Até por assinar tudo que eu escrevo, não gosto de colunas e notas apócrifas – de jornais, sites etc.

Comentar o trabalho de outros colegas também me incomoda. Não o faço, imaginando que cada um age a partir da sua consciência pessoal e profissional.

No caso que trato aqui, entretanto, a questão é política e ganha um contorno surrealista, além de extremamente perigoso.

Uma nota publicada em um dos veículos de comunicação do senador Fernando Collor acende a luz vermelha para a campanha eleitoral de 2014.

Deve levar o ex-presidente, portanto, a uma reflexão sobre o limite das críticas políticas, quando elas invadem a vida privada e a honra das autoridades criticadas.

A tal nota faz referência aos “sentimentos pessoais” da secretária nacional de Segurança Pública Regina Miki “por uma autoridade do governo alagoano”, entregando-a ao julgamento do senso comum.

É claro que o alvo não é Miki – casada há mais de 30 anos -, mas, sim, a “autoridade local” não identificada.

Mais do que “amor”, o ódio pode estar por trás da publicação.

P.S.: Pela delicadeza do tema não liberarei a matéria para comentários.

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