Carrego uma saudade imensa da risada desabrida e sem censuras do meu pai. Não que eu não tenha me deparado, e não foram poucas as vezes, com o seu ar zangado, a reprimir os meus muitos malfeitos. É claro que ele nem sempre tinha razão, mas hoje eu entendo o quanto os dias nos cobram uma grandeza que quase nunca temos guardada em alguma reserva estratégica.

E como é de acontecer, os que mais amamos e estão mais próximos pagam pelas cobranças e pressões do mundo lá de fora. É essa precariedade que nos torna mais humanos, falíveis. Quando nos damos conta, já reagimos um tom acima do que seria razoável. E bate um arrependimento dos diabos.

Se a culpa parece ser a vontade de voltar no tempo, ainda que só alguns instantes, ela nos dá a oportunidade do perdão. Mesmo que não o solicitemos solenemente – dificilmente aprendemos a fazê-lo-, é ela que nos molda o comportamento imediato para com o ente querido a quem agredimos em uma vingança que erra o alvo, não identificado com precisão e clareza: é o conjunto da obra.

As relações amorosas são feitas também de pequenas injustiças cotidianas. E se elas sobrevivem, é porque o afeto se impõe aos deslizes, às reações raivosas, motivadas por tão pouco, às vezes.

A risada do meu pai era, sim, especial. Algo moleque, trazida de uma infância sofrida, mas bem vivida. Suas histórias de garoto, que eu conheci já bem maduro, justificavam que ele a reverberasse pelos cantos da casa, na esquina com os amigos, destoando do seu ar severo à cabeceira da mesa de jantar, no trabalho, ou quando estava submerso em alguma coisa que ele sabia séria e necessária.

Lembro-a ao debochar de alguém – um amigo, um parente, um torcedor rival – que cometia um chiste involuntário, um equívoco risível. Não trazia com ela o escárnio que humilha, era tão somente o seu sinal de vida mais marcante, de uma alegria que busca e provoca outras alegrias.

Nos dias em que meu pai adoeceu para valer, a sua risada foi sumindo, o que logo percebi com grande tristeza. Se já não podia mais comer os seus pratos preferidos ou ir em busca de um bate-papo onde a gozação estava sempre presente, ele seguia à risca as recomendações médicas. Creio eu, na esperança de voltar a gargalhar e galhofar – um dos seus esportes favoritos.

Fui, talvez, o filho que lhe deu mais trabalho, pelas escolhas profissionais que lhe pareceram sempre equivocadas. Mas ele, nos últimos anos de existência, aceitou-as com resignação.

Não sem preocupação, que fique claro. Mas a sua solidariedade estava estampada no rosto sereno, na voz firme, a me dizer para seguir em frente, o que me foi fundamental quando vivi o pior drama da minha vida. Ele conhecia a minha dor, já a havia experimentado, e sabia o caminho que eu devia seguir. Então, calejado pelos tempos e sem o viço da juventude, segui o seu conselho: “Não se entregue”, disse, e me empurrou adiante.   

Nos seus últimos dias de vida, meu pai ficou internado em casa, em um tratamento que só podia postergar a despedida. A cada manhã, ao chegar à sua casa, após o jornal que eu apresentava na televisão, gritava na porta de casa: “Seu Mota, cheguei”. Ia até o seu quarto, beijava-o, conversava e tentava animá-lo. Ele já não gargalhava. Abria apenas um leve sorriso, que sempre me parecia de satisfação.

Mas houve aquela manhã. O ritual foi cumprido – como sempre. Ele havia piorado muito na noite anterior, e eu pressentia que a mais triste das horas estava acelerando o ponteiro do relógio.

– Seu Mota, cheguei.

Fui até o seu quarto, beijei a sua testa. No mesmo instante, o equipamento ao lado da cabeceira da cama disparou, anunciando a sua partida. A enfermeira que o acompanhava, já conquistada pela sua simpatia, desabou a chorar e disse que ele estava apenas esperando que eu chegasse.    

É provável que não fosse. Mas estava reafirmada, ali, definitivamente, uma amizade que vou carregar pelo tempo que o calendário ainda me reservar.

Senti-me, naquele terrível instante, desamparado como nunca. O último reduto a que poderia recorrer, a abrigar as minhas fraquezas, as cotidianas, inclusive, deixara de existir.

