De Alagoas para o mundo.

Dois políticos alagoanos abrigados no Congresso Nacional receberam citações de destaque na publicação inglesa The Economist, uma das mais influentes do mundo.

Tem uma tiragem – semanal – de 1,5 milhão de exemplares, espalhados por vários países.

Uma potência.

Na edição de 16 de fevereiro, The Economist traz uma longa reportagem sobre a atividade política no Brasil.

Nada agradável, é bem verdade, mas não está longe do que os brasileiros, majoritariamente, pensam sobre o tema – mesmo que nada façam de concreto para mudar a situação.

Pois bem, com o título “Políticos-Zumbis do Brasil” (numa tradução livre), a matéria destaca a (re) eleição do senador Renan Calheiros à presidência do Senado, com as manifestações nas redes sociais – festivas, apenas, até agora – que pretendem tirá-lo do “trono”.

O outro citado, entre os alagoanos de destaque, foi o deputado federal Francisco Tenório, que assumiu o mandato em janeiro e “sob investigação de homicídio”.

É claro que a matéria é “pau puro”.

Há de se considerar que a política britânica não é praticada por virtuosos. Mas há uma diferença fundamental por lá: quando algum dos personagens é flagrado com a mão na massa, é retirado de circulação.

Isso faz parte do processo civilizatório, no qual estamos ainda engatinhando, sem que saibamos se, ao menos, vamos conseguir dar os primeiros passos em pé.

Tomara que sim.

Há de se argumentar, e com razão, que o Reino Unido já poderia ter sido condenado por crimes contra a humanidade, decorrentes da sua política de exploração e morte nas colônias.

É verdade, mas isso não justifica nem diminui a gravidade do mal que é praticado em terras tropicais em nome da governabilidade, coalizão, democracia, cordialidade, proporcionalidade, iniqüidade… (ôpa, errei no vocabulário. É melhor parar).

Uma proposta de Haddad (São Paulo) para Rui (Maceió)
O cachê de Djavan na propaganda do IPTU de Maceió
  • wal

    Só há justiça no Brasil, para wquem não pode pagar uns advogados,e com a grana roubada; assim fica fácio..

  • Ferro

    Ricardo, boa tarde!
    Não sei o conteudo da matéria. Porém acho que não deve ter nada de novidade para nós.
    O problema todo são eleitores que ficam a vida reclamando. E na hora que tem a oportunidade de tirar de circulação as figurinhas carimbadas da nossa política, não os faz!
    Depois vem opinar em sites chingando A e B…..se eles próprios não fizeram a parte deles.
    Portanto caro eleitor. Antes de falar de político corrupto, ladrão, etc…Pense o que você fez para mudar isso!

  • malu

    Aqui em Alagoas, quanto mais analfabetos melhor para os políticos, portanto eu não me sinto responsável por esses esses representantes fichas sujas que estão aí.

  • Cláudio

    Ricardo ouvi hoje seu comentário no rádio, e quero dizer que concordo plenamente com você, ha uma cultura aqui no brasil de impunidade, isso porque o mal exemplo vem de cima.A lei tem que ser aplicada rigorosamente, com muito mais razão àqueles que detém o poder, e tem conhecimento, e o fazem não por nenhuma necessidade, mas para o enriquecimento sem causa.E isso gera uma cultura de que nosso país é o país da impunidade.Mas acredito que estamos evoluindo, apesar de tudo.

  • Barbosa

    E depois e perseguição politica, como no caso da ação do MPF contra o Renam dos bois de ouro. Ainda aparece um Fernando Collor xingando o procurador e dizendo que é perseguição.

    Parabéns, somos conhecidos internacionalmente.

  • Romao

    … Errou não Ricardo. São iníquos mesmos!
    E, lamentavelmente, não “vamos conseguir dar os primeiros passos em pé”, sabe por quê? Porque sempre vai ter um com o “rabo preso” com os “encrencados”! Não viu a palhaçada do Mensalão e seus “condenados”, oh aí, deu em quê??? Mas,… não desistamos. Há pessoas que tem condições de nessa lista chegar com dignidade e valores humanos expressivos não me pergunte quem? mas, há!

  • Rosita Cardoso Silva

    O senador e o deputado não são culpados pela chacota internacional. O Eleitor quer assim.

  • Luiz Antonio Maciel

    É, mas ainda bem que nós não temos complexo de inferioridade e sabemos avaliar a real importância desse tipo de matéria venha da onde vier, a não ser que alguém aqui não saiba que esse tipo de pauta sai pronta do Brasil tem viés ideológico e econômico sobretudo agora com as mudanças que o Presidente Renam vem impondo ao Senado na linha da transparência e da austeridade. Do contrário é vestir a carapuça de terceiro mundo, latino americano e achar que essa gente que nem sabe onde é a Capital do Brasil é superior em tudo, Zumbi mesmo é a Rainha deles tenha dó Príncipe Charles coitado que gostaria de usar a Coroa mas colocaram outra coisa na cabeça dele…

  • Emmanuel Andre

    Esses políticos só envergonham os alagoanos.Li essa matéria na coluna do jornalista Pedro Oliveira no Jornal Extra, hoje vejo em seu blog e todo o Brasil deve ter visto nos jornais. Alagoas é uma terra boa mas os nosos políticos parece que nenhum presta.

  • SEM HIPOCRISIA SERIA MELHOR PARA TODOS!

    Se o responsável pela materia do “The Economist” soubesse a conduta dos políticos alagoanos citados em tela – com certeza jamais – ocupava seus espaço com eles. Infelizmente quem conhece esses politiqueiros é quem está sendo prejudicados por suas hipocrisias.