Entro no tema sem invadir a discussão sobre o conteúdo legal da denúncia ou do seu desdobramento na Justiça.

O que observo, aqui, é o comportamento do candidato Renan Filho – ou do seu comitê – nas redes sociais.

Eis que, assim me parece, estamos diante de mais um processo de infantilização de adultos na internet.

Um mal que já virou tema de livros, filmes (o ótimo documentário Vítimas do facebook) e trabalhos acadêmicos, sem que a maioria das pessoas, incluindo os mais bem informados, se toquem do que fazem contra si próprias.

E me parece que é, mais uma vez, o caso.

Renan Filho (ou algum funcionário do seu comitê) postou em sua rede – no “face” e assemelhados – um pequeno texto sobre a “inauguração” de um estádio em Satuba, da qual teria participado jogando uma partida com veteranos do CSA. O evento ocorreu esta semana.

Acontece que a lei proíbe, terminantemente, que um candidato tome parte da inauguração de qualquer obra pública durante a campanha.

O advogado Marcelo Brabo, da coligação de Biu de Lira, acena com uma ação na Justiça Eleitoral pedindo a impugnação da candidatura do adversário do pepista.

O coordenador jurídico da campanha de Renan Filho, Luciano Guimarães, garante que não houve inauguração e que o “face” não é alimentado por Renan Filho.

Que ambos se enfrentem com os melhores argumentos que possuem – são profissionais qualificados e competentes.

Mas eis que coube ao candidato – ou o funcionário – criar um problema para si próprio, que não existiria não fosse o ânimo dominante nas redes sociais, de exibição e narcisismo. O que é cada vez mais comum nos tempos em que vivemos, quando adultos perdem os freios e limites do razoável para se jactar das coisas mais tolas que praticam.

O que há de ser um instrumento importante na campanha eleitoral – a internet -, também pode virar motivo de tormento aos que não sabem se comportar diante de um teclado de computador ou de uma celular, sempre pronto para o próximo selfie.

Que a história sirva, ao menos, como um exemplo a não se reproduzir.

Em tempo

A matéria fica fechada a comentários para evitar uma “disputa eleitoral” em território que não se propõe a isso.

 

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