Não, gente. Eu não acredito em nenhum tipo de determinismo, nem mesmo o genético, como defendem alguns.

Ninguém nasce com uma sentença sobre a cabeça, muito menos para ser ladrão do dinheiro público ou similar.

Fora deste entendimento, creio, sobra apenas o fundamentalismo, religioso ou de qualquer outra motivação.

Só um conjunto de fatores pode explicar o que acontece na atividade pública, hoje, tão desmoralizada no mundo inteiro.

Fato é que os piores caracteres se sentem atraído pelo poder, irmão-gêmeo do dinheiro, que “compra até amor verdadeiro”.

O ambiente favorece a proliferação da “peste”, que assola o planeta e faz mais vítimas – e mais graves – nos países em que o analfabetismo ainda faz morada, apesar do discurso ufanista tão em moda nos dias que correm.

Já vai longe o tempo em que eu acreditava – e eu acreditava, sim – que a corrupção era um problema ideológico. Não era e nunca foi.

Frei Beto, grande personagem da vida brasileira, com destaque na luta contra a ditadura, ao ser indagado se o poder modificava as pessoas, saiu-se com uma pérola de sensatez:

– Não. Elas se revelam.

Não há de ser no ventre materno que alguém vai se definir por tal ou qual caminho. O ambiente, desde o primeiro – o doméstico –, terá muito mais influência na definição do caráter de cada um de nós.

É verdade: o mundo é maior do que os pais. Mas são eles que tratam de modelar o esqueleto moral com o qual os filhos haverão de caminhar quando adultos.

Mudanças de percurso? Sim, é possível de acontecer. Mas o olhar com mais acuidade para os valores e pontos de vista defendidos pelos filhos, desde quando se manifestam ainda garotos, pode ajudar na correção de rumos enquanto ainda é tempo.

Não há de ser uma sentença, divina ou genética, que definirá de que lado um espécime dessa nossa espécie atuará na vida.

Agora, cá para nós: se uma criança disser que quando crescer quer ser deputado, senador ou assemelhado, olho nela e acompanhamento em tempo integral: a serpente pode estar sendo gerada no ovo (isto é uma metáfora).

O trágico fim de Iracema
JHC vai beber do mesmo veneno servido a Rui Palmeira na Assembleia
  • M. Almeida

    É a nossa completa falta da mínima noção de cidadania que provoca esse estado de coisas. Mas, se os corruptos em sua maioria são pessoas com pelo menos o ensino fundamental ou superior, por que são corruptos? O que acontece na ALE, por exemplo, como pode ser mudado? Mais uma vez a resposta é CIDADANIA, que envolve uma série de conhecimentos e princípios. A maioria das pessoas reclama, reclama e vota nas mesmas pessoas. Chega! E chega de políticos com cara de bonzinho e que nada fazem! Precisamos exigir competência das pessoas que dirigem os TRÊS PODERES! Entendamos de uma vez por todas que são FUNCIONÁRIOS, SERVIDORES PÚBLICOS! Prefeitos, juízes, desembargadores, delegados, governadores, senadores, vereadores todos, que fazem parte da administração públicas são autoridades por receberem de nós AUTORIZAÇÃO para isso! Entenderam?

  • carlos

    ——————————————————————————–

    SIMÃO PEDRO EM VISITA AO RIO DE JANEIRO.

    Conta-se que Simão Pedro, há tempos, conseguiu chegar ao Rio de Janeiro, perfeitamente materializado. Utilizando preciosos fluidos da natureza, nos bosques floridos que marginam Petrópolis, desceu dos subúrbios para o centro, com o objetivo de verificar as realizações cristãs, entre os novos discípulos do Evangelho.

    Alpercatas de pobre, cabelos à nazarena, leve bastão a sustentar-lhe o corpo e singela túnica de estamenha, ia o apóstolo, de olhos vivos e doces, estranho aos automóveis e aos arranha-céus, na consoladora antevisão do encontro com os aprendizes do Senhor.

    Achavam-se multiplicados, pensava. Trazia, mentalmente, o endereço de muitos, de conformidade com as rogativas que subiam da Terra para o Céu. Que lhe contariam, acerca dos ideais evangélicos no mundo? Não ignorava que o Planeta continuava sob o guante infernal da guerra, entretanto, sabia que os ensinamentos do Messias avançavam salvando almas.

