A história me foi contada por uma autoridade da Segurança Pública: o próprio secretário Eduardo tavares, da SDS.

Ele disse que, até recentemente, havia uma cobrança de “pedágio” em Jaraguá, onde se concentram alguns escritórios, empresas e faculdades.

Como funcionava? Cada pessoa, procurada por um representante dos criminosos – milícia? – era obrigada a pagar regularmente uma taxa, para que pudesse circular, trabalhar e estudar na região sem ser incomodado.

(A solução foi botar um quartel da PM no local.)

O modelo é semelhante ao das “comunidades” do Rio de Janeiro, onde as milícias controlam até a marca da cerveja a ser consumida pela população local – só pode ela e ponto final.

Ou seja: o Rio é aqui, pelo menos no que se refere ao mundo do crime e seu modo de operação.

Esta semana, assisti a um ótimo debate – na TV fechada – sobre a violência no Brasil.

Principais conclusões:

– O modelo das UPPs esgotou-se, exauriu-se. O embate entre quadrilhas de traficante voltou a se intensificar.

Aliás, o secretário José Mariano Beltrame, do Rio de Janeiro, já havia avisado: se as ações policiais não vierem acompanhadas das políticas públicas essenciais e estratégicas, o crime volta com a mesma força.

– São Paulo é o estado que mais investe na área: R$ 18 bi, só este ano (mais do dobro da União com Segurança Pública). Vinha apresentando bons resultados, mas os homicídios voltaram a crescer.

– No Distrito Federal, que construiu um campo de futebol por R$ 2 bilhões, é o lugar do país em que a sensação de violência mais cresce, superando até Alagoas. Incrível!

– O Brasil não sabe lidar com a violência, assim como o mundo inteiro não sabe lidar com a droga – que virou uma pandemia.

O que fazer?

Quem há de saber?

Que tal começando a mudar o modelo de representatividade em vigor? Este, sim, está morto e resistimos em enterrá-lo.

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  • Nivaldo

    O RICARDO, AQUELA AREA DE JARAGUA ESTÁ DOMINADA POR ALGUNS DELINQUENTES DA FAVELA DE JARAGUA. A JUSTIÇA TEM UMA GRANDE PARCELA DE CULPA EM NÃO TER APOIADO O EX PREF. CIÇO QUANDO CONSTRUIU AP PARA ACABAR COM AQUELE COITO DE NÓIA.

  • JEu

    Eu gostaria de sugerir uma visita, a quem puder, à Suiça. Lá, até o presente momento, os índices de criminalidade são muito baixos. Não há, quase, policiamento ostensivo e nem de trânsito. Também não se encontra pessoas miseráveis (pois pobres existem em qualquer lugar), nem pedintes, nem meninos e meninas de rua. Lá, quase a totalidade da população obedece voluntariamente às regras do trânsito, não jogam lixo nas ruas ou outros locais públicos e procuram agir sempre com a máxima educação possível, seja na vida particular, seja na vida pública. A pergunta que imediatamente nos vem à mente é: como eles conseguiram isso? A resposta que aparece, como resultado das constatações pessoais, já que tive a oportunidade de fazer um curso de 2 semanas em Genebra: educação e procedimento ético e moral no mais alto gráu que se pode alcançar. Lá um atendente de restaurante fala, pelo menos, dois idiomas. Lá, uma enorme parte da programação da TV é educativa. Lá uma pessoa tem que estudar (tudo pago pelo governo) no mínimo 16 anos para começar a trabalhar, sem, no entanto, impedir que jovens ajudem os pais nos trabalhos das pequenas (já que não existem grandes latifúndios) lavouras (principalmente vinícolas). Lá não existe o parlamentar (representates do povo nas câmaras) de carreira. Lá o parlamentar é eleito, porém tem que continuar a ter a sua profissão e somente quando é convocado (duas a três vezes por ano) é que recebem uma ajuda de custo (não têm direito a gabinete particular, nem carro à disposição, etc) para votar assuntos de interesse do país (orçamento, leis novas, etc). A corrupção é mínima e fica normalmente restrita ao sistema bancário (mais a polícia e o fisco ficam sempre alertas). Lá, os cidadâos que moram nas zonas rurais recebem apoio e incentivos para permanecer no interior e continuar com a sua produção (vinícolas e queijos, principalmente) devido ao clima. Agora pergunto, será que podemos tirar algum exemplo útil para a nossa sociedade da organização social da Suíça?….