Quando “ouço”, no entanto, a sua risada a se espalhar pela minha alma é como se ele me dissesse mais uma vez:

– Não se entregue.

– Certo, pai.

O resultado da auditoria do TC na folha da Assembleia em 2008
"Indícios de crimes federais" levam escândalo da Assembleia para Brasília
  • Rogério da Silva Costa

    Caro Ricardo, sou leitor contumaz do seu blog. Consumo suas letras diariamente, sempre com muita atenção, respeito e sensibilidade. Gosto do seu texto e da forma como você exprime seus pensamentos, opiniões e avaliações. Como formador de opinião, respeito profundamente muitas de suas reflexões e, confesso que muitas vezes me senti provocado em opinar, mas resisto. Apenas leio, tento mastigar o que você externa, processo esse material e formo um juízo, claro. Mas, tenha certeza que você tem me ajudado muito a entender e compreender as coisas que nos cercam. Sobre esse texto, eu não aguentei! Foram quebradas todas as minhas travas e resistências. Como deves saber, perdi meu pai recentemente. Você ainda teve a chance de uma despedida. Eu não! Mas não te invejo por isso! É a vida. Talvez meu pai quisesse que fosse assim, sem despedidas. Esse seu texto é, sobretudo sincero, simples…e revela sua porção mais singela. Senti o seu coração impregnado nas palavras. Fui tocado! Obrigado por trazer conforto a mim e muitos que te acompanham, ajudando a nos tornar mais humanos e consciêntes. Sucesso, muita luz e inspiração em sua existência. Deus te proteja!

  • Jailson Elias

    Caro Ricardo,

    Emocionante…não me contive e chorei ao lembrar o sorriso do meu pai.

    Grande abraço.

  • Fernando Dacal Reis

    Grande Ricardo,
    Conhecedor que sou das suas crenças religiosas meu comentário hoje seria simplesmente, SEM COMENTÁRIO, mas, me rendo para dizer BRILHANTE!
    Mas a crença espiritualista traz a certeza de um futuro encontro, tanto seu com Sr. Mota como meu com D. Eline e, quem sabe não estaremos juntos assistindo uma sinfonia de gargalhadas…

  • Ariano André correia santos

    Aprendi a gostar de suas crônicas quando percebi que em muitas você rasga o coração e assim se torna mais humano e menos Jornalista , parabéns Ricardo !

  • fred

    História de pai, verdadeira, e isso faz parte de toda família. Me reporto ao meu saudoso pai, ABEL FREDERICO DA SILVA, que mie tantas lições e que hoje passo para as minhas três filhas. S eu lema ´principal *POBRE TEM QUE ESTUDAR MAIS QUE O RICO*, POIS AS PORTAS VÃO SE ABRIR. Hoje com grandeza eu e minha esposa investimos nas três, uma é formada em direito, outra faz engenharia ambiental e a outra faz medicina..

  • Francicláudio Diniz

    Belo. Inspirado e escrito pelo coração.

  • EDNALDO MAIORANO DE LIMA

    CARO RICARDO MOTA, COMO TU, ALIMENTO A SAUDADE ETERNA DE MEU AMADO PAI. AS SENSAÇÕES DO AMPARO CONSTANTE, EU TAMBÉM AS SINTO… ME SEGURANDO, ME PROTEGENDO.

    ELE, MEU PAI, E TAMBÉM MINHA MÃE, QUE TAMBÉM JÁ NÃO ESTÃO “ENTRE NÓS”, SÃO AS PALAVRAS DE WH AUDEN, retratadas no filme, “4 CASAMENTOS E UM FUNERAL:

    “ELES ERAM MEU NORTE, MEU SUL, MEU LESTE E OESTE.
    MINHA SEMANA DE TRABALHO E MEU DOMINGO
    MEU MEIO-DIA, MINHA MEIA-NOITE.
    MINHA CONVERSA, MINHA CANÇÃO…”

    PARABÉNS, MAIS UMA VEZ.. !

