Collor conseguiu mais uma manchete nacional – e não foi de Veja. O seu discurso de ontem no Senado mostrou mais do que um homem amargurado, por causa da triste situação em que se encontra na Lava-Jato, na iminência de ser denunciado ao STF.

Não são poucos os que acham que o ex-presidente mede com precisão cada ato que pratica, cada sentença que pronuncia.

Não sei se é o caso, embora tenha também as minhas impressões.

O que vimos ontem foi o Collor primordial, aquele que ainda surpreende com suas ações abaixo do que podemos chamar de civilidade.

Tratar o PGR Rodrigo Janot como “filho da p…” poderia parecer inimaginável para qualquer outro colega dele no Senado. Mas eu falei qualquer outro, e não ele.

Só o histórico recente daquele que um dia ocupou o mais importante cargo da nossa República presidencialista- apenas contabilizando os últimos 6 anos, quando imaginava-se que os arroubos fossem, enfim, contidos pela maturidade – seria suficiente para que nos disséssemos (sobre ontem): “Mais do mesmo”.

Relembro: em 2009, numa sessão do Senado, um Collor ofegante e furibundo meteu medo nos seus pares e, principalmente, no octogenário Pedro Simon. Depois, o senador gaúcho confessou que tremeu. Revendo as imagens de então – disponíveis na internet -, há de se dizer que qualquer um tremeria.

Em 2010, dois episódios traziam para a ribalta, mais uma vez, o personagem que assustou o senador Simon: o que disse ontem sobre a mãe do PGR, Collor falou da genitora do jornalista Hugo Marques, da IstoÉ, que havia feito uma matéria que desagradara ao personagem.

No mesmo ano, na campanha eleitoral, escreveu o que será uma marca definitiva do político de vida já longa na história brasileira: cunhou a expressão “munhecada no espinhaço de bandidinho de m…”.

Essa linguagem chula substitui com frequência – demais – os discursos pontuados por palavras pescadas no dicionário, criando uma nova persona para o grande público.

Não acho, ao contrário de tantos, que devamos nos envergonhar pelo episódio de ontem. O que foi dito da tribuna do Senado dizemos todos – em mesa de bar, em briga de rua (em tempos de meninice) ou na sofreguidão do cotidiano. Eis o tempo e o lugar em que até se admite a incivilidade e/ou a irracionalidade. Não é o caso do Congresso Nacional.

Todos nós temos um ser primordial. Saber domá-lo pode ser um dos grandes ensinamentos da vida – desde que seja possível.

Lei Seca autuou 729 motoristas por embriaguez em Alagoas em 2015
Dudu Holanda não se licencia e pede que faltas sejam justificadas
  • Justiça !

    E aí eleitores do Colorido, vão votar nelle de novo ? O cara não aprende saiu da presidência, agora vai perder o senado.

  • João Bosco

    Abandonado no berço pela vergonha, agora não resta nada, nem o chão. O bufão arrogante não engana mais nem a si mesmo…

    O lobo troca o pelo, mas não instinto. Esse tolo pernóstico muda a imagem, o assessor de imprensa, mas o muda o caráter. Como um Bourbon fora de época e de lugar, e mesmo depois de tudo por que passou, não aprendeu nada e não esqueceu nada.

    Drª Renilde, pode encomendar o “tailleur”. A posse no Senado é logo ali na frente.

  • Frederico Farias

    De novo, pela porta dos fundos da vida pública, agora deixará seus pares Incitatus no senado (sic).
    Mas como é rapace, esse rapaz!

  • NADO

    ESTÁ DESESPERADO. FALTA HUMILDADE!!!!!

  • MUNHECAÇO NACIONAL

    Pelo menos, resta-nos a certeza de que nossa ALAGOAS não produziu uma coisa dessa.

    Cabe aos seus conterrâneos do Rio de Janeiros, pedir desculpas em nome dos cariocas.

    Pena que nunca deu um MUNHECAÇO em Lulla, mesmo quando lhe chamava de ladrão.

    A grande dama d. Leda Collor de Melo, deve ter se revirado no túmulo.

    Já pensou a juventude assistindo exemplos dessa qualidade.

    Será que ainda temos luz no fim do túnel ?

  • ARTUR

    A vergonha maior é representar ALAGOAS e quem votou nele.
    Eu, me sinto extremamente envergonhado mesmo sem votar nele.
    Assisti todo pronunciamento e não me liguei nas ultimas palavras passou despercebido, hoje no Facebook foi que observei tamanha baixaria e desrespeito ao RESPEITADO e admirado por todos BRASILEIROS e reeleito com 799 votos pelo MP o Dr. JANOT.
    Por isso que no senado ignoraram sua fala. COM ESSA SUA SITUAÇÃO PIOROU.

  • Marcelo Silva

    O pior nesta história é que os comentários sobre esta figura ingrata coloca no mesmo saco todos os alagoanos como idiotas que o elegeram senador, independentemente de ter votado nele ou não!

  • viajante

    veja o lado bom de tudo isso(se é que tem algum) o Collor e o Renan sempre fazem o Estado de Alagoas ficar em evidencia nacional.

  • wal

    Assistindo ao jornal, ainda deu para ouvir que ele chamou o JANOT, de filho da ( PUTA ). Se apertar mais um pouco ele ( COLLOR e o RENAN CALHEIROS, vão dar uma voadora nele.

  • coruripense descontente

    Pois é, esse é o representante que Alagoas tem no nosso Senado Federal toma coloridos desse Estado tão mal visto por essas corrupções e envolvendo os nossos representantes .

  • não dá pra entender

    Justiça! quem votou em Collor na eleição passada votar nele hoje de novo, infelizmente ou felizmente cada um erra quantas vezes quiser errar. Collor não começou a fazer as coisas erradas hj, nem tão pouco quando foi presidente, collor é assim a quase 40 anos e ainda causa espanto. vá entender a surpresa premeditada.

