Integrantes do Conselho Estadual de Segurança Pública, à frente o advogado Antônio Carlos Gouveia, fizeram uma inspeção no IML, ontem, para avaliar as condições de trabalho.

A grande – e péssima – surpresa, no entanto, veio de um dado chocante: 274 meninas de 9 a 14 anos foram estupradas em Alagoas no ano passado.

Ressaltando que o número corresponde aos casos registrados. Como bem observou Gouveia, “a maioria dos abusos acontece dentro de casa, tendo a bebida, principalmente, como complicador”.

Do diagnóstico à ação, o advogado Antônio Carlos Gouveia pediu a ajuda da Almagis, através da presidente Fátima Pirauá, e do Ministério Público estadual, representado pelo promotor Flávio Gomes.

A medida mais imediata que o Conseg pretende ver adotada é a contratação ou requisição de médicas para a realização de exames de conjunção carnal.

Gouveia explica:

– Além da dor provocada pela violência sexual, muitas dessas meninas se sentem constrangidas por serem atendidas por profissionais do sexo masculino. É claro que eles têm uma preparação adequada, mas é preciso considerar, também, o lado psicológico, mais fragilizado, de uma garota que chega ao IML nessa situação.

Almagis e MP já se engajaram na proposta.

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  • junior

    SAI DESSE IMPRENSADO CICERO, É MELHOR SÓ DO QUE MÁ ACOMPANHADO.

  • Tania

    Buscar também ações que inibam, evitem que esse tipo de crime bárbaro e covarde aconteça dentro da própria casa da criança.Mapear os locais de maior vulnerabilidade e prestar assistência/acompanhamento de crianças e adolescentes, e que o autor não fique em hipótese nenhuma na impunidade.

  • joana braz

    já que não existe pena de morte no Brasil, porque não a castração química? provavelmente quando saírem da cadeia, se é que lá ficaram por algum tempo, cometerão o mesmo crime…é lamentável…

  • MARCÍLIO TAVARES DA GUIA

    É triste ler matérias como essas, ma infelizmente, em ALAGOAS não há muitas notícias boas e as ruins terminam se tornando um hábito de leitura de muitos alagoanos. A violência contra crianças é algo que a natureza de muitas pessoas repudia. Mas até para esses pequenos o ESTADO virou as costas. Os que não sofrem esse tipo de crime, sofrem,mais na frente a violência social pela falta de escolas decentes, saúde a contento e segurança pública com saúde e disposição.

    Ações sociais seriam bem vindas num passado próximo, falácias não resolvem, pedir perdão de débitos e perdoar devedores não salva a população de ninguém pois não sai dinheiro do cofre mas também não entra. Alagoas precisa rever seus conceitos e cobrar em nome desse baixos índices sociais, as dívidas que muitos agro-industriários tem com o ESTADO.

    Enquanto ficarmos perdoando dívidas de empresas escravagistas, jamais sairemos desses vergonhosos índices sociais que se agravou nesses últimos OITO anos. ALAGOAS não tem sequer professores suficientes nas salas de aulas que dispõe, e se tivesse um ENSINO INTEGRAL, a situação seria bem pior. Muitas de nossas escolas são mais suja do que as estrebarias de cavalos dos nossos gestores. O pior é que nem em todos os bairros há uma escola, porém as bocas-de-fumo de replicam nas periferias.

    Perdemos o rumo do progresso, perdemos chance de crescer como fez o nosso vizinho PERNAMBUCO, É importante citar que tivemos o mesmo tratamento, mas infelizmente, não tivemos projetos e retrocedemos anos-luz em todas as pastas.

  • SEBASTIÃO IGUATEMYR CADENA CORDEIRO

    É BASEADO JUSTAMENTE NAS EXPLICAÇÕES DO DR.
    GOUVEIA , QUE ESTIMO UMA SUBSTANCIAL SUB NOTIFI-
    CAÇÃO .DESTE DELITO . SE A VÍTIMA CHEGASSE , E
    FOSSE RECEBIDA POR UM VEINHO DE CABELOS BRAN-
    COS E UMA VOZ E CONVERSA TÃO MELÍFLUAS COMO
    A DO VICE NONÔ ( DÁ ATÉ VONTADE DE CHORAR ! ) ,
    ALARDEANDO A DISTRIBUIÇÃO DE LEITE PELO GOVER-
    NO AOS CARENTES DESTE ESTADO . . . ÔMI !!