    Ante o frontispício de admirável organização católica-romana, deteve-se, emocionado.

    Aproximou-se. Tocou a campainha.

    Pretendia avistar-se com os superiores da casa, a fim de trocarem idéias.

    Um padre bem humorado atendeu:

    – Quem é o senhor?

    – Simão Pedro, para servi-lo.

    O clérigo sorriu e anotou-lhe os desejos.

    Findos alguns minutos, um dos diretores apareceu, em companhia de vários religiosos. Ouviram o visitante humilde, com inequívocos sinais de incredulidade e sarcasmo.

    Não chegaram nem mesmo a considerar-lhe as palavras.

    – Volte segunda-feira, com o atestado policial – declarou o orientador da instituição – e providenciarei seu ingresso no asilo.

    Simão tentou explicar-se.

    O eclesiástico, no entanto, foi claro:

    – Não insista. Tenho mais o que fazer. Venha segunda-feira. O psiquiatra organizará sua ficha.

    Sequioso de entendimento, pediu Pedro:

    – Tenho sede. Permita-me entrar, por obséquio.

    – Quê? Entrar? Não precisa disto para beber água. Na esquina próxima encontrará um café, e será atendido.

    Em vista da porta repentinamente cerrada, o apóstolo, algo triste, cruzou várias ruas e estacionou junto de simpática vivenda.

    Perguntou ao jardineiro pelo ministro da igreja reformada que a ocupava.

    O robusto rapaz deu-se pressa em satisfazê-lo. Em momentos breves, trouxe consigo não só o pastor, mas também dois jovens presbíteros.

    À primeira interrogação, o visitante respondeu, esperançado:

    – Sou Pedro, o antigo pescador de Cafarnaum.

    – Entreolharam-se os presentes, espantadiços.

    – Debalde buscou o velho Caphas esclarecer os propósitos que alimentava. O ministro evangélico, ai invés de prestar-lhe atenção, pôs-se a ouvir os rapazes tagarelas.

    – Penso que é portador da mania ambulatória – asseverou um deles – traz alpercatas e os pés não parecem muito distintos.

    – Tenho ido pregar no hospício – informou o outro e conheço alguns casos de loucura circular.

    O pastor dirigiu-se a Pedro e declarou, sem rebuços:

    – Pode retirar-se. Aqui, não posso recebê-lo. Procure o culto no domingo pela manhã.

    – Irmão, não me expulse assim… Rogou Pedro, humilde.

    – Nada posso prometer-lhe – revidou o ministro, seguro de si – a congregação está longe de construir o nosso hospital de alienados.

    Vendo-se novamente sozinho, o ex-pescador Galileu varou largo trecho da via pública e parou à frente de nobre domicílio.

    Bateu, acanhado.

    Ao rapazelho que atendeu, lépido, indagou pelo diretor de importante organização espiritista que ali residia.

    Decorridos alguns instantes, o dono da casa veio em pessoa, seguido de dois confrades.

    À inquirição inicial, respondeu tímido:

    – Sou Simão Pedro, o discípulo de Cafarnaum.

    Os novos amigos permutaram expressivo olhar.

    O missionário da Nova Revelação, que o apóstolo procurara, nominalmente, afirmou calmo:

    – Obsessão evidente. Creio esteja ele atuado por argucioso perseguidor invisível.

    – Um vidente faria aqui a necessária verificação, acentuou um dos companheiros.

    O outro, contudo, mostrando extensa intimidade com Richet, acrescentou, com algum pedantismo:

    – Tipo inabitual. Bem provável possa ser aproveitado aos estudos de criptestesia.

    Adiantando-se, Pedro implorou:

    – Irmãos, tenho sede de comunhão fraterna em torno do Cristo, Nosso Senhor. Que me dizem do trabalho evangélico, na atualidade do mundo?

    O principal do grupo afagou-lhe a destra que se movia suplicante e replicou: – Procure-me na sessão de sexta-feira, depois das vinte horas.

    Teremos doutrinação. A cousa vai melhorar, “meu velho”.

    E, gentilmente, deu-lhe o endereço.

    Fechou-se a porta e o trinco rodou, automático.