  • Há Lagoas

    Não é a simples falta de compostura ou equilíbrio que assusta neste discurso…
    Se esta figura, após o impeachment tivesse deixado a vida pública, diante de fatos hoje noticiados como mensalão ou lava-jato, Collor passaria para história como um injustiçado!
    Mas, ao contrário, continua sendo a personificação de um mal entendido.
    Afetado pelo “Poder” não consegue sobreviver sem elle, ao custo de levar o seu nome e por consequência o de Alagoas para o lixo.
    Triste fim de alguém que não aceitou perder apenas os anéis, agora não lhe resta nem as mãos…

  • Edson Filho

    Tenho que reconhecer que todos os comentários anteriores são uma expressão da verdadeira face do collorido. É como ovo podre, por fora tudo bem limpo, mas quando o quebramos, descobrimos apenas a desagradável podridão! .

  • memoria

    Se o Janot não fizer nada, é verdade.

  • Luciano Peixoto

    Alguma novidade? Alguém espera algo diferente desse desequilibrado? Se Collor tivesse nascido na Líbia ou no Iraque seria um Kadaffi ou um Sadan Hussein da vida.

  • palmarino conciente

    viva Alagoas, terra que produz muito capim. Quem visita os outros estados sabe do que estou falando, pois e assim que somos tratodos. viva o Dr. JANOT e viva o juiz SERGIO MORO.

  • palamarino do bem

    Esse cidadao nos envergonha, bem feito ele estava longe da politica,quem mandou traze-llo de volta.

  • marcos antônio braga soares

    Isso é novidade pra quem? nós alagoanos, independente de termos votado ou não, esperamos o que desses que deveriam nos representar? estamos fazendo o que para darmos um basta nisso tudo? Justiça seja feita, existe uma revolta sim, uma insatisfação não contida que começa a despertar os demais para esse momento, no qual a verdade nos incomoda a todos, avante os insatisfeitos…

  • acosta

    Esse eterno “playboy” mimado realmente, não aprende! Assim como, infelizmente, os eleitores alagoanos! Uma vergonha nacional……..

  • Luiz António Maciel

    Quando presidente da república Collor deu uma munhecada no atraso é uma pena que os desmemoriados aqui não se recordem que éramos o país das carroças, além de tantas outras áreas que modernizou da comunicação, informática, área têxtil e o parque fabril de um país que era fechado para conveniência do poder econômico, isso é complicado demais para alguns entenderem, agora e

  • Luiz António Maciel

    Quando presidente da república Collor deu uma munhecada no atraso éramos o país das carroças, sem falar na rasteira que deu na indústria com tecnologia do século dezenove forçando o parque fabril do país a se modernizar, mas essa é uma história complicada para os desmemoriados aqui, quanto ao sussurro do senador na tribuna acho que apenas pensou alto, Collor não é um baryshinikov

  • Luiz Antonio Maciel

    Mota querido, quando presidente o que Collor deu mesmo foi uma munhecada no atraso, na jurássica e protegida indústria nacional como um todo, mas isso é muita história para os desmemoriados, agora quanto ao sussurro do senador acho que é muito barulho por pouco, Collor pensou alto, quem nunca o fez? dispensa gente, o Senador é afável no trato pessoal, um doce se não provocado, agora não é um Baryshnikov, nem poeta, não é e nunca o será, porque não respeitar sua natureza voluntariosa nesses tempos de tolerância com a diversidade, com tantas coisas digamos diferentes, acho muito mais relevante focar nossa atenção neste momento em José Dirceu por exemplo, será que ele vai delatar os comparsas ou quem estava acima dele? Seu sócio será preso? Esse é um questionamento que interessa a Nação não é mesmo?

  • j.Monteiro

    Meu caro Ricardo Mota, li seu texto, e todos os comentários aqui postados, e fiquei pensando : comentar o quê? Dizer que os alagoanos que votaram nelle comem capim? Dizer que elle não é alagoano, é carioca? Dizer que elle é prepotente, arrogante, desafeiçoado, desrespeitador, irreverente, ingrato, sem domínio próprio, frio, calculista, falastrão, aproveitador, dizer o quê delle? Se elle não mudou, acreditem, não mudará. E não é questão de “pau que nasce torto”, Tá cravado no DNA.

  • Silva Luiz

    o pior de tudo, é que essa gente deita e rola, porque sabe que mesmo com a JUSTIÇA penalizando, com afastamento dos cargos, O POVO ELEGE e REELEGE. Triste sina: cada Estado tem 03 Senadores, e nosso Estado é o único da Federação que os 03 Senadores estão com pendências na Justiça.

  • João

    “Mas tudo passa, tudo passará
    E nada fica, nada ficará
    Só se encontra a felicidade
    Quando se entrega o coração!”

    Será?

  • Pedro

    Eu imagino Collor, no final da apuração dos votos, bolando no chão, rindo da cara dos eleitores alagoanos.

  • Carlos Vasconcelos

    Este é um dos seus textos que deveria constar de uma antologia. Meus parabéns.

  • Zé MCZ

    Jesuíno galo doido!
    Viveu de filosofia
    Um malandro diplomado
    Nos prazeres de Brasília
    Cavalgando seu cavalo
    Abram alas pra orgia
    Jesuíno é santo novo
    Nos terreiros da baía(dos porcos!)
    Saravá! saravá! saravá!
    Ele é santo! ele é rei! é orixá!
    Quem mata o que não se come
    Não perde por esperar!
    Pois é… alem das bençãos dos tambores tem tambem das badaladas das torres da catedral(afinal tem uma santa ajuda, nao importa de onde), das decisoes palacianas…