  • Noélia Costa

    Lindo Texto amigo jornalista Ricardo Mota! Com esse texto começo as lembranças do meu velho e amado pai,Nilo Costa,homem humilde,sempre com um sorriso lindo no rosto,amido de todos,amava o seu ofício que era ser panificador,Padaria São Jorge ,na ponta grossa,a época uma das melhores padarias do estado,criou e educou seus filhos com com seu trabalho,acordava as 4 h da manhã feliz da vida,pois aquilo era a vida dele,amava o que fazia,esse era o ingrediente maior para tudo fluir,formou um filho médico, um administrador de empresas e dois professores,tempos bons,onde tudo era tão mais fácil,meu pai não tinha nem o segundo grau,mais era um homem trabalhador e conseguiu deixar todos nós muito bem de vida,o maior legado de meu pai foi dar um belo exemplo de vida, e seu sorriso humilde nunca vou deixar de lembrar!Ele dizia :a vida é cruel minha filha,cuidado,nunca feche os dois olhos! Saudades do meu velho e querido pai!

  • SEBASTIAOIGUATEMYRCADENACORDEIRO

    MAT’ERIA, RAPAZ ! ESTE SEU (MAIS UM) BRILHANTE TEXTO
    PESSOAL, PEGOU-ME DESARMADO E SENTI AQUELE NO’ NA GOELA. DISCORRER SOBRE OS FATOS(OU FATORES)
    QUE ME DEIXARAM MOMENTANEAMENTE ” ENTREGUE” E
    SUSCETIVEL AOS NOSSOS NOCAUTES BOLTIANOS DO
    COTIDIANO ALAGOANO, DIGNO DE UM OCTODROMO E UMA PLATEIA EXARCEBADA COMO A DO MMC . MAIS UMA VEZ , MEUS PARABENS , MEU IRMAO ! OMI !

  • Zanza

    Emocionei-me com sua descrição das visitas ao seu pai com o cartão de entrada “- Seu Mota, cheguei” que traduzindo dizia: “Pai, eu te amo.. perdoe-me por tantas coisas.. estou aqui para estar ao seu lado.. quero que sinta-se cuidado por mim nesses dias maus e de descontentamento”
    Ele entendeu seu imenso amor , admirável escritor.
    “Abria apenas um leve sorriso, que sempre me parecia de satisfação.”
    Lindo texto. Lindas lembranças!
    E para mim, leitora, ficará como lição para a vida o NÂO SE ENTREGUE do sr. Mota.
    Abraços.

  • ARTUR

    Ricardo, é uma historia de amizade que só sente e sabe aqueles que tiveram o privilégio de conviver em um lar de união, respeito e amor.
    Quanto a profissão JORNALISTA tenho certeza que foi DEUS quem escolheu e bem escolhido para servir de instrumento em defesa dos Alagoanos e dos mais humildes sem vós e quando lhe procuram você resolve com um jeitinho diferente de sabedoria, humildade, firmeza e o principal, confiança da sociedade e o respeito daqueles que são convidados a praticarem o correto.,

  • Fernando Sarmento

    Bonito e comovente relato, Ricardo. Eu que perdi meu pai apenas três anos atrás, que da mesma forma do seu era meu porto seguro, acabo de perder minha mãe, um ser iluminadíssimo. Não temos controle, nem explicação sobre esses dolorosos fatos. O que nos resta é apenas a saudade, mesmo que ainda muito doída.

  • Antônio Carlos.

    Prezado Mota, lembranças belíssimas de um grande pai, que tornou você um grande filho, um grande pai, um grande amigo, enfim, um grande homem. Valeu.

  • Leitor dos domingos

    A melhor narrativa das dores e sabores que já vi.

  • Elza Maria da Silva Tavares

    Lindo texto.Acho que acordo aos domingos sedenta de ler e ver que ainda existem pessoas como você.Seus textos falam de um cotidiano,não muito explorado.A beleza da alma daqueles que acertam e erram com a vontade infinita de sempre acertar.Você nos remete ao mais íntimo do nosso ser e deixa que revivamos todo o encantamento que ás vezes não soubemos experimentar em sua totalidade,quando o vivemos.Continue firme e com essa beleza de alma ao nos brindar com um amanhecer de domingo especial. elza

  • José Machado

    Parabéns Ricardo, sua matéria toca fundo em quem teve um pai que à sua maneira amou os filhos como ninguém, aí, permita que devida o seu sentimento de reconhecimento e saudade, Pai o melhor entre todos os amigos!

  • Robson

    Belo texto. Na minha opinião o mais emocionante postados aos domingos.

