As dificuldades para a composição das chapas proporcionais – a deputado federal e deputado estadual – retardam, neste momento, a definição das chapas majoritárias nos grupos de Collor e Vilela. 

Até o chapão, que já tem todos os nomes majoritários definidos – Lessa, Joaquim Brito, Renan e Bomfim – enfrenta problemas nas alianças proporcionais.

Mas, vamos por partes.

O PPS

O PPS depois de ouvir do governador Teotônio Vilela Filho, já ontem à noite, que o advogado José Costa seria o outro candidato da coligação governista ao Senado, foi chamado para uma nova reunião na madrugada de hoje.

O problema, no caso, era a posição do PPS – que foi mantida pelo partido até agora – de não se coligar com nenhuma outra legenda na disputa pelas vagas da Assembleia Legislativa.

Tendo o deputado Marcos Barbosa e o ex-secretário do Trabalho, Regis Cavalcante, à frente nesta negociação, o PPS descartou a possibilidade de integrar um “chapão” para deputado estadual Aposta que, sozinho, pode fazer pelo menos dois ocupantes de cadeiras na Casa de Tavares Bastos.

Resultado: o acerto com José Costa pode dar para trás. Na prática, o PPS não se coligaria formalmente com o PSDB na majoritária e lançaria o advogado como candidato solo ao Senado.

O partido, por enquanto, rejeita a possibilidade de uma aliança com o grupo do senador Fernando Collor de Mello, apesar do crescente assédio dos trabalhistas e até do deputado Francisco Tenório, que preside o PMN – hoje, collorido desde criancinha.

PMN

Solução de um lado, problema do outro. Esta é a situação do mesmo deputado Francisco Tenório. Ele tenta evitar que o PT do B, de Rosinha da Adefal e de Antônio Albuquerque feche aliança com o grupo de Collor.

Na avaliação de Tenório, a vereadora seria potencialmente muito forte na disputa pela Câmara Federal – somando-se aos próprios candidatos do PTB, Célia Rocha e João Lyra à frente, Rosinha poderia tomar uma das vagas da coligação.

PT do B

A saída – que pode ser provisória – seria fazer da vereadora do PT do B a vice do ex-presidente. Depois de fechada a coligação, ela poderia ir para onde de fato quer (e também o seu partido) – a disputa para deputada federal, repetindo o caminho vitorioso de Gerônimo Siqueira, em 2006.

PT

E como já citei o chapão, aqui vai a explicação. O PT decidiu que não vai se coligar na disputa pelas vagas da Assembleia Legislativa – a não ser com o PV, que ainda não bateu o martelo, por sua vez.

No meio de candidatos poderosos e endinheirados, os petistas não seriam páreo na briga para eleger deputados estaduais.

Mas até aí também aparece uma novidade: Izac da CUT deve também ser lançado na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa,  no vácuo deixado pelo presidente do PT, Joaquim Brito, guindado à condição de candidato a vice de Ronaldo Lessa.

Na avaliação preliminar, ele pode não se eleger, mas pode prejudicar eleitoralmente o deputado Judson Cabral, a principal referência do chamado PT histórico em Alagoas.

Ministros em Alagoas

O chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, passou a noite em Maceió.Hoje pela manhã, fez um sobrevoo pelas cidades atingidas pelas enchentes e seguiu para Pernambuco.

Agora à tarde, chega a Alagoas o ministro da Segurança Institucional, general Jorge Félix.

MP e a Laje

O Ministério Público Estadual está de olho, mais uma vez, no enrolado prefeito de São José da Laje, Márcio José Lira, o Dudui. Ele estaria concentrando a distribuição de donativos às vítimas da enchente que devastou a cidade. Se há objetivo eleitoral? Eis o questionamento do promotor Jorge Dória.

Almeida vai à convenção de Vilela em sinal de apoio, mas faz discurso "tucano"
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  • Ramiro Gatto

    Ricardo, hoje pela manhã no Centro de convenções assisti alumas manifestações de grande valor simbolico, uma delas foi a convenção do Governador Teotonio Vilela, do PP, do PPS e do PSB.
    Mas no meio de tantas coisa boas vpresenciei, mesmo a distancia , os lessista capitaneado pela Vereadora Tereza Nelma e seu Marido Renato Soares, tentarem impor a mudança de rumo dos delegaodos daquele partido. a maioria votou pela coligação com o Teotonio Vilela, ams essa senhora e seu marido, tentaram inclusive atravez da força bruta nudar o resultado do evento. Por pouco não saiu pancadaria. A vereadora instruiu um bando de fanaticos vestidos de rosa, para tumultuar a convenção. Mas Deus, foi pai e o bom senso dos demais presentes sobrepôs aos diabolicos vestidos de rosa.
    Xou, satanás.
    Teotonio Vilela governador
    Ronaldo Lessa nunca mais.