O presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde, Ubiratan Pedrosa, acha que o governo do Estado pode e deve gastar mais com a Saúde Pública.

Esta é a opinião do conjunto dos secretários dos municípios alagoanos. Eles gastaram, em média, no ano passado, 22,5% da arrecadação das prefeituras com a Saúde Pública (o mínimo é de 15%, constitucionalmente).

O caso de Arapiraca, cujo secretário é o próprio Pedrosa, ainda é mais grave: foram 31% da arrecadação do município.

E o governo do Estado?

“Pouco mais de 12%, o limite estabelecido pela Constituição”.

Eis uma das decisões tomadas ontem pela direção do Cosems: os secretários querem uma audiência com o governador, através da AMA, para que este percentual avance, dividindo um pouco dos efeitos da crise com as prefeituras.

Os secretários também vão tentar algum socorro junto à Assembleia legislativa. Eles pedirão que os deputados alterem o projeto de orçamento para 2016, aumentando o repasse para a Saúde, que praticamente igual ao que está previsto para este ano.

Lá em Brasília, onde se encontra, Ubiratan Pedrosa só tem recebido más notícias. Por exemplo: apenas para a média e alta complexidade, a dobradinha Dilma-Levy cortou R$ 16 bilhões no projeto de orçamento para o próximo ano:

– Nós estamos mostrando aos prefeitos e vamos mostrar aos parlamentares federais, na próxima semana, que aquilo que já está ruim deve piorar.

Pedrosa acha que já este ano o governo federal deixará de repassar aos estados e municípios os recursos do SUS no mês de novembro.

“Nós estamos cortando o que é possível, mas tudo tem um limite, e nós estamos chegando ao nosso”.

O esforço junto à bancada federal é com o objetivo de fazer andar a PEC Saúde Mais dez, de iniciativa popular, que visa destinar 10% do orçamento da União para a Saúde.

E a turma topa?

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