O senador Renan Calheiros tem dado sequência ao script que já havia anunciado ao primeiro-tio Olavo Calheiros e ao Filho, em reunião durante o mês de julho, na Barra de São Miguel (como este blog adiantou).

O enredo prevê a reaproximação paulatina com o Palácio do Planalto para que o governo federal estenda a mão para o governador de Alagoas.

Que fique claro: a atuação do presidente do Senado aponta no sentido de não colocar mais gasolina no incêndio, como pretende o colega dele, Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal.

Eis que Calheiros se reuniu com o ministro Levy, do desajuste social – expressão cunhada pelo senador – para discutir medidas pós-pacote, aquela que faz com que o ministro da Fazenda durma em paz, embora nos cause pesadelos (ele foi contratado para isso).

Se o peemedebista acena para o caminho da responsabilidade – disse que antecipar a votação das contas de Dilma “é tocar fogo no Brasil” -, ele espera reciprocidade do Palácio do Planalto.

Uma alternativa já revelada por este blog é o “reconhecimento”, pelo Tesouro Nacional, de uma dívida de R$ 1 bi para com Alagoas na “venda” – que nunca houve, segundo Renan Filho – da antiga Ceal.

O governador me disse que já conversou com Levy e ambos discutiram, já, uma fórmula para que o negócio seja fechado: a União desconta a dinheirama da – impagável – dívida de Alagoas. O que resultaria num repasse menor dos recursos do Estado para Brasília, no pagamento dos juros dessa mesma dívida.

Assim, com um argumento de matemática financeira, tão ao gosto de ambos – RF e Levy -, o acordo não chamaria a atenção dos demais pedintes – governadores e prefeitos lisos e endividados.

E o novo pacto federativo?

Eis uma questão essencial, da qual todos fogem feito ladrões em feira de rua (isso é só uma metáfora).

Deve vir mais por aí.

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  • Martinho Pinheiro

    Eduardo Cunha é um grande irresponsável, é um homem pequeno para o cargo que ocupa. E os que o seguem, alimentando suas fantasias odiosas, como o Dep. JHC, sempre virtuoso, bom moço, que já vai deixar o partido pelo qual se elegeu, são iguais a Cunha, loucos! João Caldas promete estremecer as bases do partido de Paulinho da Força.

  • Há Lagoas

    O Planalto já descumpriu promessas antes…
    A reciprocidade esperada por Renan – o pai – é de uma infantilidade absurda!
    Quem dera eu esteja errado!

  • wal

    Qual a autoridade neste pais, que tem moral para as peças:
    FERNANDO COLLOR, RENAN CALHEIROS, e EDUARDO CUNHA ?

  • Joao

    Mais esquemas da Bandilma!
    Fora PTralhas !

  • rosivaldo ferreira martins

    Sr. Ricardo, vejo com muita alegria, a forma como o Senador Renan Calheiros está conduzindo os parâmetros de governabilidade, o Brasil precisa de alguém com tal capacidade de agregar forças para atraversarmos este mar de aflições. Outrossim o Governador Renan Filho está desempenhando de forma muito serena e ajustada com a realidade que passa o nosso país e o nosso estado de Alagoas, só falta estirpar algumas peças oriundas do governo anterior. Boa sorte ao Renan pai e ao Renan filho e boa sorte Alagoas e Brasil!

  • Claudio

    Me causa nauseas as negociatas envolvendo Renan e Dilma, para defender seus interesses, e o pior é que a sociedade acha isso normal, inclusive alguns formadores de opinião, por isso o Brasil está no que ta hoje.