Na próxima quarta-feira se encerra o prazo estabelecido pelo próprio presidente do Ibama, Abelardo Bayma, para enviar dois técnicos a Alagoas, para analisar o impacto ambiental do Estaleiro Eisa, a ser construído em Coruripe – até hoje, nada, nem ninguém. 

A definição do prazo – quinze dias – aconteceu em reunião em Brasília, com a presença do governador Teotônio Vilela Filho e integrantes da bancada federal do Estado. Foi exatamente na data limite para a apresentação das propostas das empresas que participam da licitação em curso da Petrobras. 

Segundo o secretário Luiz Otávio Gomes, do Desenvolvimento Econômico, na iminência de não ser cumprido o novo prazo, o governador deve manter um novo contato com Abelardo Bayma. 

Aliás, desde junho, de acordo com o que já é conhecido publicamente, que a mesma história se arrasta sem ter solução. A pergunta que vem sendo feita reiteradamente é: por que o Ibama não envia os seus técnicos a Alagoas – a representação local do órgão não tem poder para analisar o empreendimento -, mesmo que seja para negar a licença de instalação do estaleiro?

O que impede que isso aconteça, apesar das sucessivas promessas ao governador, feitas pelo presidente do Ibama e até pela assessoria do Ministério do Meio Ambiente? O que há, efetivamente, de tão forte a ponto de impedir que dois ou técnicos do órgão ambiental possam vir ao Estado realizar um trabalho que se imagina – e deseja – que seja puramente técnico, sem vícios de envolvimento políticos menores?

Até o presidente já se manifestou sobre o tema, garantindo total apoio ao governo de Alagoas num embate em que nem todos os envolvidos mostram a cara – o que está mais do que evidente.

Hoje, o secretário Luiz Otávio Gomes tem reunião marcada com o empresário Gérman Efromovich, do grupo Sinergy, que pretende instalar o Eisa Alagoas em Coruripe (reunião acontece agora, na hora do almoço).

Na semana passada, após ficar sabendo que estava fora da licitação da Petrobras – as outras concorrentes apresentaram preços mais baixos para a construção de navios-sonda – o empresário garantiu, em contanto telefônico com o secretário, que vai manter o empreendimento em Alagoas.

Só que há, sim, um problema objetivo: ele pretende que o projeto original seja mantido, com a área de mangue a ser atingida superando os 90 hectares.

Hoje, há garantia – pelo menos por enquanto – de licenciamento para o empreendimento de uma área de 50 hectares de mangue, que, pelo projeto, devem ser replantados numa proporção de cinco para um.

O empresário diz, ainda de acordo com o secretário, que vai manter a construção do estaleiro, mas cobra do governo do Estado o mesmo empenho para que o Ibama conceda o licenciamento.

Que fique claro: a legislação ambiental deve ser rigorosamente seguida pelo Ibama. O que não é admissível é a contaminação política de um processo tão importante para a economia de Alagoas.

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  • Richard Manso

    “Moléstias há, que, zombando da terapêutica mais hábil, desaparecem com a simples transladação do doente para meio diverso daquele, onde se manifestou a lesão.”

    Rui Barbosa.

    Entendo assim com a condução da construção do estaleiro. Que Governo!

  • Eliseu Gomes

    Cada um tem feito a sua parte, na tentativa de quebrar a inércia econômica que nos arasta há tanto tempo.O governador tem arregaçado as mangas,Ricardo denuncia insistentemente a má vontade do IBAMA.Resta ao povo ir as ruas entendendo que saúde,segurança e educação sem renda é pura demagogia.

  • marta

    Elizeu Gomes, concordo totalmente com o seu raciocínio. Vamos ligar para o França Moura e chamar a população para ir as ruas…Eu mesma não tenho tanta paciência assim como o governador tem com esses maus alagoanos que se orgulham de viver da miséria do povo carente. Deus tá vendo tudo.

  • Madson Albuquerque

    Esse governo quer fazer as coisas erradas e sabe que não há como licenciar esse empreendimento. Fica usando a mídia e seus blogs sujos para passar uma situação de que alguém esteja atrapalhando. Governador Téo, assuma logo que esse empreendimento não irá sair dessa forma e traga a realidade para os alagoanos, não viva nesse seu fantástico mundo. A eleição já passou e você já ganhou, não precisa mais enganar ninguem.