    Quem contou a história, disse-nos ter visto o antigo discípulo da Galiléia enxugar as lágrimas a lhe deslizarem copiosas do rosto e perguntar a esmo, fixando o céu tranquilo do crepúsculo:

    – Senhor, onde estará pulsando o coração de teus aprendizes?!…

    Em seguida, silencioso e taciturno, o velho pescador pôs-se de novo, a caminho, na direção do mar…

    Irmão X

  • Mauro Fabiani

    Caro Ricardo em relação a sua “metáfora”, é uma pena q tantos deram sua juventude, sua vida e o pranto de suas famílias p/ Q tivéssemos o direito de escolher por meio da votação livre e direta, os nosso representantes e hj eu não me sinto representado por homens públicos q não se dão o devido respeito, é claro q AINDA há exceção, mas deveria ser regra ! E democracia não se resume apenas à obrigatoriedade de votar, mas, oportunidades iguais, acesso à saúde, educação, qualidade de vida etc.

  • Marco Antonio Lima

    Caro Ricardo.

    Concordo completamente com as suas observações.
    Tenho 2 filhos pequenos, um menino e uma menina, ambos adotados e criados com muito amor e carinho. Sempre tentamos passar a eles RESPEITO, HUMILDADE, PACIÊNCIA, HONESTIDADE e que quando queremos alguma coisa, material, devemos trabalhar para conquistar aquilo que queremos.
    Lembro que durante o processo de adoção o promotor, em uma conversa informal, perguntou se a criança “era de boa genética” e se “os pais não eram más pessoas”, no momento fique um pouco chateado mas logo relevei. Nos temos uma grande herança genética que nos diz quem somos fisicamente, mas o nosso carater, acredito que seja assim, é produto do meio onde fomos criados, por isto quando vejos, por exemplo, pessoas com “carrões” a estacionar em vagas de deficientes eu não tenho raiva e sim pena, pois imagino que estas pessoas sejam DEFICIENTES MENTAIS devido aos exemplos que tiveram e imfelizmente este será a pior herança que eles deixarão para os seus filhos.

  • ARTUR

    RICARDO, EU NÃO ENTENDO MAIS NADA NO MUNDO E NEM APONTO MAIS TAL PAI, TAL FILHO. QUER UM EXEMPLO ATUAL? QUEM DIRIA QUE O FHC TOMARIA UMA ATITUDE DESSA ENFRENTANDO TUDO E TODOAS NO NINHO DA DESONESTIDADE.

  • eleitor

    Mão… não, não podemos creditar a genética o agir do ser; no etanto ao sistema é´possível.
    Mas, não tenho dúviuda, os filhos são espelho e semelhança dos pais…o meu agir influenciará meu filho.
    Meu pai era silêncio em pessoa…o sistema pé que corrompe o homem.
    e o vagabundo já nasce vgab. e o deputado já teve um exemplo na própria casa…

  • Zé Julinho

    Acho que há duas formas efetivas de combater a corrupção: pelo Judiciário e MP diminuir a impunidade e o mau exemplo que vem dela; educar o povo de verdade, em escolas decentes, onde aprendam primeiro seus DEVERES, e depois os direitos. Mas o que ajudaria muito seria que o bom exemplo viesse das elites política e econômica, o que seria por si só suficiente. Infelizmente, os espíritos encarnados em Alagoas não têm sido dos mais evoluídos. Aliás, quando surge alguém bem intencionado, sério, evoluído, com verdadeiro espírito público logo se torna “persona non grata” para a bandidagem, que o estigmatiza ou até mesmo assassina, com requintes de cinismo, quando expressa, por exemplo, seu interesse em concorrer à Prefeitura de algum município. De todos esses caminhos, o mais imediato deveria ser o MP e o Judiciário combaterem a impunidade dos maus políticos. Mostrar que “o crime não compensa”. Simples assim.

  • Silva

    Ricardo, estes bandidos sempre existiram na politica. O que não tinhamos era um avanço tão grande e rápido de informações que levam a milhares de pessoas uma roubalheira.Antes a informação estava nas mãos da mídia (caso exemplar: Rede Globo, ops!, Grupo Time Life)que manipulavam e escondiam as informações.Hoje elas propagam numa rapidez extrema.Basta alguém fazer uma denúncia nas ditas redes sociais.