  • Antonio de Pádua

    Caro internauta JEu, sonhar é muito bom e não paga propina.

  • Há Lagoas

    A violência é endêmica em todo o Brasil, em se tratando de Alagoas ela se torna pior porque os resultados obtidos pela Defesa Social foram ínfimos!
    É lamentável os números de assassinatos em nosso Estado, ao mesmo tempo em que o próprio governo admite sua falha.
    Fica nossa torcida para que este ultimo ano de governo, o novo secretário consiga ao menos estabilizar, ou na melhor das hipóteses, diminuir.
    Talvez no més da Copa, com um policiamento ostensivo e ajuda da União, tenhamos um alivio.

  • Ricardo Barros

    ô JEu, tú acha que num país de Africanos, Portugueses e Cubanos como o Brasil vai um dia chegar ao nível da Suíça? Quanto ingenuidade!!!

  • Daniel

    Meu caro JEu, acho que é melhor vc ver o modelo da Suíça se candidatar ao governo e com certeza será eleito com as propostas de lá. Daí vc as coloca em prática e se tornará o melhor governante do Brasil! Simples e fácil, não acha?

  • Célio Fernando de Sousa

    Prezados, há anos se vive isso, alguém consegue estacionar em via pública no Estela Mares sem que um delinquente chegue com um papelzinho cobrando taxa de R$5,00 ou mais para que não furte ou danifique seu veículo? Eu já liguei para PM, mas como tantas outras coisas não dão bola nem resolvem, não querem se meter, nem com isso, nem com cheira-cola, nem com nada. Cada um que se vire, quem quiser que mate, ou morra, há muito isso é terra de ninguém, a polícia tem sido bem eficiente, sim, mas só para exigir aumento de soldos, fazer greve, atender mal, reclamar, etc. Inclusive, a greve da polícia só demonstra que nem melhora, nem piora nada, por aqui dá na mesma com, ou sem. Esta é a sensação do Alagoano, ou alguém se sente seguro em algum lugar por aqui?

  • João Bosco de Castro

    Ricardo, não duvido de suas convicções democráticas, mas dentro dessa coisa de “mudar o modelo de representatividade em vigor” – que você defende no último parágrafo do posto – cabe muitíssimas ideias e práticas políticas, inclusive algumas bastante nocivas à democracia.

    É preciso cuidado… Quase ninguém mais no mundo atual toma o poder por meio de um golpe de estado. Ao contrário, adotam práticas aparentemente democráticas e vão aos pouquinhos envenenando as instituições. Quando menos se espera, “o sapo já está fervido”, para usar a imagem de uma historinha bastante conhecida.

    É engraçado que, no Brasil, esse discurso costumava ser feito justamente por aqueles que hoje estão cumprindo pena na Papuda. Atualmente, a mudança de modelo defendida por eles se resume a “voto em lista” e “financiamento público de campanha”, propostas alçadas ao debate justamente porque cristalizariam o status quo de poder.

    Outro tema também muito pregado pelo partido dos mensaleiros (por 6×5 “quadrilheiros” não pode mais, né?), na época em que só governavam prefeituras, era “democracia direta”, lembra? Orçamento participativo, então, era a senha que distinguia um petista nos círculos intelectuais e políticos brasileiros. Tarso Genro, por quem você nutre especial admiração, e espero que você o tenha perdoado pelo vergonhoso e desumano episódio dos boxeadores cubanos, era uma espécie de paladino da democracia direta. Mais ou menos como de uns anos para cá Suplicy o é dos programas de renda mínima. Dava-se de barato que, quando chegassem ao poder, plebiscitos e referendos seriam coisas corriqueiras. O plebiscito do desarmamento sepultou a sede por democracia direta desse pessoal. Esqueceram de combinar com o povo… Fazer o quê, né? E olha que, como pacifista radical, eu votei com eles, veja só!