  • estamos de olho

    Brincadeira isso, na hora de liberar o condominio de LUXO LAGUNA, não teve problema. Agora na hora de desenvolvimento socio-economico ficam fazendo graça. Queremos os nomes dos envolvidos e não noticia antiga.

  • estamos de olho

    ATO PUBLICO JÁ!!!

  • Valmir

    Srs.isto não é, de hoje;quando se compara, as obras de outros estados, com; o nosso,(al),sempre ficamos no escanteio…
    Ex: Quando a sra. Eloísa Helena,(sen), estava comprando briga com Lula e Antonio Carlos M.;em ( Brasília), ele ACM, estava armando confusão no senado; + para levar a montadora da FORD, para Bahia,e conseguio. É para, esta obra, que os nossos senadores e dep. federais, servem… E, o que dizer os srs. TÉO/BIL/JÕAO CALDAS/RENAN, que nas campnahas, mostraram o estaleiro de outros estados ???
    Graças a Deus, o picolé Caicó, este é verdadeiro…

  • AAraujosilva

    Empresário bonzinho, esse Sr. Eisa, mesmo perdendo o marcado antecipado
    e cativo(PTrobras), quer abucanhar
    uma imensa área costeira. Já vimos uma fábrica de avião, ir de águas a baixo; agora, estamos vendo a fábrica de navio ir pelos ares …

  • marta lima

    falta um pouquinho de vergonha aos “ditos” politicos alagoanos, nosso Estado vivem no atraso justamente porque nada abala aos ilustres nem mesmo ficar na berlinda do desenvolvimento vivemos no estado de faz de conta.

  • José Antônio Silva

    O povo já disse não ao estaleiro quando votou na famigerado Renão para o Senado.

  • geraldo calheiros

    Até tu, Ricardo, entrou nessa. Madson, vc disse tudo. É lamentável este golpe eleitoral. Só os bobos não sabem que, além da questão ambiental, jamais, pela logística, Coruripe receberia estaleiro (as estradas não comportam carretas de 50t, não há por perto siderúrgica, mão de obra especializada, estradas de ferro, calado de 9m, etc, necessários ao funcionamento de um estaleiro). Na próxima eleição vão inventar um aeroporto internacional na Praia da Sereia, depois dirão que a obra não começou porque o Ibama não autorizou. Dá nojo. Aliás, governador, ponha para funionar novamente a Cooperativa Camila, bom parque industrial totalmente parado.

  • Eduardo

    KKKKKKKKKKKK a culpa é do carangueijo!

  • Valmir

    Digo, aos srs. com muito orgulho, esta turma que estão aí, não tiveram o meu voto nem ao custo de 50 ou 100 reais.
    Digo também na mesma proporção; meus candidatos, não foram eleitos. Segui a poítica do tiririca; pior do que está ;não ficava…

  • HEYDER PEREIRA CAMPOS

    mestre, como cheira mal êsse negócio!!será que tem alguém “peitando” o presidente lula ? alguém que na sombra, manda mais do que êle ? e êsse cara do Ibama, quem manda nele ? eu não sou o governador, mas se fosse, dava aquele murro na mesa e perguntava : como é que é ? sai ou não sai ? oxi !!!

  • HEYDER PEREIRA CAMPOS

    mestre, sobre meu comentário acima. não é, absolutamente, dos moldes da mineiridade. mas paciência tem limite. a nós, mineiros, não é de bom alvitre provocar nossa paciência, uái, sô !!!

  • sebastiãoiguatemyrcadenacordeiro

    Para esse povo que habita na LAMA desde
    os tempos dos palafitas tem alguma impor
    tância um metro a mais ou a menos de man
    gue? Afinal de contas,já extinguiram 90%
    dos seus principais componentes animais
    e vegetais,por simples ganância,descaso,
    e outros pecados capitais,e as sobras,só
    existem,por eflúvios da ONU e de outras
    entidades internacionais,que ainda têm
    voz em meio à devastação irreversível doplaneta. ÔMI !

  • EUDÓFYO

    RICARDO! O CASO DESSE ESTALEIRO ME LEMBRA QUANDO O JOÃO CALDA ANUNCIOU QUE CONSEGUIRA UMA REFINARIA DE PETRÓLEO PARA ALAGOAS. LEMBRO-ME QUE ESTE VENÇEU AS ELEIÇÕES E A REFINARIA FOI PARAR NO RECIFE. ESSA OBRA SEGUE NO MESMO CAMINHO, A MESMA FACETA E OS MESMOS EXPEDIENTES CARO WATSON.