    Para onde fores, Pai, para onde fores,

    Irei também, trilhando as mesmas ruas…

    Tu, para amenizar as dores tuas,

    Eu, para amenizar as minhas dores!
    Augusto dos Anjos.

  • Frederico Farias

    Bela crônica, parabéns. Saudades de “Seu Mota” e de papai, grandes “conspiradores”.
    Abraços. .

  • ROBSON FARIAS.

    MAGNATA DA ESCRITA! LINDO! EMOCIONANTE! HAJA SINÔNIMOS.SINTO MUITA FALTA DE MEU PAI.PARABÉNS.

  • Fernando

    Que coisa agradável de se ler, meus parabens pelo excelente texto. Só lamento não ter a mesma saudade do meu pai, pois ficaria muito contente com sua presença, mesmo sisuda na cabeceira da mesa. Coisa que nunca vi, embora uma mulher maravilhosa supriu tão dolorosa ausência, minha saudosa mãe que adormece na morte a espera da ressurreição. E não é que meu pai, ainda com 90 anos insiste em viver, eita cabra teimoso!

  • sergio

    Tive o Prazer de Conheçer Sr. Lula. O que mais admirava nele,era o companheirismo com a esposa sempre de maos dadas.

  • tania

    Muito emocionante….chorei ao ler!!!

  • Grande Amigo

    Ricardo, voce ainda tem um porto seguro sua Mae. Meus Pais tambem era meu porto seguro.Primeiro partiu minha Mae que tinha uma sabedoria sem tamanho com poucas palavras. Em seguida se foi meu Pai, que pouco falava mas tudo fazia por cada um dos Filhos passando a missão de decidir para ela e assim formava uma perfeita dupla dos melhores Pais do mundo.

  • Robinho

    Hoje você passou dos limites.
    Bateu uma saudade imensa do meu pai……e de mamãe.
    Grande abraço.

  • Ivanilda Verçosa

    Oh, Ricardo, como me emocionei. Tive as mesmas perdas que você, só que em tempos diferentes: meu pai com 15 anos de idade e minha filha (antes da Catarina) com 24 horas de nascida. Ainda hoje carrego essas dores. Difícil mesmo foi aprender a conviver com elas. E do meu pai ficaram, não apenas as risadas mas, as músicas e o violão, que ele tocava como poucos. Era conhecido como “canhoto”, o Januário canhoto. Organizador do Bloco carnavalesco “OS MARUJOS” (ele era marinheiro), trabalhava na fiscalização dos carregamentos e descarregamentos do Porto de Jaraguá, a antiga Alfândega, hoje Delegacia da Receita Federal. Organizava tb as festas de Natal,os Pastoris, as festas de São João, com a Chegança, o Fandango, as Baianas, que ele mesmo ensaiava com alguns amigos e ele mesmo participava. Tudo isso acontecia na Ponta da Terra, no largo da igrejinha de N.Srª de Fátima. Ah, que saudade me bateu. Abençoado seja você, meu amigo Ricardo Mota, de cujos textos e postura jornalística sou FÃ incondicional. Deus te abençoe. Bjokassssssssssssss, Ivanilda Verçosa.

  • maria albany de oliveira ramos

    lendo e chorando. nao cheguei na hora pra ver o ultimo sorriso do meu amado pai. voce recebeu um grande presente de Deus.

  • Ir.Sandra

    Caro Ricardo, mais uma vez você consegue exprimir com uma sensibilidade cativante o maior de todos os dons: o amor verdadeiro “que não se mede,nem se repete”,simplesmente se se eterniza no amado.Amor incondicional, de pai e de mãe. Deus o conserve inspirado.

  • FELIPE BRAGA

    Lembro-me muito, quando ainda nos meus ” vinte e poucos anos ” de vez em quando eu o encontrava na inesquecível DISTRIBUIDORA onde ele era muito respeitado e querido por todos.Parabéns Ricardo pelo Pai que você teve um homem decente,honesto e trabalhador ( sou testemunha ocular ) e que com certeza foi orgulho para todos os seus filhos.Tenho também muitas saudades do ” meu querido velho ” a quem eu também amei muito e foi meu orgulho.Abraços Felipe Braga

  • eliane palmeira barros

    Ricardo,

    Parabéns pela emoção do texto.

