A última edição da Revista Congresso em Foco traz como matéria principal a doação de funcionários da Câmara e do Senado à campanha dos titulares dos gabinetes onde trabalham.

Foram, no total, 135 parlamentares, que receberam R$ 1,4 milhão dos seus “colaboradores”.

A grande maioria dos beneficiários da “ajuda” foram os deputados federais, mas dez senadores também se deram bem.

Entre estes úlitmos, Mário Couto (PSDB) do Pará foi quem mais recebeu dos assessores do seu gabinete: R$ 71 mil. Mas não conseguiu a reeleição.

Da turma de Alagoas, só o senador Fernando Collor é citado na matéria: um assessor do gabinete dele doou R$ 14.600,00 para a campanha do ex-presidente.

A discussão que a conceituada revista propõe é: a doação, legal, é moral?

Deputados

Entre os deputados federais, dois destaques da bancada de Alagoas: Maurício Quintella, que recebeu R$ 13 mil e mais R$ 10 mil de seus assessores; Givaldo Carimbão ficou com R$ 18 mil da “turma de casa”.

O maior salário pago a um único servidor do Congresso Nacional é de R$ 12.900,00. Ou seja: tem gente que ficou sem o 13º deste ano (foi melhor do que perdem mais lá na frente).

Armazém de miudezas
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  • SEBASTIÃO IGUATEMYR CADENA CORDEIRO

    NÃO DUVIDO NADINHA DA METODOLOGIA FEDERAL SER IGUALZINHA À DA ESTADUAL , OU SEJA , COOPERA-
    TIVAS DE CITRICULTORES A SERVIÇO DE SEUS HONO-
    RÁVEIS E ILIBADOS “EMPRESÁRIOS” . Ô POVO BRUTO !!

  • JEu

    Pode até não ser ilegal, pois quem doa o faz de vontade própria… afinal de contas devem muito aos seus benfeitores, não é? Agora, que o caso é imoral, aí é… O melhor é fazer como na Suiça: não existem profissionais da política, não existem gabinetes exclusivos, não existem verbas de gabinete… nem carros à disposição… nem quaisquer outras vantagens que não sejam as verbas indenizatórias relativas aos dias de trabalho no parlamento… que só acontecem quando realmente é necessário tal como: votar orçamento e aprovar contas do governo, votar projetos de leis (quando realmente existirem, pois a constituição e as leis complementares já existem na sua maioria… como aqui no Brasi…. só que não aplicam e, logo, inventam outra para também não ser aplicada… etc) ou em casos extraordinários… aí, quero ver quem quer ser parlamentar…

  • alagoano

    A realidade é que tem assessor que só fica com a alimentação do mês. Algo em trono de 800,00 e devolve o resto todos os meses. A mesma coisa são as horas extras fatiadas entre parlamentar e o assessor. Ninguém doou nada, isso já é um acordo de quando se contrata o coitado do laranja.

  • Delano Sobral

    Doação? Receberam voluntariamente ou foram compelidos? Na época de Ronaldo Lessa todos os comissionados eram obrigados a “doar” 10% da remuneração recebida ao partido político do Governador. Na Assembleia muitos “assessores” recebem e “devolvem” aos parlamentares. Esse esqueça já é tão conhecido e nenhuma autoridade competente consegue judicialmente inibir o que qualquer leigo percebe. Todos sabem. Parece um fato notoriamente conhecido por todos. E por que ninguém consegue coibir tal esquema?

  • ARTUR

    Estou vendo que ser assessor parlamentar é melhor que ser banqueiro, pois sobra dinheiro para doar e banqueiro só empresta a juros de 186% ao ano.
    SÓ NO BRASIL MESMO.

  • joatas

    Faz parte do sistema de mesadas … os assessores da ALE fazem a mesma coisa.

  • viajante

    na verdade não é doação é comprar a vaga de assessor. é dando que se recebe

  • wal

    Não sei se eu tenho culpa. Mais no dia das eleições eu não lembrei número de ninguém então optei pelo ( branco ).

  • Eleitora

    Isso não é novidade, acontece o mesmo na Assembléia Legislativa Estadual e no Tribunal de Contas.
    Quantas vezes os comissionados recebem a metade do salário porque o Chefão fica com o resto?
    Se quiser receber assim fica, senão, rua.

  • Nascimento

    CARIMBÃO NÃO VOTO MAIS EM VC…

  • luciene lacerda

    Em minha terra assessor tem nomes – laranja, (Balança ovo), mirao, etc. Sendo assim qualquer salario e valido para a formação da quadrilha. Lembrando os protestos recentes tudo resultou em um resultado pífio pela luta dos 25 centavos, imaginem a situação por um motivo maior. A dona Dilma que se cuide.

  • José Adelfo Dantas Chaves

    Ilustre Ricardo. A matéria me faz lembrar o que disse um político e divulgado na imprensa: É DANDO QUE SE RECEBE,

  • Edelson Teixeira

    Isso é mais que normal. Aqui em Alagoas e em Maceió. É só verificar as duas últimas prestações de conta das eleições municipais e estaduais. 99% dos candidatos, tem assessores “doando” dinheiro vivo. Assessores estes, que, pelo o que ganham, não tem condições de doar o que não tem.
    Mas podemos imaginar de onde veio tanto dinheiro.

  • REGINALDO

    PARABÉNS AO INTERNAUTA ALAGOANO. ELE TIROU AS MINHAS PALAVRAS. NA REALIDADE ESSES ASSESSORES DE DEPUTADOS NAS ASSEMBLEIAS ESTADUAIS FUNCIONA ASSIM MESMO. UM CONHECIDO AQUI EM MACEIÓ, RECEBE E REPASSE QUASE TUDO PARA O SEU PATRÃO. É UMA VERGONHA. FALTA MORAL A ESSES POLÍTICOS BRASILEIROS.

  • Fernando

    No caso em questão, tenho quase certeza que foi voluntário, esses são os puxas sacos. Afinal, esse pessoal tem assessores a fole, apenas um ou outro? Confesso que fiquei positivamente surpreso, imaginava algo pior. Tenho certeza que a Tavares Bastos supera e muito esses inocentes.

  • Júnior

    O Carimbao eu já conheço de outros carnavais, quem quiser que se engane…

  • Suplício

    O comentário da Eleitora tá certo. Quem for pago pra investigar (quem vai ter coragem ?) que o faça. Mas em quase todo lugar em que há comissionados, assessores etc., o nomeado é “sutilmente” informado de que ou aceita dar parte do ganho pro nomeador, ou fica sem emprego. Entre dar 3 de 10 e ficar com 7, ou se recusar e não ter emprego, o coitado aceita correndo. É por isso que os nomeadores ficam ricos, não pagam impostos porque recebem em dinheiro vivo o “por fora”, e a Receita Federal não pega ninguém, todos com padrão de vida acima do que recebem. Este país é uma esculhambação só. De cabo a rabo. As instituições são todas de faz de conta. Fingem que trabalham, mas não fingem quando o caso é botar dinheiro no bolso. Veja agora o auxílio moradia e o aumento do Judiciário, Ministério Público e Defensores Públicos. Uma vergonha, enquanto os que ganham menos ficam a ver navios, chupando o dedo. depois querem que professores, policiais e médicos da área pública trabalhem satisfeitos, com a revolta diária de se verem injustiçados salarialmente, enquanto uma casta posuda, pedante,que quando bota terno e gravata pensa que está no Olimpo, se dá contínuos aumentos COM NOSSO DINHEIRO.