  • D’antanho

    A crise moral que assola os humanos,parece ser cíclica e a atual parece ser decorrente da falencia das Instituições: JUDICIÁRIO CORROMPIDO,LEGISLATIVO IDEM, TODOS OS RAMOS DO EXECUTIVO AINDA PIOR!Parece que o “SER HUMANO” melhora um pouco com EDUCAÇÃO de qualidade e os que não se adaptam só no CACETE!!!Estamos BEM PIOR que em 64!!!Não conheço GENERAL rico, talvez agora esses do PT!?

  • D’antanho

    No LEGISLATIVO, NÓS (SOCIEDADE),DEVEMOS FOMENTAR o MOVIMENTO MANDATO ÚNICO, para que todos possam contribuir, participar do processo, acabando com a profissionalização na política,que tem gerado tantos vícios:NEpotismo,clientelismo,tráfico de influência, formação de tantas quadrilhas,etc,etc!Atualmente, sabemos as quadrilhas interagem nos tres poderes, digo melhor quatro, inclusive as FAMILIARES!vai dar muito trabalho às futuras gerações corrigir tudo isso.Só com muito SOFRIMENTO!

  • Jorge Costa Vital

    Show Ricardo!

  • FRED

    MEU CARO, LENDO ALGUNS FATOS DA ROMA ANTIGA MIM DEPARO COM CASOS IGUAIS OU ASSEMELHADOS DESDE ESSE TEMPO, VEJAMOS ALGUNS; – O QUE FOI QUE REALMENTE MUDOU NESSE NOSSO MUNDO, POIS OS NOSSOS QUERIDOS POLITICOS CONTINUAM DO MESMO MODO OPERANTE(COMO DIZ ROBERTO JEFERSON * AQUI NÃO TEM NINGUEM MELHOR NEM PIOR DO QUE EU TODOS SÃO IGUAIS*, É GENTE, MIM DEPARO COM AS PROMESSAS DO ENTÃO CANDIDATO LUIZ INACIO LULA DA SILVA, NÃO CUMPRIU MEU CARO RICARDO NADA DO QUE PROMETEU, E ISSO MOSTRA QUE O NOSSO POVO SE SE ATEVE AS SUAS PROPOSTAS, E AGORA ELAS ESTÃO NO NOSSO GOOGLE, É SÓ ACESSAR E POR FAVOR MEU CARISSIMO LEI E SÓ ENTÃOA GTENTE PODEMOS DISCUTIR.

  • Joaquim pirauá

    Ricardo suas reflexões revelam o grande jornalista que vc é.A certeza da impunidade gera a vontade louca de se apoderar da coisa pública.Os que hoje se beneficia do poder,seram subistituidos amanhã por outros que tambem esperam sua vez salvo raras excessões,e um circulo vicioso que não tem fim.Uma sociedade inerte e sem esperança.Um presidente disse quando esteve em nosso pais ha muito tempo,que não havia seriedade por parte de nossos homens públicos.Ele estava certo,depois de tantos anos esta acertiva é bastante verdadeira.O dinheiro público continua a mercê dos politicos de plantão (digo)ladroes de plantão;felismente como dizia Jorge,vivêmos num pais tropical abençôado po Deus e bonito por natureza…

  • JULINHO

    UM EXEMPLO DO ABSURDO É O PREFEITO DE TRAIPU. COMO PODE DO PRESÍDIO ADMINISTRAR A PREFEITURA DISTRIBUINDO CARGOS E FAZENDO NEGOCIAÇÕES. JUSTIÇA ENVIE ESSE CIDADÃO PARA FORA DO ESTADO OU DO PAÍS PARA RESOLVER ISSO DE UMA VEZ.

  • Joaquim pirauá

    Ricardo suas reflexões revelam o grande jornalista que vc é.A certeza da impunidade gera a vontade louca de se apoderar da coisa pública.Os que hoje se beneficiam do poder,seram subistituidos amanhã por outros que tambem esperam sua vez salvo raras excessões,e um circulo vicioso que não tem fim.Uma sociedade inerte e sem esperança.Um presidente disse quando esteve em nosso pais ha muito tempo,que não havia seriedade por parte de nossos homens públicos.Ele estava certo,depois de tantos anos esta acertiva é bastante verdadeira.O dinheiro público continua a mercê dos politicos de plantão (digo)ladroes de plantão;felismente como dizia Jorge,vivêmos num pais tropical abençôado po Deus e bonito por natureza…

