Depois da denúncia do vetusto PGR Rodrigo Janot contra o senador Collor, agora foi a vez da família De Lira – Biu e Arthur – ser indiciada pela PF na Operação Lava-Jato.

Tudo bem: é um passo a menos – ainda – do que o foi dado em relação ao ex-presidente.

É muito mais, porém, do que aconteceu até agora em relação ao presidente do Senado, Renan Calheiros.

Com a maior bancada – proporcionalmente – na Lista de Janot, o indiciamento da PF vem a confirmar: pelo menos em algumas áreas da vida nacional, Alagoas é maior do que parece.

E haja mar!

Caso TC: governador Renan Filho pode desmentir senador Renan pai
Comissionados do estado terão que passar por "vestibulinho"
  • ejtv

    Alagoas tem sofrido muito com escândalos políticos. Não é a toa que somos motivos de piada, humilhações. Eleição após eleição, continuamos reconduzindo os mesmos nomes que já contam com extensas denúncias de crimes, com as facilidades que o cargo lhes permite. Uma tristeza sem fim. Alagoas continua amarrada a seus próprios erros e assim continuará por muito tempo até que as futuras gerações, com mais sapiência, mudem os rumos políticos da Terra dos Marechais.

  • Decepcionado

    POR CAUSAS DESSES PELEGOS É QUE SOMOS UM ESTADO TÃO POBRE, ENQUANTO ELES E OS AMIGOS TODOS RICOS, AQUI PRA NÓS RICARDO MOTA ESTAMOS NO LIMITE DE TANTA PILANTRAGEM.

  • viajante

    Alagoas as as as as. o que não presta passando de pai para filho

  • WELLINGTON

    Isso é fruto das nossas escolhas. Infelizmente teremos que pagar o preço por manter com os mandatos em alagoas.
    Deus salve os alagoanos, amém.

  • Há Lagoas

    É uma prova inconteste que não sabemos votar.
    Democracia só é plena quando se tem consciência, e isto ainda está longe de ser conquistado por nós brasileiros.
    Contudo, o amadurecimento de nosso povo pode ser letárgico, mas virá ainda em tempo para os nossos filhos e netos.
    Por uma Alagoas melhor para todos nós, aprendamos a votar no menos ruim…

  • JEu

    Gostaria que tudo isso tivesse um desfecho rápido. Com a perda do cargo de senador de um dos dois (Collor e/ou Biu) assumiria HH, a terceira mais votada. E, aí, seria feita justiça por estas terras, pelo menos por uma vez…

  • memória

    A maior cambada de que?

  • elson

    Quem sabe eles se lembrem dos tatu ramas 300 milhões desviados do povo alagoano

  • JOBSON, DO SINDIMETAL

    Ricardo, é quase impossível os políticos se elegerem sem comprar votos e, por isso, vem a pergunta:

    O mais corrupto é o político que só se elege se comprar voto ou o eleitor que usa seu voto para fabricar a corrução?

  • bebeto

    SERA QUE O BIU DLIRA VAI FAZER AQUELA DANCINHA PARA SE MANTER NO CARGO.

  • Pedro Abreu dos Santos

    Repare quanta hipocrisia, Ricardo Mota. Os que odeiam a Dilma, que colocam adesivos contra o PT, são em sua grande maioria (90%), eleitores de BIU Governador. Eles são mesmo indignados? Querem acabar com a corrupção? Me enganem que eu gosto.

  • Fabio Poeta

    Prezado jornalista Ricardo Mota, um poema que reflete esse momento de crise:

    POEMA PARA CEGOS VEREM (SE QUISEREM VER)

    Por que me assusta o imponente palácio da Lei?
    Que tipo de criaturas se avoluma por trás daquelas peles descamadas
    E debaixo daqueles ternos abafadiços?

    Os mortais passam por ali e olham admirados e miúdos – será que conseguem ver as majestosas ruinas do Poder?
    Os membros despedaçados que zumbem pelos corredores que rasgam as portas da sociedade fragilmente prostituída que assombram o silêncio chiado dos arquivos vivos
    E anunciam a própria sorte com a morte social-jurídica.
    O fenecimento daquilo que só existiu/existe em tese, esta tese que se fez/faz objeto,
    A coação finita da juridicidade.

