é uma qualidade rara para quem ocupa o posto de secretário da Fazenda. Não, ele não é “bonzinho”, e não terá sido por isso recebeu o convite para ocupar a pasta.

O “Pacote do Santoro” foi a fórmula que o governo encontrou para melhorar a situação preocupante dos cofres estaduais. Mas é importante deixar claro que todas as decisões, ao final, são políticas, tomadas pelo governador Renan Filho.

Santoro há de saber que vai “apanhar” um bocado, nos próximos dias, por causa das medidas – sete – encaminhadas à Assembleia Legislativa.

E lá, onde as matérias serão debatidas, o secretário da Fazenda estará na segunda-feira. A Casa, para que possa parecer a caixa de ressonância da sociedade, deveria realizar uma audiência pública em que estivessem presentes os representantes de vários segmentos, mesmo os que pudessem contestar os aumentos de impostos previstos no tal pacote, o que sempre nos traz a sensação de injustiça (histórica).

Quero crer que o próprio secretário, pela postura democrática que tem demonstrado, não se oporia a um debate franco, aberto, para que pudesse expor as suas razões, também ouvindo as reclamações da sociedade.

“Quero deixar tudo claro para que as pessoas saibam o que estamos propondo”, me disse por telefone.

Seja como for, se o governo de Alagoas conseguir, minimamente, deixar as contas em dia este ano, sem atrasar, por exemplo, os salários dos servidores, será ele o grande responsável por esse “êxito”.

Até porque a solução para Alagoas está em Brasília. E quem manda nas finanças do Planalto não parece entender que os governos existem para servir ao povo – e não ao Mercado.

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  • JEu

    Pois é, Ricardo, por estas bandas tupiniquins o que importa é o mercado mesmo… o povo continua sendo só um detalhe e números estatísticos, nada mais… Não posso dizer que, nestas terras caetés, a coisa seja muito diferente, embora não possa discordar, totalmente, do secretário Santoro. Só acho que aqueles que podem pagar mais (as grandes fortunas) estão sempre “ganhando” e tirando “vantagens” da situação. Até o momento continuo sem resposta para a pergunta: e a questão do ICMS não recolhido pela movimentação da cana-de-açúcar das usinas, que foi “perdoado” por Decreto estadual?

  • Há Lagoas

    Quem dera todos aqueles que nutrem simpatia pela esquerda tivesse o mesmo senso de equilíbrio como o seu. Creio que seria muito mais fácil o dialogo e a construção de acordos pelo bem comum.
    Minha leitura a seu respeito – e o ultimo paragrafo de seu artigo afirma isso – é que independente das ideologias, ainda é possível encontrar indivíduos com pensamento de esquerda que não personifica o radicalismo de teorias marxista.
    A respeito do atual secretário de fazenda, Santoro é um mal necessário, assim como Levy não é o Darth Vader da história…

  • Valdemir

    Alagoas precisa avançar.
    Entendo que o Secretário esteja fazendo o melhor para um Estado cheio vícios (sonegações, renuncias injustificáveis de receitas, favorecimento a certos setores econômicos…). Vamos torcer para que estas medidas deem uma dinâmica evolutiva ao nosso Estado que possui os piores indicadores econômicos e sociais do Nordeste.
    O mais triste é que essas medidas terão que passar pelo nefasto fisiologismo do Legislativo e ainda terá que enfrentar alguns discursos contrários de deputados que acham que Alagoas é uma fonte de recursos inesgotável.
    Esse debate entre o Secretário e os Deputados deveria ser ao vivo para todos os alagoanos.
    Repito: o debate entre o Secretário e os Deputados deveria ser a vivo, nós, alagoanos, precisamos ouvir isso pelo rádio pela televisão.
    Vamos aguardar. Você concorda, Ricardo?

  • Valdemir

    Concorco com o JEu,
    A questão do ICMS não recolhido pela movimentação da cana-de-açúcar das usinas, que foi “perdoado” por Decreto estadual?
    Creio que este Decreto tenha sido revogado, mas o Secretário deveria explicar isso.

  • Consigliere Alagoano

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    Um texto do Consigliere para Santoro e R.F.
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    Este “INTERVENÇÃO CIRÚRGICA”, sempre trás EFEITOS COLATERAIS, que só vão APARECER, nas doações de Campanha, numa possível reeleição R.F. em 2018, e não esqueça, DOADORES tem MEMÓRIA de elefante…
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    Roma NÃO foi feita em 7 dias, uma forma de cortar despesas é reavaliar o PESO da máquina Pública, ainda há o que CORTAR e em CASA.
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  • janson

    Santoro faz um ótimo trabalho. quem vai pagar mais é quem pode mais. carros de motores 2.0 para cima, bebidas, cigarros, etc. Parabéns.

  • Antônio Porfírio Netto

    Entendi, Ricardo Mota, é tudo culpa da Dilma e do seu governo capitalista /neoliberal, bom seria se fôsse o governo do PSDB, pois são socialistas e populares, e contra os bancos, e bonzinhos, e a favor das classes menos favorecidas…e..e.. O que é isso companheiro?

    Resposta:

    Leia de novo, por favor.

  • fred

    Alem dele temos o secretario de segurança pública, ALFREDO GASPAR DE MENDONÇA, pois o governador mostra sua intenção ao dá aumento e planos para a segurança.