  • Rubens Gomes de Albuquerque

    Caro Ricardo Mota, acredito que algumas pessoas tem caráter má, andam sempre que pode no lado da contra-mão da decência.Por outro lado existe uma figura subjetiva, aliadíssima, “IMPUNIDADE”.O que vivemos é uma profunda crise de autoridade em todos os poderes e muito tem se falado sobre isso. Dizem, que leis existem e muitas, e porque não se faz cumprir. Acabem com essa lorota de “rigor da lei”. Os percursores de crimes sabem que não vai ter punição.Roubo de recursos público é a cada segundo, quadrilhas se instalaram em tôdas as instâncias dos poderes constituidos neste país e isto é fato.O que os meios de comunicação divulgam é apenas uma pequena parte da realidade criminosa.Temos um Congresso Nacional em sua maioria constituidos de “picaretas” e a população vai esperar o que dessa gente.Os gestores públicos não oferecem Educação de qualidade com medo da população um dia cobrar-lhes direitos que a Constituição determina, preferem roubar a merenda escolar, a escola desabar, os educadores serem mal pagos, a saúde não funcionar para que a populaçao morra mais cedo.Temos os piores índices de pobreza e canalhas travestidos de gestores, não estão nem aí, uma banana para o povo!.

  • Paulo Jorge

    Ricardo,

    Concordo que o meio e as amizades podem influênciar demais um pessoa. Porém, a carga genética termina prevalecendo, pois tenho exemplo na família de uma criança adotada que foi muito bem criada e amada, mas essa desde criança já mostrava “as unhas”. O resultado dessa pessoa, hoje, é um desastre total,um problemão para toda a família. Uma tristeza profunda para todos nós que gostamos tanto dela. Somente pedimos a Deus que a proteja, porque ela não escuta ninguém.

  • Luiz Felipe

    Os políticos no Brasil são injustiçados

    Eu queria saber até que ponto os políticos do Brasil têm culpa de tudo o que acontece com o rumo do nosso país. Geralmente nós lemos muitas matérias sobre políticos corruptos sobre a farra das passagens, farra disso ou farra daquilo sempre tendo como envolvidos políticos com muitos mandatos na carreira.
    Pois bem, fazendo uma breve análise dessa situação eu comecei a perceber que eu não tenho mais paciência de ficar conversando em mesa de bar as últimas falcatruas ou esquemas ilícitos envolvendo políticos. Toda semana é a mesma coisa e ninguém agüenta mais.
    Então pensei em lembrar as falhas que cometemos e aí outra vez as mesmas cabeças estão no mesmo lugar. A primeira falha é que somos um país de ignorantes, essa é a verdade, muita gente conversa e diz que somos isso ou aquilo, mas a verdade é que não temos ( 190 milhões de habitantes ) a capacidade de eleger nossos políticos, pois quem os elege não somos nos que usamos internet, lemos e escutamos o comentário das mais inteligentes cabeças do país, quem os elege é a massa que mora nos subúrbios, favelas e que não tem nem chance de completar o ensino básico, muito menos de ficar vendo Jornal Nacional ou lendo as completíssimas reportagens que a Veja faz.
    A segunda parte é que todos nós, e esse “todos” estou incluindo nós que vamos para as Universidades, lemos as mais importante revistas do país, escutamos os comentários dos mais renomados pensadores do país na CBN e meio dia e dez notícias, sabemos que quem está no poder é tão corrupto quanto nós que os elegemos e que nós sabemos antecipadamente quem são os corruptos e mesmo assim votamos neles. De modo que eu não entendo o porquê de nós todos os dias nos impressionarmos com as notícias de que os políticos estão roubando. Todos nós sabemos que o Jader Barbalho, José Sarney, Pitta, Paulo Maluff, Renan Calheiros, Fernando Collor e cia ltda sempre foram corruptos e continuarão sendo, então eu cheguei a conclusão que quem é injustiçado no Brasil são os políticos, pois todos nós sabemos quem eles são e eles por sua vez não deixam dúvidas, pois roubam a cada momento, ou seja, nós não podemos cobrar seriedade de quem nunca foi sério, isso é lógico, não é uma teoria de outro mundo, é simples, é como se a polícia libertasse o Beira Mar e pedisse para ele respeitar as leis e não trabalhar com o tráfico, não tem lógica, por isso que acho que os políticos nesse país são injustiçados.