    Muitos dos pobres-diabos hão de sustentar os novos falsos “reis”, os que foram/são inventados pela Conjuntura, numa espécie de conturbação social que põe arestas nos miúdos seres das metrópoles e dos sertões.

    Oh tempos difíceis, como é insano vencer o teto do Ministro despetalando milhões de flores violadas!
    Oh que loucura doce, viver incólume e reinar nesse reino inventado/reinventado nesses tempos onde os danados vadiam o erário, enquanto os escuros seres tentam compreender toda essa insegurança jurídica avassaladora!

    Uns dizem para os espinhos de cansanção: Por que temer a crise, se tudo é uma invenção/reinvenção?!?
    Se falta dinheiro para o pão e o de-comer, por que temer a majestade da miséria magistralmente inventada/reinventada pelos Poderes?
    Morrer é como se tivesse vivido de mentira.

    Logo, a existência e a vivência são reais enquanto durem depois para que se quedam na perplexidade do nada. Do Ser e do Nada. Lembram?
    Da inconsistência do que restou do ser e do ter, pois ainda é improvável retornar para o lar carregando todo feitio de desgraça.

    Sentado nesta praça – provavelmente na Praça Deodoro – vislumbro vozes de terror. Percebo seus passos minando por dentro. Olho o Palácio, jamais terei entrada ali, como a maioria de nós, pobres-diabos ferlinghettianos, que circulam zonzos por entre essa multidão desabitada.

    Os mosquitos que um dia sugaram o sangue de Jorge de Lima… As baratas que mordiscaram o pão mofado de Lima Barreto… As moscas que cagaram no cuspe tinto de Charles Bukowski… Os escorpiões que desafiaram Sartre… As mariposas que deram sombra a Maiakovski… As larvas… Os vermes… Os micróbios… As bactérias… todos esses nobres que roeram e defecaram na putrefação cadavérica dos gigantes Kafka, Poe. Joyce. Todos esses aí têm entrada e sabem sair, como soda causticante ácida penetram impiedosos toda e qualquer alma. Do consagrado ao pobre-diabo. Direitos iguais e naturais.

    Às vezes me meto em adivinho só para descobrir o olhar febril de um pobre homem ou de uma pobre mulher. Então, uma angústia perfura minh’alma e tolhe o peito e esmaga a voz e emudece minha coragem.

    Às vezes é possível sentir no olhar o sofrimento do povo e até estranhar o sorriso tresloucado das pobres criaturas que acham graça na desgraça do outro.

    Por exemplo: é só levantar o olhar para ver. Ali, uma idosa se arrasta maltrapilha, a mão seca estendida, na porta do INSS.
    Provavelmente, os incautos surrupiaram o parco benefício e certamente a empurrarão para o precipício da morte por mais longos anos até aposentar-se – se não desaparecer para sempre.

    Outros milhares a mais, não importa a idade, velhos, prematuros ou jovens, todos esquálidos afogados na viagem da Cola.
    E ali, do outro lado, os ambulantes apelam, ameaçam, os fiscais sambam o samba do crioulo doido, os ambulantes riscam a faca, os fiscais riscam o código…
    Vocês não entendem que é preciso retornar ao inferno com a esperança no olhar?

    Sem falar nas tantas e tantas portas fechadas, falidas, engasgadas, abandonadas…
    Onde estarão aquelas famílias que um dia construíram um quinhão com o próprio suor, lágrima e sangue que num miserável segundo pelas mãos maléficas dos que desgovernam essa sociedade civil perderam tudo?

    Os bêbedos perguntam aquilo que aprenderam com os velhos boêmios: Se isso é governar/administrar, seja cidade, seja estado/Estado, por que somos constantemente assaltados pela sensação de desgoverno?
    Não seria isso uma perniciosa dialética? Tudo está invertido: o machado na mão do médico, o martelo na mão do mágico, o compasso na mão do Outro… Justiça não é justiça, governo não é governo, vida não é vida, tudo é desmantelo o que parece inteiro, fascinados e idiotas assistimos o mundo afundar sem saber como formular um questionamento.

    Os maltrapilhos de plantão diriam: Por isso é que ninguém percebe o lamaçal que escorre sorrindo por toda a cidade sob os próprios pés.
    Por que? POR QUÊ? PQP! Por que nasceram sem olhares e sem mortes.

    (Fabio Poeta)

    https://www.youtube.com/watch?v=6i0iMppTv8s