Temos, por tradição e cultura fisiológica, uma bancada federal sempre adesista.

Em tempos mais tranquilos, o que não é o caso de agora, os efeitos podem não ser sentidos de forma tão contundente.

Mas eis que o desespero dos municípios em relação à falta de recursos para a Saúde mostra o mal que essa postura, cômoda e rentável para os parlamentares, faz à população mais carente.

A entrevista dos integrantes do Cosems (Conselho de Secretarias Municipal de Alagoas) é a revelação de quanto nos custa o governismo histórico e sem objetivos que não os imediatos.

Deputados e senadores alagoanos, assim como dos demais estados que vivem da mendicância, fazem sua propaganda com medidas que só mantêm a miséria e o sofrimento da população. Anunciam emendas e recursos pontuais que em nada mudam estruturalmente a realidade que vivemos.

Pelo contrário, o que eles fazem só perpetua o modelo perverso de desigualdades regionais.

Os municípios anunciam corte de serviços e atrasos no pagamento dos servidores da Saúde. O governo federal, que reduz ano a ano – dizem os secretários – o repasse ao setor, não vê pela frente nenhuma movimentação no Congresso Nacional no sentido de mudar uma realidade perversa e permanente.

Agora, por exemplo, com a queda da arrecadação do governo federal, Brasília corta de Alagoas na mesma proporção que corte de São Paulo.

Tira o sangue dos bem-nutridos na quantidade – proporcional – que o faz dos anêmicos.

Não há no cenário político nacional nenhum movimento com o objetivo de reduzir as diferenças regionais entre pobres e ricos. Pelo contrário, a regra tem sido: “Quem for podre que se quebre”.

O problema é que os podres já estão quebrados.

Em um ano que se anuncia – e já se pratica – uma redução de gastos do governo federal, perda na arrecadação – pela queda na atividade econômica -, a manutenção do atual modelo de distribuição de tributos é uma condenação ao atraso.

O carrasco? Que o leitor escolha o seu. Nomes não faltam.

No ano passado, disse Vilela, o ex-governador, houve uma frustração de R$ 170 milhões na arrecadação do FPE – que vem lá de Brasília – em razão do malfeito na condução da economia brasileira.

Renan Filho deve sofrer o mesmo sangramento.

Que na representação alagoana no Planalto Central alguém se lembre dos compromissos assumidos de trabalhar pela eliminação da pobreza – e não dos pobres.

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  • NADO

    EU NUNCA ESPEREI NADA DESSE POVO, A NÃO SER, VANTAGENS PARA ELES PRÓPRIOS.

  • fernando costa

    Eu acho é pouco…basta observar os nossos representantes politicos. COLLOR, RENAN, PAULÃO, CICERO ALMEIDA, RONALDO LESSA, CARIMBÃO…Quer mais/?

  • HSilva

    Todas as secretarias municiais de saúde de Alagoas, tem recursos para atender a municipalidade, problema é a corrupção na gestão municipal. Será que não seria interessante a CGU ampliar a fiscalização e ao encontrar desvios, passar imediatamente ao judiciário e este afaste os responsáveis pelos desvios e os ponha de imediato na cadeia, acho que só assim as coisas irão funcionar.

  • Henrique Moura

    Vai ver a idéia dos nobres deputados e senadores é acabar com a pobreza eliminando os pobres!

  • Tenorio

    Isso é resultado do como os alagoanos (e é bom destacar que eu não estou falando só daquelas pessoas que compõem a classe mais baixa economicamente da nossa sociedade) escolhem os seus representantes e o pouco caso que fazem para a sua importância. Basta analisar também o baixíssimo nível dos nossos representantes na ALE local. Nossa bancada não se posiciona para nada. Basta lembrar da atuação da nossa bancada na questão do estaleiro (um silêncio sepulcral – quase uma tumba). Quem assiste as discussões pelas televisões legislativas pode conferir o baixíssimo nível das discussões….ninguém discute nada estruturante para o estado…ficam em discussões sobre assuntos locais…quase questões de bairro.

  • C

    Alagoas nunca teve um governo com tudo na mão. Tem ingerência no TC-AL, no MPE e no TJ. Tá tudo em casa. Na ALE nem se fala. Já fez maioria. Quem vai se opor a esse grupo que comanda a terrinha? E tem uma turma que é vingativa e dá aula pro Maquiavel. Não é átoa que já houve renúncia de prefeito que perdeu todas no TJ. Agora, a força de Alagoas em Brasília parece piada. Rio de Janeiro já está com outro estaleiro a todo vapor. E o nosso quando sai? Quando teremos uma montadora automotiva ou mesmo uma fábrica de cerveja?

  • André

    Falta tudo para o povo (segurança, saúde, educação , emprego, moradia e mais e mais). Entra governo e sai governo, deputados e senadores, prefeitos e vereadores, mais para eles não mudam nada: as mordomias só fazem aumentar (não abrem mão de nada. Vejam os seus salários e as vantagens de todos. O povão é que sofre na pele esta é a pura realidade e verdade.

  • Há Lagoas

    É o livre arbítrio, o exercemos e pagamos por nossas escolhas!
    Contudo, para o bem e para o mal, ele ainda é a melhor resposta, só precisamos aprender a votar.
    E a República das Bananas não está disposta a educar seus cidadãos para que eles sejam capacitados a escolher o menos ruim entre os piores.

  • fernando costa

    São ASSASSINOS SOCIAIS, matam milhares …DE TUDO.

  • Celso Tavares

    Com muita embromação e excesso de espuma, contando com a competente participação de marqueteiros, as diversas instâncias do Poder vêm inviabilizando o SUS. Os recursos vêm minguando há bons anos, apesar de um discurso que tenta convencer a população que o Sistema é exemplar, e a gestão da Saúde muitas vezes é inqualificável.
    É uma pena.
    A natureza, na sua mais ampla expressão, pode ser perversa e todos nós, independentemente de condição social, pagaremos caro por esse descaso. Logicamente, os mais privilegiados sofrerão e perderão familiares em dimensão totalmente distinta da quase totalidade da população, sem acesso aos serviços.
    Delírio? Não, basta ler o que está sendo divulgado pelas boas fontes. Haja descobertas, mas elas correspondem, grosseiramente, às tecnologias que propiciam produção fenomenal de alimentos. Essas descobertas, não bastassem todos os processos envolvidos na sua viabilização, tornando-se ferramentas que alterem positivamente a saúde da população, o que implica muito tempo, habitualmente têm preços exorbitantes, o que as tornam miragens.
    O arsenal que atualmente dispomos nos permite alterar toda essa conjuntura. O desafio é fazer com que todos entendam que a Terra é uma Arca, como a de Noé, e se fizermos muita marola … Pena que que não tenhamos injeções de vergonha, honestidade, solidariedade, respeito.
    Trabalho, há muito, em função dos nossos descendentes. Eles não merecem encarar a planície do Armagedon que nós estamos preparando para eles.
    Pessimista, lembro, é aquele cidadão mal informado.

  • Otavio Costa

    Prezado Ricardo, como esses personagens podem pensar no Povo se vivem agindo para se livrarem de processos e escândalos de toda monta ? Não sobra tempo. infelizmente.

  • Celso Tavares

    Em tempo: o pessimista é bem informado
    Celso Tavares