  • mirya tavares pinto cardoso ferro

    Pôxa! Essa rasgou a alma, PARABÉNS.

  • Higor Melo

    Parabéns pelas palavras.

  • ANTONIO ARECIPPO NETO

    CARO JORNALISTA RICARDO MOTA: PARABÉNS PELO SEU ESCRITO A RESPEITO DA FIGURA DE SEU PAI. TAMBÉM GOZEI DO PRIVILÉGIO DE TER TIDO UM GRANDE PAI, AMIGO E CONSELHEIRO, QUE DEIXOU ESTE MUNDO AOS 90 ANOS DE IDADE. MINHA QUERIDA MÃE SE VIVA ESTIVESSE, FARIA AMANHÃ 26 DO CORRENTE, 103 ANOS,POIS NOS DEIXOU AOS 95 AOS DE VIDA.O MEU PAI SEMPRE DIZIA: ” É ASSIM A VELHA VIDA “. PARABÉNS PELO TEXTO EMOCIONANTE.

  • adriana mendonca

    Caro Ricardo, seu texto deu a oportunidade a todos de lembrar de seu velho, eu recordei o meu que perdi a 8 anos e que era meu porto seguro, sorriso na hora certa, como diz aquela musica ” naquela mesa esta faltando ele e a saudade dele estar doendo em mim”, obrigada ricardo pelo texto.

  • Guilherme Lamenha

    Não teve jeito. O choro veio aberto e saudoso ao longo da leitura. Lembrei imediatamente da risada do meu querido pai, que se foi há mais de 30 anos.

  • Zu Guimarães

    Lindo, Ricardo!
    Você me trouxe a lembrança da risada do meu pai também. De emoção, chorei…
    Um grande abraço pra você e pro Seu Mota que está às gargalhadas!

  • SAULO MOURA

    LINDO, EMOCIONANTE…, FALTAM PALAVRAS PARA EXPRESSAR MEU SENTIMENTO NESSE MOMENTO, TODAVIA, RESSALTO QUE HISTÓRIAS ASSIM SÓ ME FAZEM LEMBRAR DO MEU PAI (QUE NÃO CONHECI. QUANDO NASCI, O MESMO JÁ HAVIA FALECIDO 3 MESES ANTES DO MEU NASCIMENTO). PARABÉNS PELO TEXTO, EU O ADMIRO DE MUITO TEMPO, LEIO QUASE TODOS OS DIAS OS SEUS TEXTOS, COMO TAMBÉM O ESCUTO NO 12:10, PORÉM, SÓ AGORA COMENTEI UM TEXTO SEU. JÁ TIVE O PRAZER DE CONVERSAR COM VOCÊ, NO HIPER DA GRUTA, LEMBRO-ME ATÉ DA DATA: 28/12/2007, UMA SEXTA-FEIRA. PARABÉNS, UM ABRAÇO.

  • Rogério Monteiro Guedes

    Grande jornalista Ricardo Mota.Falar do seu Mota e lembrar dos momentos de descontração que tinha com os amigos na rua Buarque de Macêdo.Dentre eles o meu pai Sr.Amaro da Rocha Guedes,Lulão e outros que nao me recordo. Ao passar pela rua observava a turma conversando todos os dias na porta de sua casa um papo gosto e agradável.Relembrar coisas boas é um bálsamo para o presente e o futuro.Abraços gostei da crônica.

  • José Gonzaga

    Parabéns Ricardo, belo texto neste mês dos pais.

  • Erisson Costa

    Me trouxe tudo que era o melhor também do meu Pai, sua contagiante risada aliada ao sedento desejo de ser feliz. a verdadeira pureza de uma alma alegre. Costinha, já não posso te tocar, te abraçar, mas posso retratar tudo da forma mais emocionante, nas lagrimas da saudade.

    Ricardo, apenas obrigado! Fantástico, me trouxe as melhores lembranças que poderei ter na vida, o sorriso de meu PAI.

  • MARCELO DE ALENCAR G.FERREIRA

    RICARDO CONHECI SEU PAI TRABALHEI COM ELE HOMEM DE BEM.

  • Glória Damasceno

    Que crônica maravilhosa, Ricardo! Só me remeteu a um grande amor de minha vida e da vida de minha avó também.O coração tá aqui, choroso, lembrando o sorriso de meu avô, que graças aos céus ainda é vivo tanto em mim, como fora de mim.

