A decisão do Palácio do Planalto de reduzir de cinco a dez ministérios vai ao encontro do que o senador Renan Calheiros e o deputado Eduardo Cunha têm “pedido”, publicamente, desde que entraram na Lista de Janot.

Seria a sinalização de que o governo resolveu “cortar na própria carne”. Ora, o gigantismo do ministério de Dilma Rousseff se deu exatamente para contemplar a insaciável fome dos seus aliados, inclusive os críticos de agora.

Isso só não basta. O problema não é quanto o governo federal gasta, mas como gasta. Cortando orçamento da Saúde e da Educação, o Palácio do Planalto sinaliza que a presidente anda perdida pelas ruas bicicletáveis de Brasília.

Fechar ministérios e manter uma máquina burocrática inchada de afilhados políticos, pródiga em desperdiçar o dinheiro público, é enxugar gelo.

São várias as instituições federais em greve – na Educação, na Saúde na Previdência – e nem um só sinal de que isso incomoda o governo.

O anunciado corte pode atender ao discurso dos seus aliados-inimigos, mas o país precisa de bem mais. Se começar pelo respeito ao cidadão, já será mais do que temos hoje.

Renan Filho começa a testar investimento feito na Assembleia
O Rio Grande do Sul é Alagoas amanhã?
  • Frederico Farias

    Desde quando o binômio saúde-educação foi prioridade para esse bando?

  • Martinho Pinheiro

    Como não incentivar a redução de ministérios? Realmente são muitas as pastas e o peso do estado. Por exemplo, um ministério para o pequeno e outro para o grande empresário, um ministério para reforma agrária, ministério da pesca.. E a agricultura? Onde fica? qual a função? Ministério do desenvolvimento social, e o planejamento? Aviação civil, ministério dos portos.. E assim vai seguindo a falta de lógica. Tem cortar na carne sim!!

  • Celso Tavares

    Os poderes do Estado vivem em função de uns poucos, perdendo totalmente a sua função. Essa situação lembra-me as histórias sobre os ‘nobres’ da Idade Média e o desprezo que sentiam pelo povo.