  • Dermeval Araújo de Lacerda

    Ricardo,há muito não leio uns comentários com tanto equilíbrio como esses que acabei de ler.
    O que escreveram M.Almeida,Carlos,Mauro Fabiani sobre os tempos idos dos anos 60, as realidades dscritas por Marcos Antonio Lima e Rubens Gomes de Albuquerque, o Zé Jlinho com as simplicidades verdadeiras,etc nos deixam com esperanças renovadas que a indignação começa, verdadeiramente,a impregnar a revolta conciente de uma realidade,que vivenciamos e não nos atingia como hoje percebo nos escritos do seu blog (nosso espaço democrático).
    Creio que começamos a mostrar a cara, a nossa cara sem temor de represálias pois, só os covardes se apoderam desse modo de agir.
    Hoje vejo declarações abalizadas sem ódio e sem rancor ou muito menos com zombarias.
    Acho que de tanto vc. Ricardo, insintir na obrigatoriedade de dar-mos nomes é que vejo homens dar suas opiniões sem esconder a identidade.
    Falta muito pouco para uma verdadeira tomada de posição para execrarmos da política, trocando um ladrão por um HOMEM HONESTO até chegarmos a 26 trocas.

  • Dermeval Araújo de Lacerda

    a palavra é consciente

  • Luis Flores do Rego

    A propósito, entendo algumas noticias divulgada em relação a crime organizado mais revestidas de folclore e hipocrisia. Não me parece verdadeiro que um “Nem”, um “Fernandinho”, ou outros mais, pessoas de posses que não superam alguns milhões de reais, incluindo ai bens materiais moveis e imóveis que nem se sabe se são deles mesmos sejam realmente os principais donos dos lucros bilionários resultantes desse negocio ilícito. Mais parecem simples tentáculos a serviço se uma cabeça que para não ser atingida é sacrificado, como a cauda da lagartixa para manter-la viva. Nas estruturas combinadas há sustentação em quase todos os seguimentos que certamente não seriam dominados por um operador, mesmo que qualificado, sequer por um marginalzinho evoluído da rua pela força bruta. Vejam como maior exemplo o crime organizado praticado, o da política brasileira, onde os verdadeiros capôs são as maiores autoridades do poder publico, do executivo, judiciário ou legislativo. E como acontece com no narcotráfico e outras associações do crime organizado, são presos os tentáculos e os capôs flagrados, mesmo quando são processados terminam sem nada acontecendo a eles. Esse é o maior exemplo explicito operacional do crime organizado no Brasil.

  • J.Monteiro

    Meu caro Ricardo Mota, sua análise é suscinta, direta, contundente, e verdadeira. Mas, ao ler sua opinião, e tantas outras abalizadas aqui postadas, uma pergunta me assaltou: o que se esperar de um país, onde um ministro se acoloia com ladrões, e tem a ousadia de dizer em rede de televisão, que só entrega o cargo na base do tiro, desafia a presidente, que reticente, fica protelando a exoneração dessa excrescência chamada Carlos Lupi, (por que será?). Então, não depende do DNA, do ambiente, das amizades, de ser ou não analfabeto ou PhD. O fortalecimento do crime organizado no Brasil, (em todas as esferas do poder), tem como base a falta de vergonha, o descompromisso com a coisa pública, e a impunidade.

  • Fernando Melo

    NOBRE RICARDO, ACOMPANHAR SEUS ESCRITOS É SEM SOMBRA DE DÚVIDAS GRANDE LIÇÃO PARA O ENFRENTAMENTO DO DIA A DIA QUANDO O CIDADÃO INCAUTO SE DEPARA COM OS MAIS VARIADOS TIPOS DE PERSONAGEM QUE COMPÕE NOSSA SOCIEDADE, PORQUE NÃO FALAR DOS BARÕES DO DINHEIRO PÚBLICO CUJO NORTE TOMAM COM O INTUITO DE LESAR O OUTRO, BEM COMO SE ARVORAR AO PATAMAR DE PENSAR SE DEUS. QUE CRIAS COMPÕE ESTE UNIVERSO DE CUJO CONVÍVIO TEMOS A OBRIGAÇÃO DE SUPORTAR. AB FRATERNO.

  • Antônio Carlos Barbosa

    Aquele Senador, foi gerado no seio familiar. Portanto, somos futos da nossa criação.