    Aí você pode me perguntar: mas você está satisfeito com as coisas do jeito que vão? Eu respondo: de forma alguma! Mas não troco o atual modelo por palavras ocas que dariam um cheque em branco ao governo – nem ao atual, nem a nenhum outro.

    Agora se você me disser qual o modelo de representatividade que você defende, aí, sim, pode ser um começo. Quer um exemplo? Que tal “voto distrital” (ainda que misto), “cláusula de barreira para os partidos”, “fim das coligações” e aprofundamento da responsabilização dos gestores públicos por quaisquer crimes, inclusive contra a responsabilidade fiscal e a transparência pública. Já seria um bom começo, não?

    Resposta:

    Fácil: democracia participativa, com direito à cassação de mandatos – nos três níveis, incluindo também o judiciário – pelos prórios eleitores-cidadãos; eleição de candidatos sem partido, representando setores da sociedade, que os apontaria com um número mínimo de assinaturas; exclusão de qualquer cargo público no futuro – e no presente, também, é claro – de quem for condenado ou cassado no exercício de função pública(só para citar algumas possibilidades).
    Aceitamos sugestões.
    Saudações democráticas,
    Ricardo Mota
    ra
    õs

  • Nivaldo Mota

    Ricardo, não duvido da capacidade de muitas pessoas, interessados no assunto da violência. Teses e mais teses são discutidas em todos os lugares, universidades, redes sociais, programas de TV, mas nada se resolve. Sou assumidamente um dinossauro da política, creio firmemente, que o modelo capitalista é que leva a essa violência descontrolada e a associação mais que comprovada dos tais setores oligárquicos e empresariais com a mesma. Vou dizer, podem rir, já não ligo para isso, mas somente em um regime socialista, teríamos o fim da violência!

  • Humberto Silva

    Ricardo, em seu comentário você diz que o Brasil não sabe lidar com segurança, e não sabe mesmo, mas é muito simpres acabar com a violência. Vamos separar os cidadãos, ou seja, de um lado as pessoas de bem que querem viver em um mundo sem violencia e do OUTRO LADO os bandidos, todos aqueles que cometem violência que sejam colocados na prisão e que possam viver para sempre enjaulado e numca mais irão cometer atrocidades com os cidadãos de bem. Os BANDIDOS que estão matano, roubando, sequestrando, são sempre os mesmos, são presos, prestam depoimentos e as nossas Leis (responsabilidade do congresso nacional ) devolve as ruas para fazer o que? Advinhe.

  • JOBSON, DO SINDIMETAL

    Caro Ricardo, é uma extrema contradição sabermos que no tempo da ditadura os meninos de rua ou de pais que não podiam mantê-los eram internados na Cidade de Menor, onde eram bem cuidados, muitos aprendiam uma profissão e vários deles quando de lá saiam viravam até doutor.

    Ao contrário disso, há 12 anos, quando já estávamos há 17 anos na “democracia”, na Praça dos Martírios e numa casa abandonada ao lado do Palácio do Governo Alagoano se concentravam batalhões de meninos e meninas de rua, os quais, da janela palaciana o governador da ocasião podia vê-los mergulhados na extrema miséria.

    Portanto, foram muitos meninos e meninas abandonados que se multiplicaram sem qualquer assistência do estado e dentre os tristes resultados estão os que você narrou, nesta sua matéria, Ricardo.

    É esse o tipo de democracia que, à duras penas, conquistamos?

  • Henrique costa

    Outro fato não menos grave é a cobrança de “taxa” para estacionar em local público. Ou vc paga aos “proprietários” das ruas (flanelinhas) ou Nápoles estaciona. As autoridas precisam combater esta extorção. Vc Ricardo Mota, bem que poderia dá início à uma campanha para combater esse crime.

