A frase do procurador-chefe do Ministério Público Federal em Alagoas, Rodrigo Tenório, deve ser entendida no contexto em que ela foi dita.

Tenório avalia que há um avanço significativo das instituições no Brasil, citando como exemplos o chamado “mensalão” e a Operação Lava Jato. Mas, para ele, há alguns nós que precisam ser desatados, com destaque para a demora da efetivação da Justiça (confirmação das sentenças).

A quantidade de recursos permitidos no Brasil, garante, é incomum, possibilitando que muitas vezes ocorra a prescrição do crime, principalmente se praticado por grandes empresários ou detentores do chamado foro privilegiado, que “não tem mais sentido de existir”.

Numa conversa de meia hora, que será veiculada no próximo domingo, às 9h30, na TV Pajuçara, o procurador-chefe do MP analisa o momento vivido pelo país, que ele vê com otimismo, e fala da campanha internacional “Corrupção, não”, lançada em Alagoas na semana passada.

Vale a pena conferir.

Ricardo Mota Entrevista

Domingo, às 9h30

TV Pajuçara

Com o procurador federal Rodrigo Tenório

De meninos e ratos
Governo Renan Filho já sofre da "síndrome da desconfiança"
  • wal

    Para este tipo de cambada, grandes empresários e políticos, eu daria o nome; A JUSTIÇA BRASILEIRA TARDA E MORRE…
    VOTO NULO.

  • Frederico Farias

    Enquanto isso, Collor – “braço armado do pt” e príncipe-filhote – mordeu, segundo Veja, o desprezível naco de 20 milhõesinhos no esquema do petrolão.
    Sugiro esquecerem os recibos do Tio Youssef. Aquilo deve ter financiado um bom jantar à luz de velas em algum restaurante chique de Paris.

  • ARTUR

    A justiça que ¨TARDA MAS NÃO FALTA¨ é a justiça DIVINA, essa justiça TERRENA nem TARDA, já começa FALTANDO AGILIDADE E CONFIANÇA.

  • JEu

    Realmente, a famigerada lei da im(p)unidade parlamentar tem que ser extinta, não tem mais sentido de existir, pois a CF/88 diz que todos são iguais perante a lei… Essa tal lei que garante imunidade parlamentar é do tempo de exceção do regime militar, onde um parlamentar tinha medo de defender os direitos civis e de cidadania do povo, inclusive de si mesmo, porque poderia ser preso. Não podia falar frontalmente contra o governo, pois não existia uma democracia de fato, só de direito (restrito). Então, como é que um instrumento medieval como este ainda persiste? É só ver os casos de corrupção e de crimes de mando ou cometidos pelos próprios parlamentares para entender porque eles não querem o fim dessa excrecência legal.

  • João Marcel Vilela Junior

    Com todo respeito ao entendimento do Procurador-Chefe, acredito que há sim necessidade do foro privilegiado.
    Como um juiz de primeira instância irá julgar um governador ou senador? um presidente da república?
    Por mais independente que ele seja, a pressão política que sofrerá será gigantesca.
    Se para crimes e OCrim é necessário um colegiado de juízes para diminuir pressão e ameaça de morte, imaginem para quem tem efetivamente o poder na mão.

  • SEVERINO FEIJÓ DE MENDONÇA

    GOSTARIA DE PERGUNTAR AO PROCURADOR SE EXISTE ALGUM BANDIDO ENGRAVATADO QUE ESTÁ PRESO EM ALGUMA OPERAÇÃO DA POLICIA FEDERAL,PELO MENOS EM ALAGOAS,TIVEMOS A GABIRU,TATURANA,GAUTAMA,CARRANCA E RODOLEIRO ESTA ÚLTIMA SAIU DAS ENTRANHAS DO TR-AL.

  • Carlos Alberto

    Concordo, “A JUSTIÇA TARDA MAIS NÃO FALTA” é mentira mesmo. Já prenderam e julgaram os verdadeiros assassinos do Vereador Luiz Ferreira, de Anadia? Quem souber responda.

  • Edson Filho

    É preciso extinguir a famigerada lei da imunidade parlamentar, hoje uma excrescência remanescente da Ditadura Militar e protetora de bandidos da pior espécie, a exemplo dos delatados pelo executivo da UTC, mencionados em artigo da Veja. Sabemos que collor, biu e artur lyra, são acusados pelo dito executivo, que logicamente apresentou provas dos seus crimes. Resta-nos, agora, puní-los de forma exemplar e lutarmos para tornar a lei da impunidade parlamentar extinta, assim como criar uma lei que tornem hediondos crimes da espécie, praticados por maus políticos, como os acima citados e outros delatados anteriormente por outros denunciantes, a exemplo de renan, presidente do senado e cunha, presidente da câmara dos deputados. Ao povo, vítima desses bandidos eleitos, cabe o dever de exigir o castigo por eles merecidos e esquecê-los para sempre!