  • Zé Gama Filho

    Texto emocionante, parabéns Ricardo .

  • Marcus Mousinho

    Nada mais que fantástico!

  • Cláudia Cristina de Melo Pereira

    Ricardo,

    Que texto belíssimo e sensível. Eu tenho pai e mãe, o que não me impediu de chorar ao ler seu texto. Algumas pessoas passam pela nossa vida e deixam marcas intrínsecas profundas, pai e mãe são os melhores exemplos disto. Uma vez eu perguntei a um amigo se ele tinha medo de morrer e ele respondeu “Perdi meu pai, não tenho mais medo da morte!”. Hoje eu entendo perfeitamente o que ele quis dizer e o quanto esse pai era fundamental na vida dele. Rezo todos os dias para Deus manter meus pais ao meu lado com saúde.

  • Anselmo Carvalho de Oliveira

    Bravo, Ricardo, beleza de crônica não me contive, lembrei-me do meu que já partiu

    Abraços

  • candido reinaldo c. de albuquerque

    Texto brilhante e de muita emoção. Quem já passou por estas perdas, não teve como conter as lágrimas.

  • Talvanes Lins

    O que mais falar, Ricardo, se você esgotou todas as palavras?O que mais sentir, se o sentimento maior foi exprimido em sua totalidade, em uma simples crônica? Parabéns pelo texto e pelo puxão de orelha que todos nós deveríamos receber sempre, para nunca esquecermos daqueles que nos legaram preciosas lições de vida: nossos pais.

  • Roland Freire

    Meu Pai ainda é vivo, mas me reconheci nesse belo texto. Lembrei também da bela canção do Pato Fu, intitulada “Canção Pra Você Viver Mais”

  • Cicero Alves de Lima

    A emoção tomou conta de mim, Ricardo. Lembrei-me dos fins de semana em Paripuieira. Papos gostosos com meu amigo Lula Mota. Pai extremoso. Amigo leal. Regatiano fiel. Semana passada recebi, de presente, algumas Pilombetas, trazidas por um amigo de Piassabuçú. Não pude deixar de lembrar de meu estimado amigo. Era seu tira-gosto preferido. Bela homenagem Ricardo. Entre nós não existia diferenças. Apenas respeito. Opa ! A memória quer me botar pra traz. Só havia uma dircordia: ele era bacalhau e eu urubú. Um abração, Ricardo e minha admiração.

  • Nelma Barros

    Caro Ricardo, quem dera viver emoções semelhantes com meu velho pai Nelson Barros, pois o destino nos separou e o mesmo destino nos juntos, mas o tal de “Parkinson” se intrometeu e sua fala sempre mansa, estar cada dia mais fugidia, mas às vezes ainda rimos juntos, e espero que muito tempo Deus me dê a oportunidade de tê-lo ao meu lado, mesmo em visitas esporádicas. Obrigada por compartilhar suas lembranças conosco, me emocionei e chorei, foi lindo! Abraços.

  • Martha Mª. Montenegro Mendonça

    RIco, sem palavras, lindo! estou aqui com a voz embargada de lágrimas! Nosso pai ERA DEMAIS! muitas saudades!

  • Ismar Macário Pinto Júnior

    Prezado Ricardo, PEÇO DESCULPAS! Em alguns momentos, principalmente em períodos eleitorais, fiz severas críticas a você. Mas, existe um ditado que diz “O tempo é o senhor da razão”. Pois é, como o passar do tempo tive que rever algumas posições e entender seu difícil trabalho. Hoje revejo vários de seus comentários e como encontro verdades neles! Mas, percebi que todos os dias ao ligar o computador e entrar na internet sempre acesso invariavelmente dois sites: meu e-mail pessoal e seu blog. E aí concluo como você se tornou um profissional imprescindível em nossa sociedade tão combalida. Você é a voz que nunca se cala! Que bom que você segue combatendo “o bom combate”, mesmo muitas vezes sendo injustiçado por diversas pessoas. Todos têm um papel importante no mundo. Entendo que você cumpre o seu plenamente! Que DEUS continue lhe dando forças para continuar este trabalho árduo, mas repito extremamente importante em nossa sociedade. Um forte abraço.