  • Amelia

    Certamente em uma situação de total violência como é o estupro, não tem profissionalismo masculino que minimize a vergonha e o asco ao menor contato. Tomara que a sensibilidade do Conselho seja verdadeira e que que as vítimas possam contar com profissionais femininas e sensíveis. Logo!

  • Sylvio De Bonis Almeida Simões

    Deve ser a vez de agradecermos ao Governo Estadual, mais uma vez, por sua excelente gestão da “segurança pública”, nos últimos sete anos e meio. Tró-ló-ló da parte dele, e mensagens de sucesso, é o que não falta.

  • Jece

    Quem deveria proteger mais essas crianças, que inclusive sofrem ataques de pais, padastros, tios, vizinhos etc., seriam suas mães, que historicamente cumpriram essa tarefa de acompanhar com zelo e presença constante seus filhos na infância e adolescência, evitando que sofressem ataques por estarem sozinhas, disponíveis para os “predadores”. Mas hoje as coisas mudaram, e a ausência das mães que, a exemplo dos pais, passam o dia fora de casa trabalhando, ou vão tomar suas cervejinhas em bares, abre a porteira pra esse tipo de coisa, ou pras babás que são filmadas espancando os filhos das outras. Quantas crianças não são encontradas sozinhas em casa pelos conselhos tutelares, literalmente “sem pai, nem mãe” ?. Mas se alguém falar que a mulher falha hoje nesse papel de cuidar das crias (sem análise sobre se é levada a isso pela modernidade), é logo chamado de machista. Ou se muda a situação atual, com mais tempo para as mães, com a colaboração e revezamento com os pais, ficarem realmente ao lado dos filhos, como guardiãs que devem ser ante os perigos e a bandalheira atual, ou essas 274 estupradas logo serão 548, depois 1.096, e 2.192 e assim sucessivamente, enquanto sociólogos tentarão se consolar com desculpas tipo: não importa o tempo que as mães modernas passem com seus filhos, o que importa é que, nos míseros 15 minutos em que elas se dedicarem a eles diariamente, o façam com “qualidade”. Me engana e se engana que eu gosto. A realidade está mostrando a falta que a educação doméstica faz na sociedade atual, e as violências sofridas por crianças por conta da falta de quem as proteja. O resto é balela, e podem vir Judiciário, MP e polícias, que nada resolverá a falta de mães ao lado de filhos pequenos pra conter essa verdadeira sacanagem que se faz com as crianças hoje em dia, em nome do progresso e da melhoria do mercado e do lucro. Ouro de tolo.

  • Luciana

    É lamentável que não foi citado o trabalho que vem sendo desenvolvido atualmente no IML com as crianças vítimas de agressão física e sexual que precisa ser divulgado e a população pode ajudar. E existem outros projetos no Núcleo de Apoio Psicosocial que a atual gestão do IML e POAL pretendem por em prática.
    https://www.youtube.com/watch?v=40-whCe16aE

  • Eudes Inacio da Silva

    Não há seriedade com o tratamento de vulnerados e vulneradas em nossa Capital.
    À luz do dia, no mercado, no Centro, meninas se prostituem e são prostituídas. É um submundo dentro do “mundo” de lojistas que empregam “por favores” – quem não sabe disso?
    Meninas violadas primeiro por seus direitos: educação, saúde, família, Estado… Violada a dignidade, o resto tem preço.
    Rodas de conversa de homens que vasculham ponta-cabeça meninas em trajes escolares. Mulheres que julgam as meninas alheias como “salafrárias, sem-vergonhas, etc.”.
    O Estado e o Município de Maceió não valorizam os trabalhos de Assistentes Sociais e Psicólogos que poderiam atuar eficazmente nos cuidados a este público.
    Quanto às mídias… ah, quanta desvalorização… mulheres são “friboi”, “cachorras”, “vagabas”, “piriguetes”… Mulheres bem resolvidas, mães, trabalhadoras não vendem produtos, não é?