  • J.Monteiro

    Senhores, Ricardo Mota e João Bosco de Souza : Li atentamente o texto escrito por Ricardo Mota, e muito mais atentamente li e reli o comentário do Sr. João Bosco de Castro. Quanta sensatez, e sabedoria ali expostas. Então, quase a me recolher em minha pouca sabedoria, faço uma pergunta que vale para ambos : um país que foi transformado em um imenso curral eleitoral, com a oficialização do “Bolsa Votos”, e onde no STF, Superior Tribunal Federal, magistrados e magistradas se prestam ao papel de servir de trampolim para as peripécias de aloprados, mensaleiros e quadrilheiros, tem condições de operar mudanças estruturais, (que moralizem a nação perante o mundo civilizado), se suas instituições estão falidas?

  • terra sem lei

    Quando se aponta a justiça como uma das responsáveis, pelos altos indicies de violência que estamos passado, o presidente lula construiu aqueles apto na praia do sobral, para os pescadores, um grupo de pessoas simplesmente não quiseram sair dos barracos, ELA, A JUSTIÇA FEDERAL, ATRAVÉS DO SEUS PROCURADORES, FORAM CONTRA A RETIRADA, dos favelados, negando o direto de demolição dos barracos, att.:jeu, não queira comparar, a suiça, com o lixo que é o estado de alagoas, onde policia civil, só vive em greve, por melhores, salarios, policia militar, que vive reclamando, que ganhão pouco, más não pedem baixa, E VIVA A BANDIDAGEM DE NOSSO ESTADO.

  • Castro

    MERA SEMELHANÇA COM O PODER ATUAL.
    Decálogo de Lênin para tomar o poder .
    Diante da dúvida e da polêmica vale muito conferir o decálogo e ver se encontra qualquer semelhança com nossos dias atuais.
    1- Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
    2- Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;
    3- Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
    4- Destrua a confiança do povo em seus líderes;
    5- Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;
    6- Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;
    7- Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
    8- Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
    9- Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;
    10- Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa…

  • Alfredo Massaranduba

    Falta vontade politica para acabar com a violência (que interessa – e muito – a alguns politicos) no Brasil, o que temos atualmente? Um vergonhoso sistema onde um assassino pega 30 anos, e para pegar 30 anos tem que ser assassino em altíssimo grau, e após cumprir 1/6 da pena, ou seja, 5 anos, tem o dinheiro ao semi-aberto, além do mais se trabalhar na cadeia 2l anos, não vai cuprir os 30, mas 23. Aí a gente vê os 2 envolvidos na morte daquele soldado inglês: 1 pegou perpétua e outro a pena minima, ou seja 45 anos. Repito, 45 anos que é a pena mínima. Nosso vetusto congresso precisa rever o código penal e processual o mais urgente possivel, ou seja: NUNCA.

  • Claudio

    Sugestoes para um novo codigo penal:
    1) Quem andar armado pegara 1 ano de prisão em regime fechado, a não ser que pague fiança. classificação da fiança
    a) familia do acusado que ganhar salario minimo paga 10 mil reais de fiança.
    b) Quem ganha de 2 a 5 salarios familia pagaria 20 mil a 30 mil reais de fiança.
    c) Quem ganha mais de 10 salarios 100 mil reais fiança.
    d) Quem ganha salario igual ou maior que deputado paga 1 milhão de reais de fiança.
    e) Quem ganhar mais de 100 salarios pagara a familia ate 5 milhões de fiança.
    obs: quem não pagar seu filho passara 1 ano preso .
    2) Quem mata a pena minima será 30 anos em regime fechado sem direito a redução.
    obs: o preso que nao trabalhar vai pro castigo, ou seja fica na solitaria, so sai se for trabalhar sem reduçao nenhuma da pena.
    Agora faço a seguinte pergunta:
    O DIREITOS HUMANOS VÃO ACEITAR !