  • ARTUR

    SEVERINO FEIJÓ, muito oportuna sua pergunta e tem o apoio e assinatura de todos ALAGOANOS .

  • Luiz Carlos Godoy

    Fui Analista Processual do MPF e, desde então, tenho o parquet federal como referência no trato da coisa pública. Oxalá os membros dos órgãos e Poderes caetés dignificassem suas atribuições constitucionais como fazem o MPF e a Justiça Federal.

    Infelizmente, o que se vê na esfera estadual é a costumeira e conveniente OMISSÃO. Por exemplo, Operadores do Direito denunciados (várias ações) pelo Ministério Federal em Alagoas em razão de irregularidades em licitações ainda continuam a Coordenar licitações. Registre-se que contra referido Coordenador (réu em várias ações ajuizadas pelo Ministério Público Federal em Alagoas), já há condenação. Contudo, graças a PREVARICAÇÃO de quem deveria investigar esses indícios (no mínimo) de irregularidades no trato da coisa pública, o erário caeté continua a pagar a conta pelo ralo aberto.

    (…)
    Julgar PROCEDENTE em parte a ação em desfavor de RICARDO BARROS MERO, impingindo-lhe as cominações legais decorrentes da aplicação dos incisos I, V, VIII e XI do art. 10 e incisos I e IX do art. 9º da Lei 8.429/92, em relação às irregularidades na concorrência pública nº 01/2004 (doc. 06), no processo de dispensa de licitação nº 0001824/2003 (doc. 02) e nos processos nº 17310-3/2003 e 17317-1/2003 (doc. 11). No que pertine a eventual proveito patrimonial, não há nos autos indícios de que o demandado se beneficiou pessoalmente com as irregularidades apuradas…” (grifou-se) 14. Dessa forma, verificada a contradição decorrente do erro material destacado, deve a parte dispositiva da sentença com relação aos réus Ricardo Barros Mero e Wilson Roberto Protásio de Lima ser aclarada para excluir-se a capitulação referente ao artigo 9º, da Lei 8.429/92. Todavia, o restante da sentença com relação a estes réus, notadamente a dosimetria aplicada, deve ser mantida, vez que guarda perfeita proporcionalidade com a condenação impingida, notadamente se comparada às dosimetrias dos demais réus. 15. Quanto às demais alegações formuladas pelos réus Ricardo Barros Mero e Wilson Roberto Protásio de Lima, conforme relatado nos itens 2 a 5 desta sentença, não merecem prosperar, vez que demonstram mera discordância com a sentença prolatada, de forma que este Juízo não pode servir como órgão judicial revisor de primeira instância. 16. No que pertine aos declaratórios interpostos pelo Espólio de Luís Abílio, tenho por provê-lo. Explico: de fato, a sentença de mérito não foi clara no sentido de que todos os bens de todos os réus desta ação (inclusos os absolvidos) continuariam indisponibilizados (item 521 da sentença). Ademais, tendo em conta as absolvições decretadas em favor dos réus RONALDO AUGUSTO LESSA SANTOS, ESPÓLIO DE LUÍS ABÍLIO DE SOUZA NETO, ADRIANA MARIA PEREIRA DE AMORIM E ERIVALDO SARAIVA FEITOSA, resta não preenchido um dos requisitos que ensejaram o deferimento da liminar às fls. 150/171, qual seja, os indícios mínimos de autoria no cometimento dos supostos atos de improbidade. De forma que somente resta a este Juízo esclarecer o julgado, no sentido de serem levantadas as indisponibilidades decretadas em face dos réus que foram absolvidos.
    (…)
    (http://www.jusbrasil.com.br/diarios/79352657/trf-5-jud-al-03-11-2014-pg-11)

  • valdemir teixeira vanderlei

    numca vi carroceiro participar de festa de politico só vejo juiz desembargadores u cara veia que u diga não morri me mataran e kd á justiça

  • Williams Roger

    A nível federal. E só!

  • ARTUR

    Ricardo, a minha esperança de mudar o nosso PAÍS é essa geração dos RODRIGOS (Rodrigo Tenório – Rodrigo Cunha – MOURO – JANOU) e outros..
    Enquanto não mudarmos nosso comportamento de sempre querer tirar vantagem, não mudaremos nada.

  • ARTUR

    Continuando o comentário interrompido antes.
    Enquanto não aprendermos a nos policiar não mudaremos nada fora de nosso alcance.
    Ex.: pedir a um amigo que está na fila próximo do caixa para pagar sua conta.
    – parar em um sinal dia de feriado ou anoite sem movimento e avançar o sinal.
    – VOTAR por favor – amizade ou parentesco.
    – estacionar em local proibido de todas as modalidade etc.etc e tal.

  • Mais do Mesmo

    Justiça é o militar receber 5% de reajuste, e juízes e Ministério Público recebendo auxílio-moradia, tendo casa própria, de 4 mil reais. Nem tarde, nem cedo, nem nunca. Justiça ? farinha pouca, meu pirão “premero” KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK